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Aminoácidos estimulam absorção de Mo e N no feijoeiro

Welington Adolfo de Brito

Engenheiro agrônomo, pós-graduado em Manejo da Fertilidade do Solo em Cerrado e professor do Centro Universitário do Cerrado de Patrocínio ” UNICERP

wabto@hotmail.com

Foto 01 - Crédito Leonardo Oliveira Cardoso
Aminoácidos estimulam absorção de Mo e N no feijoeiro – Crédito Leonardo Oliveira Cardoso

Os aminoácidos são moléculas orgânicas formadas por átomos de carbono (C), hidrogênio (H), oxigênio (O) e nitrogênio (N) essencialmente, podendo ocorrer a presença do enxofre (S).

Todas as moléculas de aminoácidos contêm um grupo carboxílico (COOH), um grupo amina (NH2) e uma molécula de hidrogênio (H), ligados a um átomo de carbono, chamado de carbono alfa.

A esse mesmo carbono também é ligado um radical, genericamente chamado de R. Esse radical varia de acordo com o aminoácido, ou seja, cada um dos 20 aminoácidos existentes contém seu próprio radical, que pode variar de um simples átomo de hidrogênio (H), como é o caso da glicina, para grupos bem mais complexos.

Ao serem formados, os aminoácidos se unem através de ligações peptídicas, formando as proteínas. Para que as células possam produzir suas proteínas, elas precisam de aminoácidos, que podem ser obtidos a partir da alimentação, ou serem fabricadas pelo próprio organismo.

São denominados naturais quando produzidos pelo próprio organismo (não essenciais) nos animais em número de 12, e essenciais em número de oito. Nos vegetais, todos os 20 são encontrados, dos quais retiramos para nossa suplementação.

Entenda melhor

Sendo os aminoácidos formadores da proteína, necessitamos dele para a formação e elaboração de substâncias mais complexas, dentre as quais se destacam o DNA e RNA, que são responsáveis diretos pelo desenvolvimento e reprodução animal e vegetal.

Dentre os não essenciais destacam-se a glicina, alanina, serina, cisteína, tirosina, acido aspártico, acido glutâmico, arginina, histina, aspargina, glutamina e prolina. Entre os essenciais estão a fenilalanina, valina, triptofano, treonina, lisina, leucina, isoleucina e metionina.

Nos vegetais, qualquer aminoácido se quebra e forma novos compostos, ou seja, a partir de um aminoácido utilizado seu esqueleto originará outro aminoácido necessário para a planta.

Sua cadeia carboxílica também poderá ser usada como fonte energética para a planta, de modo que tem crescido a utilização de compostos aminoácidos em formulações de nutrientes que auxiliam a absorção e aproveitamento dos mesmos em todos os estádios de crescimento vegetal.

Exemplo desta prática é o uso do aminoácido ligado ao molibdênio, tanto em aplicações foliares quanto em misturas, nas sementes, no plantio ou no sulco de plantio, com micropulverizadores que estimulam e auxiliam na fixação do nitrogênio pelos rizóbios (bactérias fixadoras do nitrogênio atmosférico que vivem em simbiose nas raízes das leguminosas, permutando as proteínas pelos glicídios elaborados pela planta verde).

Ambos compostos são necessários para a planta – tanto o molibdênio responsável pela transformação do N amoniacal em nítrico, pela redutase do nitrato e o aminoácido pelo fornecimento de energia para a planta produzir os glicídios.

Benefícios

Na maioria, os gêneros mais encontrados de bactérias são ligados a plantas da família Fabaceae, antiga Leguminosae, destacando-se a soja (Glycine max) e o feijão-comum (Phaseolus vulgaris), cada qual com gênero específico de bactéria para a fixação de nitrogênio.

 De acordo com Coelho et al (2003), as bactérias podem fornecer em uma inoculação normal cerca de 210 kg de N para o solo e, por sua vez, às plantas, justificando o uso tanto da bactéria como de produtos para sua melhora na performance de fixação do N atmosférico.

Recomendação para o feijão

Para a cultura do feijoeiro a recomendação baseia-se na Embrapa, que indica de 40 a 80 gramas de molibdênio por hectare. Esta aplicação deverá ser feita em mistura à semente e aplicações foliares de acordo com a entrada na lavoura até os 45 dias de germinação. Devem-se observar as misturas de tanque, sendo orientadas por consultoria agronômica responsável.

Outro fator a se observar na adição de aminoácidos aos produtos é a denominada quebra e reaproveitamento de seu esqueleto, como foi mencionado anteriormente, para elaboração de outros compostos necessários à planta.

Portanto, é indispensável a utilização de aminoácidos de cadeia curta, que demandam menos energia para serem quebrados, melhorando os resultados de sua utilização.

Essa matéria completa você encontra na edição de março da revista Campo & Negócios Grãos. Adquira a sua para leitura completa.

 

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