Adubação para grandes culturas

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Henrique Gualberto Vilela Penhahenriquegualberto@iftm.edu.br

Igor Souza Pereiraigor@iftm.edu.br

Engenheiros agrônomos e professores – Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM), campus Uberlândia

Camila de Andrade Carvalho GualbertoEngenheira agrônoma – KP Consultoriacamila_carvalho03@hotmail.com

Milho – Fotos: Shutterstock

A adubação é uma prática indispensável para assegurar boas produtividades e colheitas economicamente viáveis. A análise de solo é uma ferramenta de grande importância para a tomada de decisão no que diz respeito às práticas de adubação e, por isso, deve ser realizada com atenção para que represente corretamente a área total.

Para isto, devem-se considerar todos os preceitos necessários para a confiabilidade dos resultados da análise, desde as tarefas de campo até aquelas realizadas nos laboratórios de análise de solo.

De posse dos resultados da análise do solo, iniciam-se as tomadas de decisão quanto às práticas de adubação. Ressalta-se que todo programa de aplicação de fertilizantes deve ser feito com critério, levando-se em conta a máxima dos 4 C’s:

ð Fonte certa do fertilizante;

ð Na dose certa;

ð No local certo;

ð Na época certa.

Nesse contexto, quanto ao manejo da adubação em grandes culturas, o que se busca é elevar ou mesmo manter os teores de nutrientes no solo em níveis satisfatórios visando incrementar os rendimentos dos cultivos.

Em muitas regiões, tem-se observado uma estagnação da produtividade média, o que pode ser explicado por diversos fatores, dentre eles o fato dos programas de adubação visarem culturas individualmente e não o sistema de produção como um todo.

Diante disto, surgem conceitos como ciclagem e reciclagem de nutrientes, nível crítico, balanço de nutrientes no solo, mineralização e imobilização. Ainda, os três tipos de adubação que o agricultor encontrará devem ser considerados:

Ü Adubação de correção;

Ü Adubação de manutenção e;

Adubação de reposição dos nutrientes.

Classificação

As recomendações e o tipo de adubação devem ser definidos com base em tabelas oficiais de recomendação de adubação, as quais são divididas em faixas e variam de Estado para Estado brasileiro.

Essas tabelas de recomendação apresentam classificação dos teores de nutrientes no solo em classes, sendo elas: muito baixo, baixo, médio, alto e muito alto. Normalmente, considera-se o limite superior da classe média como nível crítico de um determinado nutriente, sendo que abaixo do qual a produtividade certamente será comprometida.

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