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quinta-feira, janeiro 20, 2022
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Alerta máximo de prejuízo para o feijão

Diego Mateus Desbesell Graduando em Engenharia Agronômica – Faculdade de Ensino Superior Santa Bárbara (FAESB)

Gustavo Castilho BeruskiDoutor e professor – FAESBprof.gustavo@faesb.edu.br

Feijão – Créditos Gustavo Castilho Beruski

A cultura do feijão (Phaseolus vulgaris) apresenta grande relevância para o setor agrícola e econômico nacional. Seu cultivo pode ocorrer em três diferentes safras agrícolas e distribui-se ao longo do território nacional.

O feijão é uma planta de ciclo curto, o que favorece seu cultivo. Em contrapartida, confere uma elevada exigência em termos nutricionais e hídricos. As necessidades hídricas da cultura podem ser atendidas pela precipitação pluvial ou pelo uso de sistemas de irrigação, este último amplamente usado nos Estados de Goiás e Bahia, por exemplo.

As lavouras manejadas sob irrigação tendem a manter bons potenciais produtivos, comparadas às lavouras de sequeiro, mas a aplicação de água no ambiente pode proporcionar modificações no microclima da lavoura, favorecendo a ocorrência de patógenos.

Dentre os patógenos que podem ser favorecidos por tais modificações, destaca-se o fungo Sclerotinia sclerotiorum (Lib.) de Bary, causador da doença mofo-branco.

Danos

O S. sclerotiorum apresenta elevada capacidade de destruição. Devido à sua agressividade, apresenta estrutura de resistência, o escleródio, o qual permanece viável por longos períodos no solo.

Está amplamente distribuído em áreas de interesse agrícola e apresenta uma vasta gama de hospedeiros (Jaccoud Filho et al., 2017; Chitarra, 2007). Além disso, destaca-se que, em condições favoráveis, sob manejo deficitário e elevada quantidade de inóculo no solo, epidemias de mofo-branco podem promover perdas às lavouras de feijão de 100%.

 Especificamente em condições sob irrigação, Hall e Nasser (1996) verificaram uma redução de produtividade até 70% em lavouras de feijão com irrigação de pivô central.

Sintomas

Os sintomas de mofo-branco no feijão iniciam com lesões de aspecto encharcado no tecido infectado (Figura 01 BA, progredindo para a formação de uma massa branca denominada micélio (Figura 01 B). Com a evolução no processo de colonização do patógeno, eleva-se a quantidade de micélio no tecido hospedeiro, ocorrendo seu enovelamento, formando os escleródios (estruturas de resistência) (Figura 01 C).

Disseminação

O primeiro relato de mofo-branco no Brasil foi em 1921, em cultivo de batata no Estado de São Paulo, mas hoje em dia o fungo S. sclerotiorum está presente em todo o País, no entanto, tem com maior incidência na região sul e sudeste, onde as condições climáticas e altitude são favoráveis para seu desenvolvimento.

Segundo, Bolland & Hall (1987), temperaturas amenas, próximas aos 20°C e elevada umidade no ambiente, acima de 70%, favorecem o aparecimento de mofo-branco na cultura do feijão.

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