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sexta-feira, julho 1, 2022
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AgBiTech oficializa em Gramado-RS o início de sua operação no mercado brasileiro de controle de lagartas

Cientistas e executivos globais da empresa apresentam no Congresso de Entomologia novas tecnologias para ‘manejo inteligente’ das lagartas Spodopteras, Chrysodeixis includens e Helicoverpa armigera

 

Estande_hitech_Congresso de Entomologia
Estande_hitech_Congresso de Entomologia

Gramado (RS) ” A australiana AgBiTech oficializa esta semana no Congresso Brasileiro de Entomologia, em Gramado (RS), o início da operação comercial da empresa no País. A companhia mostra no evento quatro lagarticidas à base de baculovírus, para uso nos principais sistemas de produção brasileiros. As marcas Surtivo Soja®, Armigen®, Cartugen® e Chrysogen® chegam aos produtores após dois anos de fortes investimentos em Pesquisa & Desenvolvimento e ensaios a campo realizados na fronteira agrícola.

De acordo com seu diretor para a América Latina, o executivo brasileiro Adriano Vilas Boas, a AgBiTech colocou os pés no País há cinco anos, ao licenciar um inseticida biológico para o Consórcio Cooperativo Agropecuário Brasileiro (CCAB), no auge de uma infestação de Helicoverpa armigera. Nascida na Austrália, no ano 2000, a AgBiTech concentra um dos principais investimentos do fundo de Private Equity americano Paine Schwartz Partners, hoje com US$ 1,9 bilhão aportado em 42 empreendimentos.

Vilas Boas acrescenta que a AgBiTech “é resultante da combinação de longa experiência a campo, inovação científica e desenvolvimento tecnológico“.

Em 2015, a AgBiTech transferiu sua sede para os Estados Unidos, onde construiu, no Texas, a mais moderna fábrica de baculovírus do mundo, com capacidade para atender a uma demanda inicial de 15 milhões de hectares de lavouras tratadas.

O CTO (Chief Tecnology Officer) e fundador da AgBiTech, o executivo australiano Anthony Hawes, que está em Gramado para o Congresso de Entomologia, afirma que a empresa conta com unidades cuja modernidade permite expandir a produção e atender plenamente a um eventual aumento na demanda por baculovírus nas grandes propriedades brasileiras.

Já em sua chegada ao Brasil, continua Hawes, a empresa apresenta ao agronegócio o revolucionário lagarticida Surtivo Soja®, indicado ao controle das lagartas Helicoverpa armígera e Chrysodeixis includens. Trata-se, segundo ele, da primeira pré-mistura de baculovírus desenvolvida no mundo para manejo de pragas.

A tecnologia de Surtivo® Soja, de acordo com Hawes, vem sendo testada no Brasil há dois anos, com a participação de grandes produtores unidos a cientistas de universidades e órgãos oficiais.

Vice-presidente global da AgBiTech, a entomologista Paula Marçon enfatiza que o desenvolvimento do novo produto envolveu mais de 150 experimentos de larga escala nas regiões da Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul.

“Na Bahia, onde a pressão de Chrysodeixis includens em soja convencional tem sido significativa, o manejo com uma única aplicação de Surtivo® Soja trouxe controle superior ao obtido no programa padrão do produtor, em que foram feitas múltiplas aplicações de inseticidas químicos“, complementa Paula.

Além de Surtivo Soja®, o agricultor brasileiro também passa a contar na safra 2018-2019 com os lagarticidas Armigen®, Cartugen® e Chrysogen®. O primeiro é recomendado no controle de lagartas dos gêneros Helicoverpa e Heliothis; o segundo tem como alvo a lagarta Spodoptera frugiperda e o terceiro à lagarta Chrysodeixis includens. Outros dois novos produtos da empresa, que controlam também a lagarta Spodoptera eridania, têm lançamento previsto para a safra 2019-20.

Vilas Boas revela ainda que a expectativa da AgBiTech Brasil é a de assumir até 2021 a primeira posição do mercado de bioinseticidas para controle de lagartas. Projeções da indústria indicam que num período de cinco a dez anos esses produtos deverão movimentar entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões.

“Os baculovírus trazem mais eficácia ao controle da lagarta Spodoptera. Esses produtos reduzem o número de aplicações de químicos e prolongam o período de controle da população dessa lagarta que é hoje um dos ‘gargalos’ da agricultura brasileira“, observa o professor-doutor Geraldo Papa, da Unesp de Ilha Solteira, que integra a equipe de cientistas colaboradores da AgBiTech Brasil.

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