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quarta-feira, julho 6, 2022
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Biotrigo – Há 10 anos fortalecendo a triticultura nacional

Programa de melhoramento genético visa atender a região do Cerrado, através de cultivares adaptadas desde o sistema irrigado ao sequeiro, com resistência às doenças e com excelente qualidade industrial

Foto Dirceu Portugal

A história de uma empresa surge a partir de um propósito. Mas ela se funde, com o passar dos anos, com a história de seus colaboradores e, mais ainda, no caso da Biotrigo, com toda a evolução de uma cultura.

Fortalecer a cultura do trigo sempre foi um dos propósitos dos irmãos Ottoni Rosa Filho e André Cunha Rosa, sócios-fundadores da Biotrigo Genética, que comemorou em abril 10 anos de história. Localizada em Passo Fundo, região Norte do Rio Grande do Sul, e com filial em Campo Mourão, no Paraná, a empresa atende a diversos Estados do território brasileiro, além de exportar suas cultivares de trigo para países do Mercosul e América do Norte. Atualmente, é líder na América Latina e no Brasil, com cerca de 72% do marketsharenacional.

Os irmãos empresários e melhoristas são de uma segunda geração da família dedicada à triticultura. Desde a infância acompanharam a pesquisa de trigo junto ao pai Ottoni Rosa e, após graduados em engenharia agronômica, se tornaram sócios na empresa OR Sementes.

Anos mais tarde, a empresa passou por uma cisão e os irmãos fundaram, em 2008, a Biotrigo Genética. O objetivo na fundação era entregar para o produtor trigos mais seguros e completos. “A gente acreditava que, por meio do nosso conhecimento e formando uma boa equipe, conseguiríamos evoluir ainda mais na cultura do trigo. Mas, para isso, era preciso focar mais no melhoramento genético e na gestão“, conta Ottoni.

 

O começo

Setor de melhoramento da Biotrigo realiza mais de 5 mil cruzamentos de trigo ao ano – Foto Diogo Zanatta

A nova empresa começou com apenas oito pessoas: os fundadores e mais seis funcionários. A primeira cultivar lançada exclusivamente pela Biotrigo, em 2010, foi chamada de TBIO Pioneiro 2010. Seu forte vigor proporcionava bons resultados mesmo em áreas de menor fertilidade.  Em seguida, no mesmo ano, foi lançado o TBIO Tibagi ” um trigo pão de farinha branqueadora.

“Nosso objetivo era abrir um leque de novas oportunidades e de desenvolvimento de pesquisas para impulsionar o desenvolvimento científico e tecnológico da triticultura brasileira. E temos certeza que nesta primeira década evoluímos muito. Temos maior capacidade gerencial, maior capacidade de plantar e colher experimentos, de multiplicar novas linhagens, de atender nossos clientes diretos e indiretos, de desenvolver novos negócios e, especialmente, maior capacidade de gerar conhecimento dentro do melhoramento de trigo“, relata Ottoni.

 

Trigos no Cerrado

 

Há aproximadamente 5 anos a Biotrigo começou a buscar mais informações e se aproximar da cadeia produtiva do Cerrado, desde o setor de produção, produtores, técnicos da área e multiplicadores de semente e também o setor de comercialização de grãos, junto aos principais moinhos da região.

Com isso, a empresa iniciou seu trabalho de introdução de cultivares adaptadas às características do Cerrado e que atendesse as necessidades de ambos setores da cadeia tritícola. “Características como tolerância ao calor, escassez de água quando cultivada em sistema de sequeiro, níveis de resistência às principais doenças, como Brusone, são de suma importância na qualidade industrial“, considera Deodato Matias Junior, supervisor comercial regional Norte PR, SP e Cerrado da Biotrigo Genética.

A cultivar em destaque a que ele se refere é a TBIO Sintonia, que entrega ótima adaptação, pode ser semeada desde o sistema irrigado ao sequeiro, com ótimos resultados devido ao alto nível de resistência a manchas foliares e à Brusone, principal doença do Cerrado.

TBIO Sintonia também entrega bons resultados na indústria, com excelente performance de panificação, maior mercado consumidor de farinha de trigo no Brasil. “A Biotrigo no Cerrado já conta com mais de 10 áreas de ensaios e testes, sempre em busca de novas cultivares com resultados melhores. Importante destacar que nosso trabalho tem sido consciente e de forma positiva no mercado tritícola nacional“, pontuaDeodato Junior.

 

 

Essa matéria completa você encontra na edição de dezembro de 2018 da Revista Campo & Negócios Grãos. Adquira o seu exemplar para leitura completa.

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