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Algas marinhas na frutificação do cafeeiro

Felipe Augusto Moretti Ferreira Pinto

Engenheiro agrônomo, doutor em Fitopatologia e pesquisador da Epagri/ Estação Experimental de São Joaquim

felipemoretti113@hotmail.com

 

Fotos Shutterstock
Fotos Shutterstock

O café é a segunda bebida mais consumida no mundo, estando atrás apenas da água. O Brasil aparece como o principal produtor mundial de café. Esta cultura tem grande importância econômica e social, pois gera milhares de empregos direta e indiretamente em diversos níveis.

Entretanto, para que se atinjam resultados de qualidade e produtividade a cadeia cafeeira é dependente de uma série de fatores, tais como controle de doenças, pragas e plantas daninhas, desenvolvimento da planta durante a frutificação, estresses biológicos, entre outros fatores.

Para que sejam atingidos os níveis necessários, é utilizada uma diversidade de produtos e insumos durante todo o ciclo das plantas. Atualmente existe a procura por produtos gerados a partir de fontes mais limpas e seguras. Devido a essa demanda, produtos com extratos de algas vêm aumentando sua participação na agricultura.

Velhas conhecidas

Apesar do aumento da demanda de produtos à base de extratos de algas, a utilização delas na agricultura remete à antiguidade. Existem relatos da utilização de diversas algas no império romano.

As macroalgas marinhas são consideradas fontes promissoras de compostos bioativos que possuem diferentes propriedades biológicas, funcionando como antibacterianos, antifúngicos, antivirais, anti-inflamatórios, anti-helmínticos, antileishmaniose, antimalária, antioxidantes, antitumorais.

Benefícios para o cafeeiro

A utilização das algas nos cultivos se justifica por promover maior desenvolvimento das raízes, floração mais abundante, melhor granação e frutificação, pegamento, formação e maturação dos frutos.

Na cultura do cafeeiro os extratos de algas podem ser utilizados em pré-florada, florada e durante a frutificação, pois possuem uma diversidade de efeitos positivos para a planta. Em tese realizada por Marcos de Oliveira Bettini, em 2015, a aplicação de algas propiciou ao cafeeiro diversos efeitos benéficos, tais como incremento no número de folhas, massa fresca e seca de folhas e ramos, aumento de tolerância à salinização, com aumento marcante de área foliar e massa fresca de raízes.

Assim, o autor concluiu que a aplicação de extratos de algas exerce efeitos positivos no crescimento de plantas de cafeeiro submetidas a estresses abióticos.

As algas promovem melhor floração e frutificação - Fotos Shutterstock
As algas promovem melhor floração e frutificação – Fotos Shutterstock

Composição rica em nutrientes

Uma das possíveis explicações para a gama de efeitos benéficos da aplicação de algas marinhas na cadeia produtiva é devido à riqueza da composição de tais organismos. As algas são fontes de vitaminas, glicoproteínas, como o alginato, de aminoácidos e fontes de hormônios envolvidos no crescimento e indução de floração, como auxinas, giberelinas e citocininas.

A relação custo-benefício do uso de algas marinhas na agricultura é boa, pois se trata de um organismo abundante em determinados lugares do Brasil.Assim, não possui alto custo, porém, o agricultor deve fazer o uso associado a outras ferramentas de manejo.

Essa matéria você encontra na edição de novembro 2017 da revista Campo & Negócios Grãos. Adquira já a sua.

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