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domingo, junho 26, 2022
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Ácidos húmicos promovem crescimento da alface

 

Nilva Teresinha Teixeira

Engenheira agrônoma, doutora em Solos e Nutrição de Plantas e professora do Curso de Engenharia Agronômica do Centro Regional Universitário de Espírito Santo do Pinhal (UNIPINHAL)

nilva@unipinhal.edu.br

 

Crédito Shutterstock
Crédito Shutterstock

Os ácidos húmicos e fúlvicos são substâncias de coloração escura presentes na matéria orgânica do solo. São formados, principalmente, por meio da transformação de resíduos animais e vegetais por microrganismos. Um amplo espectro de produtos comerciais contendo tais substâncias extraídas de fontes minerais está disponível como condicionadores de solo e estimulantes vegetais.

Benefícios

As substâncias húmicas favorecem a capacidade de troca catiônica (CTC) e de tampão do solo. Participam de importantes reações que ocorrem nos solos, estimulando a liberação de nutrientes às plantas, pela melhoria das condições físicas e biológicas e pela produção de substâncias fisiologicamente ativas.

Assim, a inclusão dos ácidos húmicos e fúlvicos nos cultivos agrícolas pode melhorar as propriedades físicas, químicas e microbiológicas dos solos, beneficiando o enraizamento das plantas, seu desenvolvimento e produção.

Efeitos diretos sobre o crescimento e metabolismo das plantas têm sido descritos para ácidos fúlvicos e para ácidos húmicos – relata-se que tais materiais aumentam a produção de clorofilas e estimulam as enzimas do Ciclo de Krebs. Dados de literatura enfatizam o efeito sinergético da interação entre substâncias húmicas e fertilizantes minerais sobre o crescimento de plantas cultivadas em solução nutritiva no campo.

Relata-se, também, que os ácidos húmicos e fúlvicos podem melhorar a disponibilidade e absorção de nutrientes pelas plantas. Explicam-se tais efeitos pelo fato de esses materiais provocarem o deslocamento dos íons retidos pelas partículas do solo, disponibilizando-os às plantas.

Para as folhosas

Especificamente em relação à alface, conduziram-se no UniPinhal ” Espírito Santo do Pinhal, pesquisas com alface em hidroponia, sistema NFT e no campo. No cultivo hidropônico, sistema NFT, compararam-se a influência da aplicação de um formulado contendo ácidos húmicos (10,5%) + ácidos fúlvicos (10,5%) e 0,5 % de N.

Foram dois tratamentos: adubação mineral convencional e adubação convencional acrescida do formulado referido e 10 repetições. Cada parcela experimental constou de seis plantas.

Os resultados obtidos ilustrados na figura 1 indicam o benefício no número de folhas, massa verde e massa seca, o que demonstra a viabilidade do uso dos ácidos em questão.

No ensaio no campo os tratamentos foram oito, empregando-se diferentes doses e três distintos formulados contendo ácidos húmicos. Cada parcela experimental constou de 16 plantas, sendo as quatro centrais as avaliadas.

Observe-se que, independente do formulado e dose aplicada, houve benefício do uso. Entretanto, pode-se verificar que a escolha do produto e a dose a aplicar são importantes. O produtor precisa ficar atento aos resultados já obtidos em pesquisa com o formulado que lhe é oferecido. Outro cuidado ao qual se deve ficar atento é em relação à aplicação dos insumos contendo ácidos húmicos e fúlvicos, como ter orientação técnica especializada.

Figura 1 – Resultados obtidos com o cultivo de alface, cv Vanda, em hidroponia ” UniPinhal ” Espírito Santo do Pinhal (SP)

 Nova Imagem 1

Tabela 1 – Tratamentos empregados em ensaio com alface cv Vanda, no campo ” UniPinhal ” Espírito Santo do Pinhal (SP)

Tratamentos

Formulado 1 l ha-1

Formulado

2 l ha-1 

Formulado

3 l ha-1

1

2

20

3

10

4

15

5

20

6

10

7

15

8

20

Figura 2 – Massa Verde da parte aérea, em g planta-1, obtidas no ensaio com Alface cv Vanda no UniPinhal, município de Espírito Santo do Pinhal (SP). Médias de cinco repetições.

 Nova Imagem2

Figura 3 – Massa Seca da parte aérea, em g planta-1, obtidas no ensaio com Alface cv Vanda no UniPinhal, município de Espírito Santo do Pinhal (SP). Médias de cinco repetições.

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Figura 4 – Massa Verde das raízes em g planta-1, obtidas no ensaio com Alface cv Vanda no UniPinhal, município de Espírito Santo do Pinhal (SP). Médias de cinco repetições.

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Figura 5 – Massa Seca das raízes em g planta-1, obtidas no ensaio com Alface cv Vanda no UniPinhal, município de Espírito Santo do Pinhal (SP). Médias de cinco repetições.

 Nova Imagem 5

Essa matéria você encontra na edição de junho da revista Campo & Negócios Hortifrúti. Adquira a sua.

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