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domingo, junho 26, 2022
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Campo & Negócios tem agora Informe Técnico Online

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Com ainda mais informações e cheio de novidades, o novo Informe Técnico Online da Revista Campo & Negócios chega para suprir a demanda do campo, sempre ávido por questões relacionadas à produtividade, sustentabilidade, genética, enxertia, tratos culturais e comercialização.

Se você já conhece e confia no nosso trabalho, vai se surpreender com o que vem por aí. Nossos especialistas são escolhidos a dedo, sendo referência na área que atuam.

E aguarde, que não vamos parar por aqui. Em breve teremos outras culturas disponíveis para auxiliá-lo na constante tarefa de gerar alimentação e saúde para o Brasil e o mundo.

#sustentabilidade #informetécnico #hortifruti #manejo #novidades #campoenegócios #manejoagricola

Fazer download do PDF do Informe Técnico da UVA 2021

Campo & Negócios na Black Friday

A revista campo & Negócios também entrou na Black Friday.
Com o lançamento de nosso comércio eletrônico, estamos dando 50% de desconto para assinaturas feitas pelo site. É só acessar https://revistacampoenegocios.com.br/assine.

Mas se você quiser conhecer o conteúdo da revista digital antes de assinar, disponibilizamos para download as edições de Setembro da Campo & Negócios Grãos, Hortifrúti e Florestas.
Acesse: https://revistacampoenegocios.com.br/download-das-revistas

Investimentos em tecnologia e inovação apoiam produtores

Levantamento realizado pelas principais consultorias no desenvolvimento de pesquisas e análises do agronegócio apontam que a Morgan Sementes e Biotecnologia registrou crescimento acima do mercado em volume de vendas de híbridos de milho na segunda safra 2019, em comparação ao ano anterior.

Dados da Spark sinalizaram aumento de 34% na comercialização de sacas da Morgan e monitoramento da Kleffmann mostrou elevação de 28%, indicadores acima do mercado que, de acordo com a Associação Paulista dos Produtores de Sementes e Mudas (APPS), apresentou um incremento de 16% no volume de vendas este ano, movimentando 13,5 milhões de sacas na safra inverno no País.

Conforme os rankings das duas principais consultorias do mercado, a Morgan Sementes e Biotecnologia subiu para a segunda posição em market share na safra inverno 2019 e lidera nos estados do Paraná e São Paulo.

Dois dos híbridos da marca, 30A37 e MG580, estiveram entre os cinco mais vendidos da segunda safra, tanto no ranking geral como no de sementes para lavouras de alto investimento. Novamente, o 30A37 liderou a comercialização no mercado agrícola do Paraná e o MG580 foi o terceiro mais comercializado.

“Os resultados revelam o nosso compromisso com o produtor no desenvolvimento da agricultura brasileira e mostra que estamos alinhados às melhores práticas para eficiência e produtividade no campo”, afirma Diogênes Panchoni, líder de Marketing da Morgan.  

Sobre a Morgan
Criada em 2012, a Morgan é uma marca premium da LongPing High-Tech que oferece soluções inovadoras em sementes híbridas de milho para aumento da eficiência no campo. Com um posicionamento dinâmico, alinhado às necessidades do produtor, a Morgan se tornou em poucos anos uma das líderes em sementes de milho no mercado brasileiro.

Sobre a LongPing High-Tech
Líder mundial no mercado de arroz híbrido e em vegetais e milho na China, a empresa tem participação global em outros cultivos como trigo, algodão, girassol, canola e milheto. Fundada em 1999 e listada na Bolsa de Valores de Shenzhen em 2000, é totalmente dedicada ao mercado de sementes. No Brasil, iniciou suas atividades em dezembro de 2017, com unidades de produção e polos de pesquisa distribuídos pelo País.

Os caminhos que levam à alta produtividade da soja

Autores

Amélio Dall’Agnol
Pesquisador da Embrapa Soja
amelio.dallagnol@embrapa.br

Crédito: Shutterstock

É justificável a preocupação que a sociedade compartilha sobre a necessidade de aumentar a produtividade dos campos de produção, de vez que os espaços agricultáveis do planeta estão diminuindo e são cada vez menores precisamos produzir mais. E não apenas isto, precisamos fazê-lo de maneira sustentável para não comprometer a capacidade dos recursos naturais que a população atual desfruta, de prover o sustento das gerações que vierem depois de nós.

Conseguir alta produtividade num campo de produção agrícola não depende apenas do desejo do agricultor, mas da combinação de diversos fatores, em que ele entra como o gestor do processo produtivo. Caso as tecnologias sejam bem manejadas e o clima favorável, a lavoura pode alcançar altas produtividades, premiando o produtor com maior produção e acréscimo de renda, além de prestígio como principal responsável pelo sucesso da empreitada.

