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quinta-feira, agosto 11, 2022
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Bejo a Campo chega ao 10º ano

Foto 01 AO evento Bejo a Campo, realizado em Bragança Paulista (SP) entre os dias 23, 24 e 25 de agosto, chegou com muito sucesso à sua 10ª edição. Larissa Zago, coordenadora de marketing da empresa, se sente muito feliz com os resultados alcançados. “Realizamos tudo com muito carinho. Foram três meses dedicados exclusivamente à preparação do evento. Temos um público já fiel, mas percebemos que a cada ano um novo público se aproxima, com novos produtores de várias regiões. É muito bom percebermos que o Brasil inteiro vem ao evento“, diz.

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O Bejo a Campo recebeu produtores de praticamente todos os Estados. “Ficamos muito felizes de termos toda essa representatividade dos agricultores brasileiros“, pontua Larissa.

Foto 02No total, foram recebidas 300 pessoas por dia, ou seja, 900 pessoas nos três dias de Bejo a Campo. O convite vinha por parte da rede de parceiros da Bejo no Brasil inteiro, além de produtores que já conhecem o evento e entravam em contato direto para participar novamente. Ainda, algumas Secretarias de Agricultura formaram caravanas para fomentar, junto aos produtores, o cultivo de hortaliças.

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Novidades

A Bejoalcançouas mídias sociais, com uma página no Facebook: bejosementesdobrasil e o grupo de Whatsapp, principalmente porque está lançando a campanha #souborosoubejo com o intuito de reafirmar o nome da empresa como ‘A casa da beterraba’.

“A Bejo foi temgrande importância para essa cultura, porque conseguiu transformar o mercado, que antes era secundário, voltado para as cultivares de polinização aberta,em híbridos mais produtivos e rentáveis para o produtor. O público em geral, assim como o consumidor final, sentiram que a beterraba está muito mais gostosa,com muito mais suco e maior valor nutritivo“, avalia Larissa Zago, acrescentando que sempre que o produtor precisar de beterraba, será na Bejo que ele encontrará o melhor caminho.

A novidade agora são as beterrabas coloridas, como a amarela, que é muito doce, e a branca, que tem um sabor muito interessante. E a Bejo não para; estásempre em busca de mais novidades para melhor atender também os nichos de mercado.

Uma novidade são as couves-crespas, chamadas kale, que são um grande destaque nos Estados Unidos, por seu alto valor nutricional, sendo muito utilizadasnos sucos detox e para consumo in natura. “Tudo o que se faz com a couve-manteiga, faz-se com a couve-crespa também, que ainda tem as opções de cores verde e roxa“, informa Larissa.

A Bejo já prepara mais novidades a serem lançadas em 2017. Para isso, adquiriu um vasto programa de alfaces e já começa a fazer testes para introduzi-las no mercado. “Também estamos muito felizes, porque a nossa certificação para orgânicos é quase uma realidade. Logo estaremos coma certificação brasileira. A Bejo já é líder de semente orgânica na Europa e em breve acontecerá a introdução no Brasil, assim que sair a certificação“, antecipa a coordenadora de marketing.

Kale: novidade no mercado

Renato Andreaza, consultor técnico de vendas da Bejo na região sul de São Paulo e no Estado do Paraná, ficou responsável por apresentar o novo produto da empresa ” o kale, de alto valor nutricional, tanto de vitaminas como de minerais. O kale foi pré-lançado em 2015 no Bejo a Campo, e nesse ano ganhou ainda mais destaque.

A Bejo introduziu o kale em 2005 nos Estados Unidos devido à grande preocupação com a saúde das pessoas, visando reduzir problemas cardíacos, fornecer ao consumidor final um produto de qualidade e saudável, além de ser de grande ajuda em dietas emagrecedoras.

 Renato Andreaza, consultor técnico de vendas da Bejo
Renato Andreaza, consultor técnico de vendas da Bejo

Entre seus benefícios está:

– Ser um produto mais saudável,

– Anti-inflamatório,

– Anti-oxidante,

– Rico em vitaminas A, K e em cálcio.

