21.2 C
Uberlândia
sexta-feira, julho 19, 2024
- Publicidade -spot_img
InícioArtigosFlorestasA importância de garantir a qualidade do material genético do Pinus

A importância de garantir a qualidade do material genético do Pinus

Crédito Embrapa Florestas

As pesquisas com pinus começaram na década de 1970, quando Brasil, África do Sul, Colômbia, Zimbábue, Índia e Honduras criaram uma rede experimental por meio de um programa de cooperação internacional. O melhoramento do pinus no Brasil foi implementado por empresas florestais, principalmente indústrias de celulose e papel e instituições de pesquisa, entre elas a Embrapa Florestas. “O principal objetivo do melhoramento é a perpetuação de exemplares mais fortes. Porém, na silvicultura já é possível atender diferentes necessidades da indústria”, explica Ananda Virgínia de Aguiar, engenheira agrônoma e pesquisadora da Embrapa Florestas.

Um ciclo completo de melhoramento genético para pinus pode levar até 25 anos. “São várias etapas”, explica a pesquisadora. “Começa com a seleção de matrizes, passa pelo cruzamento entre os melhores exemplares, coleta de sementes e vários outros processos até o surgimento de uma nova geração”.

Herança genética garantida

Tão importante quanto ganhar produtividade e melhorar a qualidade da madeira é garantir que a herança genética seja preservada. O engenheiro florestal Julio César Soznoski explica que o processo envolve um alto nível de cuidado. “Trabalhamos respeitando a integridade do material genético coletado. As empresas precisam desta segurança, da garantia de que o material que está sendo colhido não seja mal manipulado. Desta forma, o “pedigree” será preservado e a qualidade do programa de melhoramento não será influenciada pela mistura de materiais genéticos”, conta Soznoski, que também é diretor da Kolecti Recursos Florestais. A empresa é especializada em diversas atividades na área de melhoramento genético, entre elas a coleta de sementes de espécies coníferas.

A colheita precisa ser realizada no momento certo da maturação de cada espécie e de suas respectivas matrizes. Cada uma delas deve passar por um procedimento de avaliação. “Caso essa maturação não seja respeitada, problemas com rendimento de sementes e germinação ocorrerão. Na colheita também existe um grande cuidado para não danificar a produção subsequente do próximo ano”, explica o engenheiro florestal.

O diretor da Kolecti Recursos Florestais conta que o procedimento de colheita pode ser realizado de forma mecanizada (com plataformas veiculares aéreas), ou manualmente, através de escalada com alpinistas florestais. A definição de qual forma será utilizada leva em consideração a geografia do terreno, diâmetro, altura e estrutura das árvores. Todos os envolvidos precisam ser capacitados e certificados com treinamentos rigorosos para trabalho em altura.

Atualmente estamos no período de colheita de sementes das espécies de pinus subtropicais. Entre as mais importantes economicamente estão Pinus taeda e Pinus elliottii. Praticamente todo o staff da Kolecti, mais de 40 profissionais, estão divididos em 15 equipes que trabalham simultaneamente com estas duas espécies nos Estados do Paraná, São Paulo e Santa Catarina. “É um trabalho em altura, por isso fazemos isso respeitando todas as normas de segurança e saúde do trabalhador. Podemos nos orgulhar, pois temos índice de acidentes zero e pretendemos manter essa marca”, conclui o diretor da Kolecti. 

ARTIGOS RELACIONADOS

Alerta geral – Novas pragas são um risco para a safra 2015/16

Duas novas pragas agrícolas foram detectadas no Brasil e têm causado grande preocupação aos agricultores, trata-se da mosca-da-haste da soja e Helicoverpapunctigera.Além das pragas,...

Australiana Nufarm lança herbicida Sumyzin® 500 na formulação líquida

Inovação amplia o número de culturas para as quais o produto tem registro; tecnologia de ponta é empregada no manejo de daninhas de difícil...

Bracell assina compromisso para proteção da Biodiversidade

Em parceria inédita, mais de 64 mil hectares contarão com a ajuda e incentivo da companhia que tem como premissa ações ligadas à sustentabilidade.

Desafios na produção de nogueira-pecã

Um dos grandes desafios dos pequenos e médios produtores rurais, no Brasil, é manter um fluxo de caixa positivo e sustentável, gerenciar adequadamente a propriedade e competir no setor agrícola. Cada vez mais, o produtor precisa saber lidar com as variações climáticas e as oscilações de preço de mercado dos produtos. Assim, o investimento em culturas paralelas é uma importante alternativa para a diversificação da renda na propriedade rural.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui
Captcha verification failed!
Falha na pontuação do usuário captcha. Por favor, entre em contato conosco!