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quinta-feira, agosto 11, 2022
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Análise traz novas estimativas dos citros

Laranja – Crédito: Shutterstock

O mercado de laranja apresentou continuidade da elevação de preços, como em setembro e outubro, junto à queda moderada da comercialização na maioria das Ceasas. Essa elevação das cotações se deu em virtude da baixa oferta e da comercialização de frutas de qualidade inferior.
Já as exportações, que poderiam ser incrementadas, tendo em vista a menor safra que haverá nos EUA, podem ficar comprometidas por conta da reestimativa de safra feita pelo Fundecitrus, no sentido de ocorrer menor volume produzido.

Produtividade

A produtividade média por hectare, nesta temporada, é estimada em 790 caixas por hectare e 1,65 caixas por árvore, ante as 1.045 caixas por hectare e 2,22 caixas por árvore colhidas na safra 2019/20.
As variedades precoces, com média de 774 caixas por hectare, apresentam a maior queda de produtividade em comparação à safra anterior, 39,2%. A variedade de meia-estação, Pera Rio, vem em seguida: as 717 caixas por hectare esperadas nesta temporada representam uma queda de 24,0% frente à safra passada.
Na sequência, a variedade Natal, com queda de 22,3% e produtividade esperada de 840 caixas por hectare. Por último, as variedades Valência e Valência Folha Murcha com queda de 14,6% e expectativa de 853 caixas por hectare.
Tabela 1 – Produtividade por hectare e variedade nas safras 2015/16 a 2020/21 Grupo de variedades 2015/16 (caixas/
hectare) 2016/17 (caixas/
hectare) 2017/18 (caixas/
hectare) 2018/19 (caixas/
hectare) 2019/20 (caixas/
hectare) 2020/21* (caixas/
hectare)
Hamlin, Westin e Rubi…….. 865 744 1.235 833 1.319 772
Outras precoces………………. 784 744 1.008 810 1.121 779
Subtotal precoces…………….. 847 744 1.184 828 1.273 774
Pera Rio…………………………. 640 596 945 633 943 717
Valência e V.Folha Murcha. 749 597 1.016 826 998 853
Natal………………………………. 831 650 1.063 765 1.082 840
Total……………………………… 745 634 1.033 756 1.045 790
*Estimativa

Próxima safra

Produtores esperam a continuidade das chuvas nas regiões produtoras para que haja o prosseguimento de novas floradas que originarão a safra seguinte. A perda de qualidade afetaria não só o varejo, com a produção de laranjas menores, murchas e sem sumo (ou seja, de menor qualidade), mas também a indústria produtora de suco.
No acumulado até novembro de 2020, os embarques da fruta para o exterior aumentaram 138%: passaram de 2,89 mil para 6,85 mil toneladas; o valor auferido foi de US$ 4,24 milhões, acréscimo de 177% em relação ao ano passado, mas 61,78% menor em relação a 2018.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos estimou uma menor produção de laranja na Flórida, o que pode ser aproveitado por produtores brasileiros, ainda mais que há uma percepção global de aumento do consumo de suco no mundo durante a pandemia do novo coronavírus.
No entanto, essa benesse poderá não ser muito potencializada pelo fato do Fundecitrus ter reestimado a safra de laranja 2020/21 do cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro, principal região produtora de laranja do mundo, com um volume 30,36% menor do que na temporada passada, o que seria a maior quebra de safra desde 1988.
As explicações para isso se devem a condições climáticas extremamente adversas, com altas temperaturas, baixa precipitação e má distribuição das chuvas causados pelo fenômeno La Niña.

Na ponta do lápis

Já os embarques totais de suco de laranja de julho a outubro, período que marca os primeiros quatro meses da safra 2020/21, fecharam com um volume de 319.574 toneladas, 19,17% menor em relação ao mesmo período da safra passada.
O faturamento foi menor 33,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. No momento, as explicações da Citrusbr para esse movimento estão relacionadas à alta produção de suco na safra passada e a consequente recomposição nos estoques do produto.
Nesse período, as vendas aumentaram 2% para os EUA e diminuíram 6,6% para o Japão, 11,1% para a China e 26,5% para a Europa, que é o principal destino das exportações de suco de laranja brasileiro, compradora de dois terços do total exportado.

Fontes:
IBGE
Markestrat
Fundecitrus

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