“O produto está disponível nas cores verde e roxa, e trazemos não só para atender o consumidor como também o produtor e os parceiros dele, como as empresas de processamento e restaurantes.Por ser diferenciado, o kale tem um valor agregado que oferece maior rentabilidade ao produtor“, pontua Renato Andreaza.

O manejo de produção do Kale é muito semelhante ao da couve-manteiga. “Mesmo sendo um produto europeu, acostumado ao frio, fizemos em 2015, no Brasil,semeios do produto no decorrer do ano, e ficamos surpresos com os resultados no período do verão, que tem clima quente e chuvoso, época mais difícil com relação a doenças em quaisquer culturas. Para nossa surpresa, o kale verde se destacou muito em nossos plantios, apresentando praticamente nada de doença. O roxo apresentou algo de Xanthomonas, mas foi fácil de manejar“, informa o consultor da Bejo, garantindo que, se o produtor fizer o controle adequado de defensivos agrícolas e mantiver a adubação equilibrada, é possível manter a condução do plantio durante todo o ano.

Não confunda

“Nossa recomendação, na comercialização desse novo produto, é dar-lhe destaque como kale, um produto de altíssimo valor nutricional. Vale ressaltar ainda que, embora o kale tenha valor agregado na sua comercialização, seu custo de produção é igual ao da couve-manteiga“, diz Renato Andreaza.

Quanto ao manejo, é 100% via transplante, semeado em bandejas de 200 células, uma semente por célula. Depois de 30 dias faz-se o transplante. Na região de Bragança Paulista, onde aconteceu o evento, a colheita do kale começa 60 dias depois do transplante, e são recomendadas duas formas nesta operação ” a primeira igual à couve-manteiga,na qual se escolhe o tamanho das folhas quesão colhidas uma por uma quando atingem o tamanho ideal. Nesse caso, é preciso o cuidado de usar um produto para cicatrizar a ferida deixada na planta.

A segunda forma é fazer a colheita única, que é a derriça da planta e em seguidasemear novamente. “Tenho visto nos testes em todo o Brasil que os produtores brasileiros gostam de colher a folha pronta. A vantagem é que há um período maior de colheita – 60 dias. Dependendo da situação climática ou se está em estufa, o produtor pode ficar até 90 dias colhendo kale“, diz Renato.

Parceiros

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A Adama participou pela primeira vez no Bejo a Campo, um evento que, para Breno Siqueira, gerente de Marketing de Culturas, é a oportunidade para alcançar um público de qualidade. “Trouxemos nossos produtos e serviços para serem apresentados, como o Afalon e o Goltix, dois herbicidas, o primeiro para o manejo de erva daninha na cenoura e o segundo para a beterraba. São produtos já consolidados no mercado de HF, bem conhecidos e posicionados“, informa.

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Como serviço, levou a miniestação meteorológica Ima Clima, que faz previsão climática localmente e também coleta de dados climatológicos. Cada estação, dependendo do tipo de relevo, pode alcançar até 7 km de raio de previsão. Esses dados são armazenados na nuvem e acessados pelo aplicativo Adama Alvo, ou pelo desktop, com senha e login no site.

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Nutrição de ponta

A UPL também estreou no Bejo a Campo, e aproveitou a oportunidade para lançar sua linha de nutrição foliar, chamada Vuxal, além dos produtos inovadores, que são a tecnologia PDT.

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“A linha Vuxal é composta por fertilizantes foliares e condicionadores de solo com a tecnologia PDT, para serem aplicados no solo visando aumentar a retenção de água e nutrientes para a planta. PDT e o Hidrafert são lançamentos“, explica Rui Pedro Mota Simões, representante da UPL no segmento de nutrição no Estado de São Paulo.

PDT é um polímero puro sem nenhum adubo, enquanto a linha Hidrafert é um polímero do PDT complexado com NPK. Com ele, os participantes observaram plantas mais vigorosas e que chegam mais rápido ao ponto de colheita. Isso porque, além de reter água, a linha UPL retém nutrientes.

Plasticultura de qualidade

A ElectroPlastic já está há quatro anos no evento, e nesta edição levou para os visitantes o Eco Mulching, recomendado para várias hortaliças. Edson Luiz Damaglio, gerente técnico comercial da Electroplastic, demonstrou, em campo, o cultivo com e sem o mulching, e os produtores ficaram impressionados com os resultados do plástico.

