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Adensamento de eucalipto garante alta produtividade

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Celso Luiz Medeiros Lima

Engenheiro florestal e diretor-proprietário da CM Florestal Ltda

cmflorestal@uol.com.br

 

Crédito Celso Medeiros Lima
Crédito Celso Medeiros Lima

Com o intuito de produzir madeira para a geração de biomassa, implantamos em julho de 2014, na fazenda Madeira Certificada, em Jaraguari (MS), um projeto florestal em área de reforma de 25 hectares com eucaliptos clonados I -144.Na fazenda, a precipitação média é de 1.500 milímetros por ano, com chuva bem distribuída, sendo que nos meses de julho e agosto a precipitação é quase zero. Os solos são arenosos, com 12 a 14% de argila.

A previsão de colheita da madeira será entre três e quatro anos, com inventários florestais a partir do primeiro ano, repetindo a operação anualmente até a colheita. A expectativa de volumetria é de aproximadamente 280 a 300 m3 na colheita.

A primeira avaliação da floresta foi realizada com 12 meses. A altura média era de 9,8 m de altura,6 cm de DAP (diâmetro à altura do peito) e volume total de aproximadamente 41 m3/ha/ano.A partir do segundo ano estaremos avaliando, além da volumetria, a densidade da madeira.

Os espaçamentos utilizados no Mato Grosso do Sul(MS) são, geralmente, de 3,5 m nas entrelinhas e 2,3 m nas linhas de plantio, perfazendo um total de 1.250 plantas por hectare, com precipitação média de 1.300 milímetros por ano.

A produtividade média do MS é próxima de 33 m3/ha/ano, ou seja, aproximadamente 220 m3 de madeira no ato da colheita. Com a tecnologia disponível, alguns produtores conseguem produtividades acima de 45 m3/ha/ano, perfazendo 295 m3.A colheita geralmente ocorre entre 6,5 e 7,0 anos.

Em nossos trabalhos, estamos utilizando uma área onde já havia sido plantado eucalipto. Os espaçamentos das entrelinhas são de três metros e de um metro entre as plantas, perfazendo um total de 3.333 plantas por hectare.

A produtividade média da fazenda nos projetos convencionais é superior a 325 m3.Todo volume colhido é voltado à produção de biomassa e sua colheita ocorre geralmente entre 6,5 a sete anos. A proposta é realizar a colheita entre três e quatroanos, ou seja, em sete anos realizar duas colheitas, produzindo, no mesmo tempo e área, aproximadamente 600 m3.

Mudança

Estamos trabalhando em um projeto operacional em que a floresta está com 1,5 ano em dezembro de 2015. Para que o projeto seja bem sucedido, é importante que seja realizado:

Ø Análise dos solos para recomendação de corretivos e fertilizantes;

Ø Correção dos solos por meio de calagem e gessagem, se necessário;

Ø Incorporação do calcário por meio de gradagem;

Ø Preparo do solo com fosfato reativo (disponibilizar fósforo a longo prazo);

Ø No ato do plantio, realizar também adubação de base com fertilizantes (NPK + micros), recomendados conforme análise dos solos;

Ø Manter o projeto isento de matocompetição, deixando as águas das chuvas e fertilizantes aplicados disponíveis para as mudas;

Ø Controlar pragas e doenças.

Considerando que os projetos são implantados em solos arenosos, é de fundamental importância o parcelamento das fertilizações, que sempre devem ser precedidas de análises de solos e foliares;

Deve-se, também, realizar o inventário florestal contínuo a partir de um ano, repetindo anualmente, para montagem de curvas de crescimento e determinação do momento de colheita.

O custo previsto para o manejo adensadono momento da colheita deverá ser de R$ 9 mil, enquanto nos projetos convencionais fica em R$ 7 mil. Entretanto, observa-se que a produtividade compensa o investimento a mais.

Essa matéria você encontra na edição de dezembro/ janeiro 2016  da revista Campo & Negócios Floresta. Adquira já a sua.

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