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A oportunidade para produtores de grãos em um mercado diferenciado

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A era da informação traz como consequência o aumento do interesse dos consumidores pela qualidade e pela origem dos alimentos. Com isso, valores como a rastreabilidade, composição nutricional e sistemas de produção diferenciados passam a ser cada vez mais importantes para o consumidor final.

Hoje existem nichos de consumidores dispostos a pagar um sobrepreço por produtos que possuam um histórico de valorização social e preservação ambiental. Essas características distintas e específicas harmonizam com sua filosofia de vida ou lhe trazem um sentimento de pertencimento a um grupo diferenciado, exclusivo.

Essa demanda abre portas para novos modelos de produção agrícola com potencial para atingir esses mercados, e assim se proteger das variações de preço do mercado comum, oportunidade conhecida como a “descomoditização”.

Dois mercados em crescente expansão são de grãos OGM-FREE (livres de transgenia) e de grãos orgânicos, que são a base da produção de proteína animal (carnes e derivados), ovos e leite, produtos com alto consumo no Brasil e no mundo. Esse novo mercado despertou o interesse de empresas nacionais e transnacionais que estão incentivando o setor, com diversos subsídios para os produtores rurais.

“Tem crescido o interesse de empresas que querem promover diversificações, não exatamente ainda o orgânico, e aí vem a questão de produtos que sejam originados de grãos não transgênicos. Nós, da Korin Agropecuária, entendemos que esse é um mercado importante, não explorado. Pretendemos lançar, a partir de março deste ano, produtos livres de transgênicos em todas as etapas do processo produtivo,”, diz Luiz Carlos Demattê Filho, médico veterinário e diretor de pesquisa, desenvolvimento e inovação da Korin Agropecuária Ltda.

Premiação para produtores rurais

Os produtores rurais que buscam mercados diferenciados conseguem preços mais competitivos. Por exemplo, o prêmio médio pago para milho OGM-FREE no mercado é de 5,0 a 10%, enquanto do milho orgânico pode chegar a mais de 100% em relação ao mercado cerealista convencional. É verdade que os custos de produção nesses sistemas produtivos costumam também ser maiores, principalmente nos primeiros anos de manejo.

No caso do milho OGM-FREE, segundo relatório do Agrianual 2019, o custo de produção sobe, em média, 5%. No caso da produção orgânica, além dos custos de adequação do sistema de manejo, também é preciso investir na certificação da área. No entanto, nesse sistema é possível diminuir a necessidade de uso de alguns insumos com o passar dos anos, como por exemplo a adubação orgânica, que tem considerável contribuição residual a longo prazo.

Desafios do mercado diferenciado

Apesar de estar crescendo também o número de empresas que fornecem soluções para esse mercado, ainda existe um gap de produtos, serviços, tecnologias e máquinas agrícolas adaptadas aos manejos diferenciados. Por exemplo, para o cultivo orgânico é preciso dar ainda mais importância ao manejo do solo, manejo integrado de pragas, manejo de plantas daninhas e mudanças de paisagem.

Para ter sucesso com esse manejo é preciso olhar o sistema produtivo por outra perspectiva, dando atenção especial à microbiologia do solo. “A microbiologia do solo é importante em produções convencionais e fundamental na agricultura orgânica, em que toda ciclagem de nutrientes é realizada por microrganismos”, diz Ademir Durrer Bigaton, biólogo e pós-doutorando em Solos e Nutrição de Plantas pela ESALQ/USP.

Empresa

A Korin Agricultura e Meio Ambiente Ltda é a nova empresa do grupo Korin, que reuniu as atividades do Centro de Pesquisa Mokiti Okada, Korin Meio Ambiente Ltda e a fabricação e distribuição da linha de insumos Bokashi.

A nova empresa herda mais de 30 anos de pesquisa e desenvolvimento em soluções sustentáveis para agricultura, desempenhadas até então pelas instituições anteriores. Para isso, além de sua própria equipe técnica, trabalha em parceria com pesquisadores e professores de diversas instituições de ensino e pesquisa, referências no setor agrícola nacional.

Em trabalhos recentes, a Korin Agricultura possui parceria com professores e pesquisadores da ESALQ-USP, Embrapa Meio Ambiente, Universidade Federal de Chapecó, Universidade de Lisboa, Universidade de Illinois – EUA, em um projeto temático avaliando a eficiência energética do cultivo orgânico do milho, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – FAPESP.

Juntamente com a EMBRAPA Pecuária Sudeste e uma grande multinacional do setor de lácteos, desenvolve um arrojado projeto de leite orgânico, em escala industrial, envolvendo mais de dois mil animais em 01 mil hectares de cultivo de forrageiras e pastagem.

Soluções da Korin Agricultura

O Departamento de P&D e Consultoria da Korin Agricultura possui uma equipe de engenheiros agrônomos, médicos veterinários, zootecnistas e biólogos, entre mestres e doutores nas diversas especialidades, os quais atuam em consultorias na conversão de sistemas produtivos convencionais para modelos diferenciados, inclusive orgânicos.

Considerando a viabilidade econômica do processo, são utilizados os conhecimentos e tecnologias de manejo do agroecossistema, priorizando a sua biologia, aplicando técnicas integradas de manejo de pragas e doenças, tratamento e aproveitamento dos resíduos orgânicos, manejo zootécnico e nutrição animal, além de assessoria em processos de certificação.

“A agricultura vem sendo agraciada com uma crescente oferta de insumos biológicos para as mais diversas finalidades. No entanto, para assegurar a eficácia desses insumos e o resultado na produção, são necessários conhecimentos e técnicas específicas para introduzi-los no sistema, principalmente se estiver partindo da agricultura convencional. Essa é uma das nossas especialidades”, diz Sergio Homma, engenheiro agrônomo e gerente de P&D e Consultoria da Korin Agricultura e Meio Ambiente Ltda.

“Além disso, a empresa oferece soluções para os produtores rurais que desejam trabalhar sua unidade produtiva de forma mais eficiente e sustentável, levando em consideração a fertilidade do solo, pautada na conservação e estimulação biológica do solo. Como exemplo, temos o Fert Bokashi Premium® e o Embiotic®, da nossa linha de insumos biológicos. O Fert Bokashi atua como condicionador biológico de solo e estimulante para o crescimento vegetal e o Embiotic como acelerador de compostagem e biorremediador, muito útil no aproveitamento dos resíduos da propriedade como adubo orgânico. Esse tipo de tecnologia está crescendo, e os produtores têm buscado cada vez mais. Estamos comercializando no Centro-Oeste, Nordeste, Sul e Sudeste, além de Paraguai, Bolívia, Argentina e alguns campos dos Estados Unidos. É uma tecnologia que vai crescer muito ainda”, avalia Seigi Hanashiro, gerente comercial da Korin Agricultura e Meio Ambiente Ltda.

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