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quinta-feira, agosto 11, 2022
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Bioestimulante ideal para cada fase do tomateiro

Marcos José Bernardo //Marco Aurélio Casari

Graduandos em Engenharia Agronômica – Faculdade de Ensino Superior Santa Bárbara (FAESB)

Ana Paula Preczenhak Doutora, pós-doutoranda e professora – FAESBprof.anapaula@faesb.edu.br

Tomate – Crédito: Shutterstock

O tomateiro é uma solanácea herbácea, de caule piloso e flexível, que apresenta abundante ramificação lateral. As cultivares são separadas em dois principais grupos de acordo com o tipo de crescimento e destino comercial: 1) o tomate de mesa, de crescimento indeterminado, sendo conduzido com tutoramento das plantas; 2) o tomate industrial (rasteiro), sem tutoramento, utilizado na indústria principalmente na produção de molhos ou para consumo fresco.

O mercado brasileiro apresenta alta demanda da hortaliça e manejos diversificados, visando garantir essa demanda, vêm sendo implementados pelos produtores. Um deles é a utilização de bioestimulantes, que cada vez mais estão sendo integrados ao sistema de produção da cultura.

Os bioestimulantes são misturas que contêm uma ou mais substâncias e/ou microrganismos capazes de incrementar a absorção de nutrientes e que atuam nos diversos processos fisiológicos das plantas para estimular o crescimento das raízes e da parte aérea, mitigar as limitações induzidas pelo estresse e, assim, aumentar a produtividade e qualidade dos frutos.

Além disso, podem acrescer a atividade microbiana da rizosfera e enzimas do solo, assim como a produção de reguladores de crescimento no solo e nas plantas.

Fases fenológicas

A planta passa por vários estádios de crescimento desde a semeadura até a colheita e para cada um deles há necessidades nutricionais e dificuldades de manejo específicas. As fases fenológicas do tomateiro podem ser divididas em: 1) Emergência e desenvolvimento das primeiras folhas verdadeiras, da semeadura ao transplante (três a quatro semanas); 2) Desenvolvimento das folhas e aparecimento do órgão floral, do transplante das mudas até o início do florescimento (quatro a cinco semanas); 3) Floração e desenvolvimento do fruto, do florescimento ao início da colheita (cinco a seis semanas) e; 4) Formação do fruto, do início ao final da colheita.

A duração exata de cada fase depende principalmente do genótipo, sanidade, nutrição e condições climáticas. Fatores bióticos e abióticos têm influência significativa em todas as fases da cultura, sendo necessário o manejo ideal para obter resultados satisfatórios requeridos pelo mercado.

Os produtos disponíveis no mercado com substâncias usadas como atenuadores de estresses abióticos podem incluir constituintes orgânicos, minerais e fitormônios. Dentre os principais constituintes deste tipo de produto estão:

1) Bioestimulantes à base de algas marinhas, que dependendo da espécie podem liberar substâncias que mimetizam hormônios, como a auxina, apresentar aminoácidos e macronutrientes (nitrogênio, potássio e fósforo);

2) Bioestimulantes à base de aminoácidos podem conter uma mistura de aminoácidos ou aminoácidos específicos, dentre os principais estão a prolina, betaína e glicina;

3) Bioestimulantes à base de hormônios estão presentes, principalmente a auxina (desenvolvimento de raízes, crescimento de folhas e caule), citocininas (crescimento e divisão celular) e giberelinas (desenvolvimento dos frutos e indução da brotação de gemas);

4) Bioestimulantes à base de ácidos húmicos podem ser aplicados via foliar ou no solo. Neste último caso, atuam indiretamente, por favorecer a estrutura e permeabilidade.

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