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quinta-feira, julho 7, 2022
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À maior fazenda de acerola orgânica do mundo

Acerola – Créditos: shurtterstock

Não à toa, o Brasil tem se tornado mais competitivo no mercado internacional de orgânicos. Segundo o Programa Organics Brasil, houve aumento de 10% nas exportações, atingindo perto de US$ 130 milhões.

Cadastro dos produtores do Ministério da Agricultura diz que há pouco mais de 18 mil unidades produtivas no Brasil. Em 2011, elas eram cerca de 4 mil. Em 2019 o setor faturou R$ 4,6 bi e em 2020 a alta foi de 30%, alcançando faturamento de R$ 5,8 bilhões.

Um exemplo dessa evolução é o controle de pragas: plantar orgânicos não é mais sinônimo de estar à mercê delas. Já existem métodos de controle alternativos específicos, como os defensivos e os fertilizantes agrícolas naturais utilizados na Fazenda Nutrilite.

Hoje, tudo funciona em sinergia, mas nem sempre foi assim. Os obstáculos não foram poucos para quem começou num pomar praticamente inativo, com algumas culturas convencionais de coco e maracujá. Era 1997, quando a saga para transformar o 1,3 hectare em Ubajara (CE) na maior fazenda produtora de acerola orgânica do mundo começou.

Com a demanda por produtos naturais em alta, a agricultura orgânica ganha cada vez mais espaço no mercado brasileiro. E, ao contrário do que se pregou no passado, é um modelo economicamente viável em larga escala. Sinal disso é que 180 países atualmente produzem alimentos orgânicos, alcançando faturamento de US$ 90 bilhões. Os dados são da Internacional Federation of the Organic Agriculture Movement (IFOAM).

Com o despertar dos consumidores pelos benefícios dos produtos orgânicos, foi se deixando para atrás o temor de que a agricultura orgânica não fosse rentável. E, paralelamente, a própria atividade evoluiu. Novas técnicas e soluções específicas também ajudaram a construir uma trajetória bem-sucedida.

Valores dos orgânicos

Para ser considerado orgânico, o produto deve ser cultivado em um ambiente que considere sustentabilidade social, ambiental e econômica, e valorize a cultura das comunidades rurais, algo que demandou investimentos na educação, não apenas dos trabalhadores da fazenda, mas, também, de suas famílias e da população do entorno.  

Assim, ao se dedicar a busca pela excelência da melhor acerola orgânica, o time Nutrilite se defrontou com um universo bem mais amplo do que o imaginado. E foram dedicados três anos para preencher todas as lacunas e fazer o processo de conversão acontecer, e os desafios continuam a ser superados diariamente.

O primeiro passo dado foi adoção da agricultura biodinâmica, uma forma alternativa que mescla conhecimentos químicos, geológicos e astronômicos. Nesse primeiro ano verificou-se a necessidade de adoção de diversas técnicas agrícolas sustentáveis de manejo do solo que foram implantadas gradativamente.

 Práticas essas importantes, como o aumento da matéria orgânica, o que contribui para a menor liberação de gás carbônico para a atmosfera e o aumento da cobertura do solo, protegendo-o contra a erosão.

Um sistema de produção bem conduzido, incluindo o manejo adequado do solo, tende a ser mais estável quanto às adversidades climáticas, além de apresentar menor infestação de pragas, doenças e plantas daninhas.

Insumos

Em média, são utilizadas 3 mil toneladas de compostagem ao ano por lá. Hoje, o mínimo de recursos é trazido de fora e o que vem também é rastreado e certificado, caso do esterco.

Todo esforço estava alinhado às diretrizes globais adotadas em 1999 para o manejo responsável dos recursos naturais e o respeito pelos processos da natureza em todas as fazendas Nutrilite. E as conquistas floresceram aos poucos. Com a comunidade mais consciente sobre benefícios e disposta a colaborar com as mudanças necessárias, em 2002, o cultivo convencional dava lugar ao orgânico, certificado pelo IBD, maior certificadora da América Latina e a única brasileira de produtos orgânicos com credenciamento IFOAM.

