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quinta-feira, junho 30, 2022
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7º Congresso de Tomate Industrial discute novidades e técnicas

 

Créditos Luize Hess
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Créditos Luize Hess

Créditos Luize Hess
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Créditos Luize Hess

Mais de 450 visitantes compareceram ao Centro de Convenções de Goiânia (GO) para o 7º Congresso Brasileiro de Tomate Industrial (7ºCBTI), que aconteceu no período de 26 a 28 de novembro. Nesta edição, um dos pontos altos foi o centenário da agroindústria do tomate no Brasil, atividade que foi iniciada em 1914, na cidade de Pesqueira (PE). “Minha intenção foi resgatar fatos relevantes da trajetória de um dos setores mais importantes da agroindústria alimentar brasileira“, conta o palestrante Paulo César Tavares de Melo, pesquisador da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) e coordenador geral do 7º CBTI. A palestra foi um dos destaques do último dia do Congresso.

Para ele, essa edição foi, sem dúvidas, a melhor das sete até hoje realizadas, especialmente devido à qualidade das palestras e dos palestrantes. “Os temas abordados foram extremamente importantes para a cadeia produtiva do tomate industrial, tanto pelo lado da produção do processamento. Além disso, os temas ficaram dentro do objetivo central do congresso, que é a integração do setor agrícola com o de processamento industrial“, pontua.

Houve, também, uma participação muito significativa de todos os setores da cadeia produtiva, com a presença de agricultores importantes da região, pessoas tomadoras de decisões ligadas às indústrias de processamento de tomates do Brasil.

Preocupação

Diante de um cenário de produção não muito crescente, produtores e industriais demonstraram preocupação com os aspectos que envolvem a melhoria no processo da cadeia dos atomatados e a normatização das atividades do fruto. “Ainda percebemos que a cultura do tomate rasteiro não tem regulamentação no que tange as práticas de produção. Não se tem uma normatização para os produtos derivados do fruto no Brasil. Este trabalho teve início na ABIA em 2008 e se perdeu no tempo. Isso permitiu que cada empresa fizesse o seu produto sem obedecer o mínimo de padrão de identidade e qualidade“, revela Antônio Tadiotti, presidente da Associação Brasileira da Cadeia Produtiva de Tomate Industrial (Abratop) em suas participações no Congresso.

Palestra

A dificuldade em torno do aumento do consumo de atomatados no Brasil foi destacada por Tadittioti no encerramento do 7º CBTI. O País ocupa a 7ª posição no ranking mundial de produção do fruto, mas não está entre os maiores consumidores. “É fato que já vencemos muitos obstáculos, mas ainda temos desafios pela frente. Um deles é ultrapassar o consumo per capita de aproximadamente 9 kg ao ano. Digo isso tendo como referência outros lugares do mundo, como, por exemplo, os Emirados Árabes, onde o consumo anual chega a 48 kg por habitante. Somos bons produtores e precisamos ser bons consumidores“, ressalta.

Paulo César Tavares palestrou sobre a agroindústria de atomatados no Brasil - Créditos Luize Hess
Paulo César Tavares palestrou sobre a agroindústria de atomatados no Brasil – Créditos Luize Hess

Feira de Produtos e Negócios 2014

Paralelo ao 7º CBTI aconteceu a Feira de Produtos e Negócios 2014. Fornecedores de insumos, máquinas e equipamentos apresentaram novidades e tendências aos empresários, técnicos e pesquisadores do setor. Ao todo 13 expositores disponibilizaram o que há de melhor e mais moderno para o cultivo e processamento do tomate industrial.

Próxima edição

O 7º Congresso Brasileiro de Tomate Industrial é uma realização da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (FAEG), Universidade Federal de Goiás (UFG), Embrapa Hortaliças e Associação Brasileira de Horticultura (ABH). A organização do Congresso foi da WIN Eventos, que já prepara a próxima edição do Congresso para 2016.

“Vamos inovar cada vez mais. Nossa preocupação é sempre aprimorar, em cada edição, com o intuito de que todos os envolvidos nesta cadeia tenham chance de ter contato com o que de mais moderno existe em relação à produção e industrialização do tomate“, afirma Nehemias Ramos, diretor da Win.

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