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sexta-feira, agosto 12, 2022
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Análise econômica do sistema soja – milho safrinha

Raphael Maia Aveiro Cessa

Professor e pesquisador da área de Agronomia ” Confresa (MT)

 raphael.cessa@cfs.ifmt.edu.br

Elmo Pontes de Melo

Professor e pesquisador do Centro Universitário da Grande Dourados

elmo.melo@cientificams.com

Miashyro Fortes de Sousa

Djone Mingori Perin

Eduardo Dias de Araújo

Acadêmicos de graduação do Instituto Federal de Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Mato Grosso ” campus Confresa

 

CréditoShutterstock
CréditoShutterstock

Confresa é o município mais populoso da região denominada Araguaia-Xingu, inserido a noroeste do Estado de Mato Grosso, com 24.293 habitantes, permanecendo 34,80% na zona urbana e 65,20% na zona rural. Cresce acima da média nacional no cultivo de soja e milho de forma integrada com a pecuária.

Problemas logísticos, como preços de frete, rodovias e estradas inacabadas e/ou em péssimo estado de conservação, baixa fertilidade dos solos ocupados por anos com pastagens sem aporte de corretivos e fertilizantes e falta de estruturas armazenadoras de produção influenciam os componentes dos custos de produção.

Sucessão

O crescimento de áreas agrícolas cultivadas em sucessão com soja e milho na Confresa demanda estudos econômicos para que agricultores possam entender de forma mais concisa os fatores técnicos e econômicos que influenciam a participação quantitativa dos componentes do custo de produção nesse sistema agrícola.

O trabalho foi conduzido no campo agrícola do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso”campus Confresa, com intuito de analisar economicamente o sistema agrícola soja-milho “safrinha”.

Quanto custa?

Para obtenção dos valores financeiros médios da cultura da soja cultivaram-se três variedades na data 06/11/2014, com estande final de 13, 17 e 11 plantas m-1. A adubação total da soja foi constituída em kg ha-1 de 32N -113P2O5 – 65K2O “posicionada“ inteiramente na linha de semeadura por meio da adição de 814,00 kg ha-1 04-14-08 + 0,2% Zn. O ciclo completo de desenvolvimento das variedades de soja foi compreendido entre 100 e 112 dias.

Os valores financeiros do milho “safrinha“ foram obtidos cultivando-se duas variedades nas datas 27/02/2015 e 06/03/2015. A primeira foi cultivada em sucessão à soja, constatando-se população final de plantas de 3,1 m-1, ou sobre pastagem de braquiária dessecada, constatando-se população final de plantas de 3,7 m-1, recebendo ambas as áreas na semeadura 560 kg ha-1 de 04-14-08 + 0,2% Zn.

A outra variedade de milho (segunda data de semeadura) foi cultivada recebendo apenas uma cobertura com ureia, em área previamente cultivada com milho para ensilagem. Nessa área a população final de plantas foi de 3,1 m-1. O ciclo completo de desenvolvimento das variedades de milho foi compreendido entre 115 e 117 dias.

Foram avaliados os custos de produção e produtividade dos grãos à umidade de 14%, possibilitando a obtenção dos valores médios do sistema agrícola: ponto de nivelamento, lucratividade, rentabilidade e ganho líquido do investimento.

A sucessão de soja e milho nas lavouras tem garantido maior rentabilidade aos produtores - Crédito Luize Hess
A sucessão de soja e milho nas lavouras tem garantido maior rentabilidade aos produtores – Crédito Luize Hess

Avaliação

Considerando os componentes: semente, tratamento de semente, fertilizante, agrotóxico, mão de obra, combustível, colheita e depreciação de maquinários no custo de produção de soja safra 2014/15 fornecidos pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), constatou-se custo de R$ 1.644,32, com participação percentual dos componentes fertilizante (33,35%), agrotóxico (39,94%) e semente (11,49%), totalizando 84,78%.

Na safra 2014/15 os agrotóxicos agrícolas estiveram 60,4% mais caros que na safra 2013/14, o que elevou em 8,58% o custo final de produção por hectare em Mato Grosso. Do volume total gasto – considerando um maior número de componentes no custo de produção da soja – 63,2% equivaleu a custos com insumos (fertilizantes, defensivos e sementes), sendo a alta do dólar em 2014 o principal fator para tal resultado, bem como a elevação do combustível, o qual influencia o custo da logística de insumos e colheita.

Próximo à figura 01 - Crédito Miriam Lins
Crédito Miriam Lins

Trabalho

No presente trabalho fertilizante, agrotóxico e semente totalizaram aproximadamente 85% nos custo de produção da soja. Quanto ao fertilizante, houve necessidade de elevação dos teores dos nutrientes no solo para cultivo da soja em área recém “aberta“, a qual recai sobre o seu preço balizado pelo dólar em alta e seus custos de entrega em Confresa associados à elevação do combustível.

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