No coração da fazenda

Atualmente, o Brasil é o lar de 90 variedades de acerolas, 95% de todas as variedades conhecidas no mundo. Ninguém sabe mais sobre a acerola do que o time da Nutrilite do Brasil. E o aprendizado é atualizado continuamente no viveiro de mudas, o coração da fazenda.

Está em Ubajara (CE) um dos maiores bancos de germoplasma de acerola, com mais de 100 variedades em estudo. É um trabalho que requer enorme dedicação. Talita Adeodato, gerente agrícola, costuma passar seus dias no monitoramento do campo e na implementação de seus resultados de pesquisa ou análise laboratorial e desenvolvimento de novas hipóteses.

A maioria das variedades é atualmente cultivada para fins de pesquisa, o que permitiu escolher duas das melhores variedades para crescer no mercado.

O viveiro também inclui áreas de pesquisa, onde os cientistas estão continuamente procurando maneiras de aumentar a concentração de vitamina C nas acerolas por meio do estudo de sementes, raízes, enxertos de novas variedades e técnicas de colheita.

É desse trabalho que saem as sementes que serão selecionadas para florescer nos pomares. Nesse pequeno espaço tudo é extremamente controlado: umidade, temperatura e luz. E, apesar de tanto cuidado, de tudo que é plantado no coração da fazenda viveiro em Ubajara, somente 12% de tudo que é plantado germina. Ou seja: um canteiro tradicional de 10 metros costuma abrigar 7,5 mil plantas. Dessas, apenas 900 sobrevivem.

É como um verdadeiro berçário. Não à toa, para adentrar a área é necessária a higienização dos pés, de modo a garantir que não se carregue nenhum tipo de risco para as mudas, que são nutridas, melhoradas geneticamente e só depois levadas para os pomares, já quase adultas.

Das sementes que germinam, ainda há descarte de 25% do material porque as mudas geralmente estão fora do padrão necessário para formar pomares adequados à colheita mecanizada. Tudo é feito para garantir uniformidade de cada planta e melhor produtividade da safra.

Nesse caminho, ainda é adotada a técnica de enxertia, quando se juntam as melhores características de duas plantas em uma só. É um processo lento e cada uma das mudas tem atenção dedicada até ficar forte o suficiente para sair do confinamento, o que só ocorre a partir de 15 meses, podendo durar até 24 meses. Cerca de 50 mil mudas ao ano saem do coração da fazenda para os pomares.

Com as técnicas de confinamento é possível cultivar 1,350 mil plantas por hectare frente a 550 plantas no cultivo em pomar, o que também garante muita economia de água. Estima-se que para produção de 1,0 kg de acerola, hoje, se utilizam 250 litros de água frente a 1,2 mil litros usados anteriormente.

Aquelas substâncias protetoras encontradas nas plantas, normalmente responsáveis por suas cores, são compostos orgânicos benéficos que são produzidos naturalmente para estimular seu próprio crescimento e proteção. Também se destinam a melhorar a saúde humana. O termo “phyto” vem do termo grego que significa planta e “nutrientes” significa “substâncias que dão vida”.

Vitamina C para o mundo

A rastreabilidade permite identificar de onde vêm os ingredientes usados para fazer os suplementos, sejam eles provenientes da Fazenda Nutrilite ou dos fornecedores integrados. São 8 mil toneladas de acerolas processadas anualmente destinadas ao mercado internacional.

Estados Unidos e China são os principais destinos da matéria-prima que, posteriormente, ganha o mundo em forma de suplementos e vitaminas e alguns produtos cosméticos da Amway.

É para garantir que tudo saia perfeito que todos os instrumentos da fábrica coletam informações ininterruptamente. Essas informações são enviadas para um banco de dados e o sistema cruza as especificações de cada lote a cada 60 minutos. Tudo para assegurar que o processo permaneça dentro das práticas de qualidade.

