25.9 C
Uberlândia
terça-feira, julho 16, 2024
- Publicidade -spot_img
InícioNotíciasAvanço da semeadura de trigo na Região Sul desafia variações climáticas 

Avanço da semeadura de trigo na Região Sul desafia variações climáticas 

Foto: Pixabay

Concentrado principalmente na Região Sul do Brasil, o plantio do trigo enfrenta desafios climáticos em diversas áreas. No Rio Grande do Sul, por exemplo, a safra está projetada para ser uma das mais promissoras dos últimos anos, com uma estimativa de produção de 4.068.852 toneladas, um aumento significativo de 55,27% em comparação com a safra anterior, apesar das condições adversas do clima.

O estado do Paraná, que lidera o plantio de trigo no país, já semeou mais de 91% de sua área destinada ao cultivo. Em Santa Catarina a semeadura segue, favorecida pela melhora nas condições climáticas em praticamente toda região Meio-Oeste do estado, com exceção daquelas localizadas na região de Campos Novos, onde a semeadura também é mais tardia.

A preocupação dos produtores agora é que não haja chuvas  em excesso durante os estágios finais de crescimento do grão, já que a umidade é um fator crítico no desenvolvimento do trigo. Essa condição pode resultar em grãos com alta umidade no momento da colheita, além de reduzir a qualidade geral do grão.

 O excesso de umidade também pode aumentar a incidência de doenças fúngicas como giberela e brusone, que prejudicam a qualidade do trigo, além de afetar o rendimento de grãos, enquanto a umidade relativa do ar pode influenciar tanto positiva quanto negativamente essas variáveis.

Portanto, é essencial um manejo cuidadoso e monitoramento das condições climáticas e da umidade do grão para garantir a qualidade do trigo durante seu desenvolvimento.

“Atender ao padrão de qualidade exigido pela indústria e pelas tradings é fundamental, uma vez que o excesso de umidade e avarias dos grãos reduzem os ganhos do produtor. Quanto maior o volume de grãos, mais eficiente deve ser o planejamento da colheita e armazenagem da produção”, afirma o engenheiro agrônomo Roney Smolareck, da empresa Loc Solution que detém a marca Motomco de medidores de umidade de grãos.

Segundo ele, todos os cuidados devem ser tomados para que não ocorram problemas com os grãos. “Se a colheita do trigo for realizada com teor de água acima de 13%, há necessidade de secagem para obter melhor preço na hora da comercialização, e isso significa custo maior”, enfatiza Smolareck.

 “Com equipamentos é possível obter um resultado mais preciso sobre o teor de umidade, trazendo inclusive maior transparência na comercialização”, afirma Smolareck.

Os aparelhos medidores de umidade  são homologados pelo Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro).

ARTIGOS RELACIONADOS

Trigo paulista pode atingir 400 mil toneladas em 2022

Panorama foi traçado pelo setor durante reunião da Câmara Setorial do Trigo, em Capão Bonito (SP).

Culturas de inverno alternativas ao milho

Os Estados do Sul estão empenhados em um projeto que busca fomentar a ampliação das áreas com culturas de inverno.

Sementes certificadas de soja garantem produtividade 30% maior

Leonardo Machado Secretário executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Sementes de Soja (ABRASS) leonardo@abrass.com.br A primeira vantagem da semente certificada é a garantia de origem assegurada...

Novo programa de melhoramento estimula produção de trigo

Além de pesquisas voltadas para o desenvolvimento de cultivares com maior resistência à brusone, a Biotrigo também possui uma linha de pesquisa para avaliar o efeito do...

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui
Captcha verification failed!
Falha na pontuação do usuário captcha. Por favor, entre em contato conosco!