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sexta-feira, agosto 12, 2022
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Aminoácidos – Mitos e fatos em cereais

 

Crédito Shutterstock
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Infelizmente (ou felizmente, para os mais desafiadores), ainda existe no mercado brasileiro uma série de dúvidas relativas aos benefícios da utilização de fertilizantes foliares enriquecidos com bioestimulantes, principalmente aminoácidos.

No Brasil, ainda persiste o mito de que aminoácidos livres não são absorvidos via foliar. Inúmeros são os trabalhos científicos que comprovam a sua absorção e, principalmente, explicam suas funções no metabolismo vegetal.

“Na Europa, Estados Unidos e Ásia, a questão da absorção de aminoácidos livres via foliar já não é mais discutida há tempos, mas sim quais são as melhores relações entre eles para ativar rotas específicas do metabolismo e proporcionar ganhos de produtividade e qualidade aos cultivos“, afirma Guilherme Canella, doutor e professor do Instituto Federal de São Paulo, campus Barretos.

Segundo Taiz e Zeiger (2004), as plantas podem absorver os aminoácidos tantovia radicular como via foliar, uma vez que eles são transportados através da membrana plasmática da célula por meio de transportadores tipo simporte, penetrando na célula paralelamente à entrada de íons H+.

Nelson e Gorham (1959), Nyman et al. (1987), Benzing et al. (1976) são alguns dos trabalhos clássicos realizados com aminoácidos radioativos (marcados com 14C), que comprovam a sua rápida incorporação ao metabolismo da planta, bem como a sua contribuição para o processo de desenvolvimento e crescimento vegetal.

Castro (2009) ressalta que a aplicação dos aminoácidos evita a transformação química do nitrogênio nítrico e amoniacal dentro da planta em aminoácidos, fazendo com que ganhos consideráveis de energia ajudem a planta a superar situações de stress, atuando na síntese de compostos capazes de agir em processos morfofisiológicos, como os hormônios ou como ativadores de enzimas.

Este mesmo autor também relata que os aminoácidos estão intimamente relacionados com o mecanismo de crescimento e desenvolvimento vegetal. Alguns hormônios vegetais se encontram unidos aos aminoácidos ou procedem à transformação destes, o que indica o importante papel que pode ter a aplicação de aminoácidos livres como fertilizantes.

Atuação direta

Segundo afirma Guilherme Canella, os aminoácidos participam diretamente do metabolismo das plantas e as suas funções estão relacionadas aos aspectos fisiológicos e bioquímicos. Os seguintes benefícios são obtidos quando utilizamos fertilizantes foliares enriquecidos com aminoácidos:

  • Ø Maior quantidade de absorção de nutrientes;
  • Ø Maior eficiência em transporte e assimilação de nutrientes pelas células vegetais;
  • Ø Fortalecimento dos mecanismos de defesa das plantas;
  • Ø Recuperação de situações de estresse;

As plantas tratadas com aminoácidos desenvolvem resistência às situações de estresse, como: deficiência hídrica; temperaturas altas e/ou baixas; ataque de bactérias, fungos, nematoides e parasitas, entre outros.

Diversas experiências bem sucedidas foram relatadas em cereais pelo professor. Guilherme Canella, que utilizou o fertilizante foliar DRIN®, que contém em sua formulação 252 g/L de aminoácidos.

Em seus trabalhos com as culturas do feijão, milho, soja e algodão, conduzidos principalmente nos Estados de Goiás, Minas Gerais e Bahia, ele observou um maior desenvolvimento do sistema radicular de plantas cujas sementes foram tratadas com 100 mL/ha de DRIN®, associado a 150 mL/ha de ALGAREN BZn®.

Além do maior desenvolvimento radicular, as plantas oriundas das sementes tratadas com DRIN® e ALGAREN® apresentaram um crescimento inicial mais pronunciado devido ao maior volume de solo explorado, o que possibilitou uma maior absorção de nutrientes e de água pelas plantas.

Seguro

 “O tratamento de sementes com DRIN® e ALGAREN® é um seguro para a lavoura. Em condições de stress, este tratamento permite que a cultura se estabeleça com um estande adequado, reduzindo as perdas de produtividade“, afirma Guilherme Canella.

Bons resultados foram observados por este mesmo autor, quando utilizou o produto VitOrg®, uma formulação contendo aminoácidos e o complexo glicina-betaína, uma molécula antiestresse, via foliar. Aplicando-se de 3 a 5 L/ha de VitOrg® foi possível verificar um custo-benefício sempre positivo nas culturas de cereais.

“Infelizmente, o Brasil está atrasado em relação ao processo de normatização da utilização dos fertilizantes enriquecidos com aminoácidos, o que facilita que informações incorretas sejam difundidas para os agricultores, perpetuando mitos e calúnias sobre esta tecnologia“, relata o Dr. Guilherme Canella.

Para mais informações, Green Has do Brasil Nutrição Vegetal Ltda, www.greenhasbrasil.com.br, comercial@greenhb.com.br ou pelo telefone: (11) 4561-6292.

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