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“O Eco Mulching é um plástico de qualidade superior em comparação ao que existe no mercado, além de ficar mais tempo em campo. O conceito é ter um produto que cumpra sua função e que no final da sua vida útil possa ser recolhido e direcionado para a reciclagem, diferente do material convencional, que quando fica um tempo maior do que o recomendado começa a degradar e, muitas vezes, restos desses materiais se perdem no campo.O Eco Mulching tem responsabilidade social e age com sustentabilidade“, define Edson Luiz.

Além desse produto, a ElectroPlastic apresentou para o segmento de hortifruticultura o Agroplás, um filme para estufas, além dos mulching eslabs. “No evento, mostramos aos produtores que o uso do mulching é um investimento que devolve, ao longo do ciclo da cultura, o valor investido por meio de economias, como água, energia, insumos, além do incremento de produtividade“, argumenta Edson Luiz.

Controle fitossanitário

A Ihara, uma já antiga parceira da Bejo, apresentou durante o evento seu produto Milbeknock,para o controle de mosca-minadora, e lançou o Completo, um produto cujo registro saiu agora para cebola, tomate e batata, que foca doenças como míldio, botritis e alternária, além da requeima do tomate.

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Roberto Reis, engenheiro agrônomo e responsável pela Ihara na região do Cinturão Verde de São Paulo, explica que Milbeknock é extraído de uma bactéria de baixíssima toxicologia e, além da ação inseticida, apresenta também atuação acaricida, permitindo assim o controle de ácaros e da mosca-minadora com uma única aplicação.

“Já o Completo apresenta um princípio ativo novo, Bentavalicarp, inédito no mercado. Por este motivo, não apresenta problema de resistência“, esclarece Roberto.

Mecanização

Por mais um ano a Jumil participou do Bejo a Campo, e nesse ano apresentou dois equipamentos – duas plantadeiras de hortaliças, a 2400, uma máquina que chega até 80% de precisão de plantio de sementes, e a Perfecta, que chega a 97% de precisão na distribuição de sementes. Segundo Paulo Ricardo Cerse, promotor de vendas da Jumil, os benefícios dessas máquinas são economia de semente e eliminação do raleio.

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Marcos Eduardo Fiori De Munari, coordenador de engenharia da parte de hortaliças da Jumil, levou para o evento a máquina JM 2490 Perfecta, específica para o plantio de hortaliças em geral.

“Essa máquina tem como diferenciais o cabeçalho móvel, que é um item de série, dois distribuidores por linha ao invés de um disco, e carreira dupla. Tem, ainda, o opcional,que é o disco duplo, que permite chegar a uma precisão acima de 90% em sementes nuas“, enumera.

Foi apresentada, também, a JM2400 Natura, uma máquina mais simplesque está há 20 anos no mercado, mas continua atualizada e muito bem aceita entre os horticultores.Segundo Paulo Ricardo, a precisão chega a 80%, e possui disco de carreira duplo ou carreira simples.

Implementos

A Minami também esteve presente no Bejo a Campo e apresentou o Clique, a encanteiradeira, adubadeiras, estercadeiras e a inovação, que é a M90 em inox.Silvio Luis de Morais, representante comercial da empresa, explica que o diferencial dessa máquina é que ela é toda em inox e tem sensores que ajudam na distribuição do produto. “Caso o canteiro tenha declive, por exemplo, o equipamento possui reguladores para que o produto caia exatamente no local desejado. A distribuição é contínua e completa. Já o clique, acoplado no tratorde engate rápido, foi pensado para facilitar o manuseio do operador“, finaliza.

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Um grande sucesso

 

Mais uma vez, pois, o Bejo a Campo foi um sucesso. Segundo Paulo Christians, diretor geral da Bejo, “nosso segredo parece estar na arte de combinar um grande evento de negócios com um agradável clima de festa“.

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Essa matéria você encontra na edição de outubro 2016  da revista Campo & Negócios Hortifrúti. Adquira já a sua.

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