São muitos os fatores que contribuem para a obtenção de altas produtividades de um campo de produção agrícola, os quais poderiam ser resumidos em três grupos: ambientais, genéticos e tecnológicos. Desconhecemos o limite máximo de produtividade que um cultivo pode alcançar.

Para a soja, por exemplo, o produtor norte americano Kip Cullers teria obtido 176 sacas de 60 kg/ha ou 10.560 kg/ha, em 2010, em concurso promovido pela Associação Americana de soja (ASA). É a mais alta produtividade de soja de que se tem notícia em nível global, embora ele tenha se negado a fornecer detalhes sobre tal façanha.

No Brasil, a mais alta produtividade de soja foi obtida em 2017 no Paraná, em concurso nacional de máxima produtividade promovido pelo Comitê Estratégico Soja Brasil: 149 sacas de 60 kg/ha, ou 8.946 kg/ha.

A adaptabilidade da soja também chama a atenção nesta edição do concurso, demonstrando que o cultivo pode ser feito de Norte a Sul do Brasil. Dentre os quatro mil produtores inscritos, a região sul contemplou 61,8% deles, seguida das regiões sudeste (16,3%), centro-oeste (15,1%), nordeste (4,9%) e norte (1,8%).

O desafio demonstra uma maior participação das regiões sudeste, nordeste e norte nesta edição, em comparação às edições passadas. Dentre os 26 Estados, 54% deles participam do Desafio CESB. Já entre os 5570 municípios do Brasil, estão participando 16% do total.

Eficiência produtiva

illy destaca-se entre as marcas mais amadas do mundo

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Divulgação

illy é a marca italiana mais amada no mundo de acordo com o ranking anual ‘Love Brands 2022’ da Talkwalker – a plataforma que é líder mundial em Inteligência do Consumidor.

A empresa de Trieste ficou em segundo lugar no ranking global Love Brands (os melhores resultados para uma marca italiana), apenas abaixo da Asics (em 1º lugar) e à frente de super marcas como Jimmy Choo (7º), Muji (10º), Bosch (19º), Palmolive (20º), Lancome (21º), Nescafé (22º), L’Oreal (29º), Adidas (45º) e Apple (47º). A próxima melhor marca italiana no ranking mundial, Dolce & Gabbana, terminou em 23º lugar, seguida por Missoni em 32º e pela Alfa Romeo em 36º.

O excelente resultado foi repetido pela illy no Top 10 italiano, onde ficou em terceiro lugar atrás de Aprilia (1º) e Abarth (2º), batendo várias marcas de moda como Prada, Dolce & Gabbana, Valentino e Gucci.  Novo no ranking, o Zoom conquistou os italianos durante os meses difíceis da pandemia. Ainda no Top 10 estão duas marcas estrangeiras de renome, que têm um lugar especial no coração dos italianos: IKEA e Lego.

O estudo, realizado através do Talkwalker’s Consumer Intelligence Acceleration Platform™ em conjunto com a Hootsuite, avaliou 1.500 marcas em vários países do mundo, em um total de 2,6 mil milhões de conversas (entre julho de 2021 e março de 2022) através de redes sociais, notícias, blogs, fóruns entre outros canais. Love Brands mede a capacidade e dedicação das marcas em estabelecer um laço emocional com os seus consumidores, resultando no Top 50 do ranking mundial, e no Top 10 do ranking em cada país participante, incluindo a Itália.

“Estamos orgulhosos com o resultado – afirma Cristina Scocchia, CEO da illycaffè – porque confirma que as pessoas compreendem e reconhecem os enormes bens intangíveis contidos na marca illycaffè. Um valor que se expressa não só através da qualidade do produto e do serviço, mas também com o valor que geramos ao longo de toda a cadeia de produção com o objetivo de criar um impacto positivo nas pessoas e no ambiente”.

“Medir o conceito de amor através de interações nas redes sociais é, compreensivelmente, quase impossível, uma vez que estas são métricas intangíveis – explica Francesco Turco, Gestor de Marketing da Talkwater para Itália – No entanto, é possível medir os sintomas que demonstram paixão por uma marca, tais como:  sentimentos positivos, palavras que se referem ao amor, emoção ou alegria; e compromisso, ou a capacidade de manter a relação com a marca viva e fresca. Nos rankings deste ano – Turco ainda salienta: também consideramos uma sólida consciência social, ambiental e econômica“.

