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segunda-feira, agosto 15, 2022
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A maçã pegou Adão, será que vai pegar os produtores brasileiros? 

Por José Luiz Tejon Megido, Conselheiro Fiscal do Conselho Científico para Agricultura Sustentável (CCAS), Dirige o Núcleo de Agronegócio da ESPM, Comentarista da Rádio Jovem Pan.

Alternativa para a diversificação e agregação de valor na cadeia produtiva de maçã - Shutterstock
Crédito: Shutterstock

A China é hoje o cliente número 1 do agronegócio brasileiro. Soja, milho, carnes e com muito mais para importar, sem contar que, como o Brasil está a venda, portos, rodovias, aeroportos e ferrovias, vamos ver sem dúvida a mão do, por exemplo, banco asiático da infraestrutura, sob comando chinês, aberto semana passada com um capital inicial de cem bilhões de dólares, vamos ver nossos parceiros chineses fortes na nossa infraestrutura.

Mas, o que anda preocupando produtores rurais brasileiros agora é a maçã. Temos no Brasil ótimos pomares e frutas de qualidade e livres de uma praga chamada traça da maçã, Cydia Pomonella. Muito bem, mas o dragão chinês responde por 70% da produção mundial da maçã e também da pera. Isso representa mais de 30 vezes a nossa produção nacional.

Como o governo anda louco para combater uma inflação, a qual é de sua total responsabilidade, por incompetência de administração do país, anda flertando com a ideia de importarmos maçãs e peras chinesas que chegariam aqui a preço de meia banana.

Os chineses vendem maçãs por preços menores do que o nosso custo de produção em Santa Catarina, ou seja, se a ABPM (Associação Brasileira de Produtores de Maçã) não se orquestrar, além do alho branco, do feijão preto, vamos ter também pera e maçã “shing ling“, com todo respeito a China, mas não podemos pagar a incompetência do governo que administra um país com impostos e o maior custo pós-porteira do agronegócio global, com a traição da maçã, Adão e Eva que o digam.

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