Na fábrica, o rigoroso conjunto de controles vai além dos padrões da indústria. Há um laboratório interno onde cientistas da Nutrilite estão constantemente validando e revalidando normas e garantias de segurança alimentar. Um exemplo é o teste do teor de vitamina C, que deve estar entre 2% e 2,5%, uma medida que garante a correção do blend caso o percentual seja inferior.

Antes de entrar na fábrica, a acerola passa por um banho e por uma separação em lotes. Depois, são quatro etapas até a embalagem do pó. A primeira delas é a extração da polpa. Nesse processo, as sementes são separadas das frutas e seguem para a segunda etapa. Parte da semente vai para o forno para a secagem porque a matriz utiliza para um blend com outras frutas para fabricação de fibras funcionais digestivas que ainda não são comercializadas no Brasil. Outra parte volta para os fertilizantes.

A polpa, então, segue para a segunda fase: a clarificação, que consiste na separação das partículas suspensas no líquido. Na prática, clarear é o mesmo que limpar o suco da acerola. Em seguida, filtros gigantes são acionados para retirada da água do suco. É a concentração.

E, para finalizar, o suco concentrado é enviado para a secagem por pulverização, onde se transforma em vitamina C em pó. Vale destacar que o secador Spray Dry pode permanecer em funcionamento contínuo por até quatro semanas, o que contrasta com os sistemas alimentados por evaporação, que exigem limpeza diária.

“A acerola se aglomera na parede do equipamento muito mais facilmente do que outros produtos como o guaraná e o colágeno. Então, é preciso cuidado redobrado para que o pó saia com as propriedades específicas determinadas”, explica Victor Carls.

A fábrica pode produzir polpa, concentrado líquido e pó de acerola, em ordem crescente de concentração de vitamina C. Para produzir 1,0 kg de concentrado líquido de acerola são necessários 4,9 kg de fruta e 1,0 kg de concentrado em pó exige 15 kg de fruta. De lá sai 1,2 mil tonelada de vitamina C, que serve como insumo para a Nutrilite.

 O consumo da vitamina C é algo que afeta a saúde. Para garantir que o produto ingerido seja extremamente puro e seguro, todas as fases da produção passam pelos mais rígidos controles. Não é diferente no processamento final, onde o pó de acerola sai com uma concentração de até 22% – sem precedentes no mercado mundial. “O produto que entregamos exige um grau de pureza ultrassofisticado”, diz Victor Carls, gerente de Manufatura da Nutrilite do Brasil.

Toda vigilância é necessária com a segurança alimentar global. É por isso que o cuidado com a qualidade é um dos principais focos da marca Nutrilite. Graças ao pioneirismo na combinação do poder da ciência com os benefícios naturais das plantas, a marca é líder mundial na venda de vitaminas e suplementos com produção anual de 15 bilhões de tabletes.

Era 1934 quando seu fundador, Carl Rehnborg descobriu a usabilidade dos fitonutrientes para a melhoria da saúde e do bem-estar e entendeu que, ao potencializar suas propriedades benéficas, poderia melhorar a qualidade de vida das pessoas.

Sustentabilidade

Com mais de 80 anos de tradição, a marca é uma das poucas de suplementos alimentares no mundo que tem os próprios métodos agrícolas sustentáveis: adotou uma abordagem que engloba todas as fases do processo, desde a plantação das sementes até à produção do suplemento – reunindo a natureza e a ciência numa harmonia perfeita.

Uma estratégia que garante a qualidade e eleva ao máximo a eficácia e a segurança dos produtos. Isto porque a Nutrilite cultiva, colhe e processa plantas em suas fazendas orgânicas certificadas, para formular suplementos de vitaminas e minerais de qualidade incomparável, pois em vez de depender de pesticidas, herbicidas ou fertilizantes químicos, a natureza faz o seu trabalho.

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