Aminoácidos: Ação e reação nas pulverizações

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Maria Idaline Pessoa Cavalcanti Engenheira agrônoma e doutoranda em Ciência do Solo – Universidade Federal da Paraíba (UFPB)idalinepessoa@hotmail.com

José Celson Braga Fernandes Engenheiro agrônomo, doutorando em Biocombustíveis – Universidade Federal de Uberlândia/Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFU/UFVJM) e Fundador da Agro+celsonbraga@yahoo.com.br

Plantação – Crédito: Shutterstock

A intoxicação das plantas por defensivos pode afetar o desenvolvimento e torná-las suscetíveis ao ataque de pragas e doenças. A aplicação de aminoácidos em cultivos pode ativar o metabolismo fisiológico da planta. Cada estágio de crescimento da planta requer quantidades específicas de diferentes aminoácidos, e caso seja aplicado o aminoácido mais requerido pela planta naquele momento, haverá benefícios para seu crescimento e desenvolvimento.

Portanto, o fornecimento de produtos compostos por aminoácidos resulta em rápida recuperação do metabolismo e maior sanidade das plantas.

Os herbicidas geralmente inibem a atividade de uma enzima/proteína na célula e, como consequência, desencadeiam uma série de eventos que matam ou inibem o desenvolvimento da célula e do organismo. Outro problema recorrente é o uso descontrolado e aplicações erradas, o que vem gerando problemas de fitotoxidez em plantas cultivadas, diminuindo assim seu rendimento

No Brasil, produtos à base de aminoácidos são considerados e registrados como aditivos pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) (Brasil, 2007) e têm seu uso recomendado na forma de fertilizantes.

No entanto, eles têm sido muito utilizados como auxiliares no sentido de conferir tolerância às condições adversas e prejudiciais às plantas, assim como na recuperação da fitotoxicidade conferida por herbicidas. As formulações comerciais disponíveis no Brasil têm sua recomendação de uso via foliar, por meio de pulverização, irrigação, tratamento de sementes ou aplicação em sulco.

Os efeitos indiretos na nutrição e crescimento das plantas também são bastante relevantes nesses tipos de formulações. Os hidrolisados proteicos são conhecidos por aumentar a biomassa e atividade microbiana, a respiração do solo e, de maneira geral, a fertilidade do solo.

O efeito quelante e a atividade complexadora de aminoácidos específicos e peptídeos contribuem para a disponibilidade de nutrientes e sua aquisição pelas raízes.

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