Sete Cachoeiras aprova Usinas Solares

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Há dois meses a Fazenda Pinheiros implantou sua usina de geração de energia fotovoltaica - Crédito Grupo Sete Cachoeiras
Há dois meses a Fazenda Pinheiros implantou sua usina de geração de energia fotovoltaica – Crédito Grupo Sete Cachoeiras

As unidades de produção do grupo Sete Cachoeiras Estate Coffee estão localizadas no Sul de Minas Gerais, região maior produtora de café arábica. De uma área total de 1.200 hectares, 800 hectares abrigam cerca de três meio milhões de cafeeiros em produção.

As fazendas Pinheiro e Mirante estão localizadas no município Campos Gerais. As Fazendas Sete Cachoeira e Charneca, sedes do grupo, contribuem para fazer do município de Três Pontas o maior produtor de café do Brasil.

Com tradição centenária na atividade cafeeira, Três Pontas tem privilegiada localização geográfica, mão de obra qualificada, topografia suave, altitude média de 900 metros, grande disponibilidade de recursos hídricos, clima ameno e solos férteis.

A geração de energia limpa no Grupo Sete Cachoeiras deve trazer uma economia em torno de R$ 27 mil por mês - Crédito Grupo Sete Cachoeiras
A geração de energia limpa no Grupo Sete Cachoeiras deve trazer uma economia em torno de R$ 27 mil por mês – Crédito Grupo Sete Cachoeiras

Tradição cafeeira

Renato Farhat Brito, diretor executivo do Grupo Sete Cachoeiras Estate Coffee, relata que a Fazenda Sete Cachoeiras figura entre as propriedades pioneiras na cafeicultura de Três Pontas, com destaque para a sua sede construída em 1930. O nome se originou da existência de sete cachoeiras no ribeirão também denominado Sete Cachoeiras que margeia a fazenda.

“A atividade cafeeira sobreviveu às gerações e passou por grandes transformações para se tornar modelo de gestão e produção sustentável. Desde 1994, sob novo gerenciamento, o parque cafeeiro foi renovado, o processo produtivo foi cuidadosamente modernizado e, com foco na qualidade dos produtos, as parcerias comerciais foram ampliadas e fortalecidas“, informa Renato.

Já há um projeto para instalar uma segunda usina - Crédito Grupo Sete Cachoeiras
Já há um projeto para instalar uma segunda usina – Crédito Grupo Sete Cachoeiras

Certificado Rainforest Alliance

A certificação Rainforest Alliance é um selo de aprovação para garantir aos consumidores que os produtos adquiridos são resultados de práticas realizadas de acordo com um conjunto específico de critérios, dentre eles, equilíbrio ecológico, econômico e social.

Este selo garante que os produtos e serviços oferecidos foram produzidos em conformidade com orientações rigorosas, protegendo o meio ambiente, vida selvagem, trabalhadores e consumidores.

A certificação orienta como produzir com práticas eficientes para não esgotar os recursos e impactar negativamente o meio ambiente e as comunidades. “A certificadora Imaflora realizou auditoria na Fazenda Sete Cachoeiras em 2004, quando obtivemos o selo Rainforest Alliance“, orgulha-se Renato Brito.

 Crédito Pixabay
Crédito Pixabay

Certificado UTZ Certified

UTZ CERTIFIED é um dos maiores programas de certificação do mundo. Responsável por criar um mercado aberto e transparente para os produtos agrícolas, permite que os produtores de café demonstrem suas práticas e o cultivo eficiente, além de facilitar o acesso aos mercados compradores em escala global.

Assim, a certificação UTZ CERTIFIED acabou com o anonimato do mercado de café. Ela mostra de onde vem o grão e assegura que foi produzido de forma responsável. O sistema de monitoramento ‘Rastrear-e-Relatar’ oferece a oportunidade de acompanhar o manejo ao longo de toda cadeia para os mercados competitivos.

“No mundo inteiro está expandindo o mercado dos consumidores voltados para qualidade do café e suas condições de produção. O sabor é importante, mas cada vez mais as condições em que o café foi produzido são levadas em consideração. Produzindo com rigorosos códigos de conduta as fazendas possuem a certificação UTZ CERTIFIED desde dezembro de 2005“, diz o diretor executivo Renato Brito.

Ações de sustentabilidade

Há dois meses a Fazenda Pinheiros implantou sua usina de geração de energia fotovoltaica e também uma via úmida – Palini & Alves com zero consumo de água (Eco-zero). “Como produzimos um elevado volume de café, o consumo de energia também é alto, já que a maior parte da nossa produção é irrigada, fazendo o custo de energia ser elevado. Quando constatamos a viabilidade de adquirir as placas de energia solar e com queda dos juros de financiamento, resolvemos implantar a usina solar o mais rápido possível“, relata Renato Brito.

A geração de energia limpa deve trazer uma economia em torno de R$ 27 mil por mês. Já o investimento de R$ 1,3 milhão, deve se pagar em 4,5 anos. “O financiamento teve carência de 2 anos e 12 anos para pagar, com juros de 4,03% ao ano“, informa o empresário.

O contrato realizado com a Cemig (Companhia de Energia Elétrica de Minas Gerais) permite que a energia gerada pela Fazenda Pinheiros seja distribuída para as outras fazendas do grupo. “Entretanto, entre maio, junho e julho as fazendas ainda não serão autossuficientes. A partir de agosto, quando a safra finaliza, a energia produzida não será gasta integralmente, sendo disponibilizada para a Cemig e devolvida em créditos para o Grupo podendo ser compensada num período de 5 anos“, explica.

Já há um projeto para instalar uma segunda usina, ainda maior, pelos benefícios apresentados. “Recomendo o sistema de usinas solares, porque, em geral, as propriedades rurais convivem com deficiências na distribuição de energia elétrica e com alto custo da energia consumida. A geração de energia limpa nos ajuda a melhorar o sistema como um todo e dá maior visibilidade para o mercado. Com garantia de 80% de performance em 25 anos, o investimento será pago em quatro anos e meio“, enfatiza Renato.

O Grupo Sete Cachoeiras Estate Coffee realizou uma efetiva transformação nas unidades de produção, seguindo os princípios que norteiam às rígidas normas sugeridas pelas certificações Fair Trade, Utz Certified, Rainforest Alliance, Café Practices – Starbucks e 4C. “Gerar nossa própria energia e reduzir o consumo de água dá sustentabilidade à nossa produção“, avalia Renato.

Ainda segundo ele, há um contrato de manutenção com a empresa que instalou a usina fotovoltaica, um seguro de baixo custo e um aplicativo no celular de acompanhamento da geração de energia diária e acumulada mensal, enfim. “A empresa honrou com todos os prazos e cronogramas de instalação. Com 30 dias nossa usina entrou em funcionamento, uma rapidez que nos surpreendeu. A equipe técnica é muito boa, com excelência em acompanhamento, uma das poucas que atende o meio rural em todos os segmentos, seja cereais, HF ou gado.

 

Essa é parte da matéria de capa da Revista Campo & Negócios Grãos, edição de agosto de 2018. Adquira o seu exemplar para leitura completa.

 

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