Aminoácidos recuperam o tomateiro

0
95

Aldeir Ronaldo SilvaEngenheiro agrônomo, aluno de doutorado em Fisiologia e Bioquímica de Plantas – ESALQ/USPaldeironaldo@usp.br

João Pedro Ramos da SilvaEngenheiro agrônomo e mestrando em Fisiologia e Bioquímica de Plantas – ESALQ/USPjoaopedror@usp.br 

Tomate – Fotos: Shutterstock

O tomate é amplamente produzido em várias regiões do mundo, com uma grande diversificação com relação ao uso para consumo na forma industrializada ou tomate de mesa. Segundo dados da FAO 2016 (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), a China ocupa a posição de maior produtor de tomate, com uma produção anual de 56 milhões de toneladas, seguidos por Índia e Estados Unidos.

No ranking, o Brasil ocupa a 9ª posição, com uma produção em torno de 4,1 milhões de toneladas, produção essa concentrada nos Estados de Goiás, São Paulo e Minas Gerais, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Todavia, um diferencial da cadeia produtiva de tomate é a promoção da geração de uma grande quantidade de empregos, desenvolvendo não somente um papel econômico, mas também social. Além disso, os frutos apresentam um alto valor nutricional, sendo ricos em composto antioxidante, sais minerais como cálcio, potássio e magnésio, além de alta concentração de vitamina C, B9 e D, o que resulta em alto valor econômico do fruto no mercado nacional e internacional.

Entretanto, os cultivos de tomate possuem entraves quanto aos efeitos do estresse (abiótico e biótico) durante o cultivo, como regime irregular pluviométrico, altas temperaturas e aumento na incidência de pragas e doenças. Dessa forma, se tem necessidade de aplicação de produtos que diminuam os efeitos dessas condições adversas ambientais, para garantias de elevadas produtividades.

Aminoácidos recuperam o tomateiro

O uso de aminoácidos na agricultura, em destaque no cultivo do tomateiro, auxilia no aumento da produtividade e na qualidade do fruto do tomate. Dessa forma, os aminoácidos são componentes de várias moléculas, e também interagem diretamente com várias reações enzimáticas nos mais variados processos fisiológicos, como por exemplo, na atividade  fotossintética e processo respiratório.

Pode-se destacar o papel da glicina na síntese das moléculas de clorofila, ou também o triptofano, que está envolvido na biossíntese de auxina, que por sua vez é importante para o crescimento e desenvolvimento das plantas de tomateiro. 

Já a metionina participa também do processo de biossíntese do etileno. Além desses supracitados acima, aminoácidos como prolina e glicina contribuem para a manutenção do potencial osmótico dentro da células de plantas em condição e estresse hídrico.

Suplementação nutricional

Em geral, culturas hortícolas apresentam ciclo rápido de produção, e nisto se faz necessária uma suplementação por nutriente mineral ou por moléculas, que são rapidamente incorporadas ao metabolismo, como no caso dos aminoácidos, que contribuem para o aumento do metabolismo do nitrogênio na planta.

Tudo isso resulta em ganho em crescimento, desenvolvimento e plantas mais resistentes aos estresses biótico e abiótico, além de todas as funções nas plantas. Outra finalidade no uso dos aminoácidos trata-se da interação com cátions na forma de quelatos, por meio de ligação com zinco, cobre, manganês, cálcio, potássio e ferro, quando aplicado via foliar ou em fertirrigação.

Em geral, os benefícios apresentados na utilização de aminoácidos são: maior desenvolvimento de raízes; maior tolerância ao estresse térmico, irradiação e hídrico; aumento na absorção de nutrientes; maior resistência a doenças e pragas; e aumento da fauna microbiológica do solo. 

Manejo

Para ler o restante deste artigo você tem que estar logado. Se você já tem uma conta, digite seu nome de usuário e senha. Se ainda não tem uma conta, cadastre-se e aguarde a liberação do seu acesso.