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quinta-feira, agosto 11, 2022
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Biológico no controle do bicho-mineiro

Suzeth Carvalho SousaGraduanda em Agronomia – Unicerradosuzecarvalho10@gmail.com 

Pauletti K. RochaEngenheira agrônoma, mestra em Agronomia e diretora do curso de Agronomia – Unicerrado paulettirocha@unicerrado.edu.br

Folha – Crédito: Paulo Rebelles

A principal praga que compromete a produção e a produtividade do café é o bicho-mineiro (Leucoptera coffeella), que está presente em todas as regiões produtoras, sendo de grande importância a sua rápida detecção nas lavouras e, consequentemente, o seu controle afim de minimizar os prejuízos.

O bicho-mineiro expressa um elevado potencial de agressividade, caso não seja controlado adequadamente. O inseto é uma mariposa de tamanho reduzido, com metamorfose completa, ou seja, seu ciclo de vida passa pelas fases de ovo, larva, pupa e adulto, onde cada mariposa oviposita em torno de 36 ovos em um período de até 35 dias, demonstrando assim sua severidade, pois devido ao ciclo curto, a infestação da praga é rápida e intensa.

De hábitos noturnos, os insetos se abrigam nas folhagens durante o dia e ao entardecer realizam suas atividades e a oviposição. O nome do bicho-mineiro é devido ao fato de as larvas adentrarem as folhas e se alimentarem do parênquima paliçádico, causando lesões e deixando um vazio entre as duas epidermes da folha, conhecidas como “minas”.

Danos

Na região atacada ocorre a formação de manchas escuras e necróticas, as quais reduzem a capacidade fotossintética da planta, comprometendo assim o seu desenvolvimento vegetativo e consequentemente a redução na produção da cultura. Outro dano ocasionado pela praga é a queda das folhas, o que também afeta a formação dos botões florais, assim como a florada.

Conforme a intensidade do ataque, pode ocorrer severa desfolha no cafeeiro, iniciando-se no terço superior e evoluindo para as regiões baixeiras da planta, comprometendo a produção do ano e também a safra seguinte, em razão dos danos causados ao metabolismo das plantas, onde o ramo vegetativo terá seu crescimento reduzido e uma baixa produtividade no segundo biênio.

Esses prejuízos ocasionam drásticas perdas de produção nas lavouras e nos lucros, bem como um aumento com gastos para recuperação das plantações, o que pode perdurar até dois anos.

Condições que favorecem a praga

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