Talkwalker – Love Brands’ worldwide Top 10 for 2022

1ºAsics

2º illy

3º Colorbar Cosmetics

4º Nuxe

5º Maisons du Monde

6º Bonduelle

7º Jimmy Choo

8º Kewpie

9° Fjällräven

10º Muji

Talkwalker – Love Brands’ Top 10 for Italy 2022:

1º Aprilia

2º Abarth

3º illy

4º Prada

5º Zoom

6º IKEA

7º Dolce & Gabbana

8º Valentino

9º Gucci 10º Lego

Sobre a illycaffè

A illycaffè (http://illy.com.br/) é uma empresa italiana familiar, fundada em 1933 em Trieste, comprometida em oferecer o melhor café do mundo. A illycaffè produz um blend úncio 100% arábica, combinando 9 das melhores variedades do mundo, selecionadas pela illycaffè: todos os dias 8 milhões de xícaras de café illycaffè são servidas em mais de 140 países ao redor do mundo, em cafeterias, restaurantes, hotéis, escritórios, em cafés e lojas de marca própria, e em casa. Como resultado de suas inovações, a illycaffè contribui para o progresso da tecnologia do café em nível global. Em 1991, foi lançado no Brasil o “Prêmio Ernesto Illy de Qualidade Sustentável do Café para Espresso” para o café espresso de qualidade. A illycaffè contribuiu para o compartilhamento do know-how, pagando aos produtores um preço premium pela melhor qualidade selecionada pela própria illycaffè. Desde 2016, com o “Ernesto Illy International Coffee Award”, a empresa celebra os cafeicultores de todo o mundo que, segundo illy, têm produzido o melhor café sustentável. Desde 2013, a empresa faz parte da lista das Empresas Mais Éticas do Mundo. Em 2019, ela reforçou seu compromisso de buscar um modelo de negócios sustentável integrando o interesse das pessoas com o meio ambiente, adotando o status de Società Benefit e acrescentando este compromisso em seu próprio estatuto social. Em 2021, a illycaffè foi a primeira empresa italiana do setor cafeeiro a obter a certificação internacional como B Corp, como resultado de seu compromisso de cumprir com os mais altos padrões de desempenho social e ambiental. A empresa também fundou a Universidade do Café, que tem o objetivo de compartilhar a cultura em todos os níveis, oferecendo um treinamento abrangente e prático aos cafeicultores, baristas e amantes do café. Tudo o que é “made in illy ” é sobre beleza e arte, os valores fundamentais da marca, desde seu logotipo, projetado pelo artista James Rosenquist, até as xícaras da illy Art Collection, decoradas por mais de 120 artistas internacionais. Em 2021, a empresa contava com 1305 funcionários e um faturamento de cerca de 500 milhões de euros. Há 205 lojas de marca própria em mais de 40 países pelo mundo. Em 2021, Rhone Capital tornou-se acionista minoritária da illycaffè com o objetivo de contribuir para os planos de crescimento internacional da empresa.

Tecnologia blockchain no agronegócio

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Crédito Internet

Por Daniel Goettenauer
Especialista em Inovação do Manaus Tech Hub, iniciativa do Sidia Instituto de Ciência e Tecnologia com o propósito de contribuir com o ecossistema de inovação da região.


Podemos pensar a tecnologia blockchain como algo que permite aos usuários transferir valor, dados ou recursos, entre si, sem a necessidade de um intermediário tradicional (bancos, cartórios, etc). A troca é registrada em um “livro razão digital”, que é compartilhado por todos os usuários da blockchain. Este livro razão compartilhado fornece uma visão transparente dos detalhes dos ativos, incluindo quem possui o recurso, bem como informações descritivas, como, qualidade ou localização.

Além do registro das informações, existe o conceito, chamado de “contratos inteligentes” ou “smart contracts”, que permite aos usuários codificar partes significativas de um processo, acordo ou tarefa de fluxo de trabalho. Desta maneira, quando ocorre uma transação, o software executa automaticamente uma ação ou conjunto de ações, de acordo com as especificações do “contrato inteligente”, que nada mais é do que um programa codificado para ser executado na blockchain.

Como o blockchain auxilia no agronegócio?

A tecnologia blockchain tem sido cada vez mais explorada para beneficiar o agronegócio em diversas áreas, como por exemplo na rastreabilidade, onde já é possível rastrear toda a cadeia de suprimentos. É possível saber também a quantidade de defensivos utilizados em uma determinada produção ou monitorá-la para certificar-se de que aquele pedaço de carne ou pacote de café tenha garantido um determinado processo desde a produção até o destino. Assim, cresce também a segurança do processo, pois, com mais rastreabilidade, diminui-se o custo e aumenta a eficiência em assegurar a produção, a logística, entre outras questões.

Ainda estamos caminhando para o uso dessa tecnologia em larga escala no campo, mas é importante destacar que ela fortalece a confiança e a transparência das relações de toda a cadeia, antes, dentro e depois da porteira. Por fim, podemos dizer então, que o blockchain se torna uma prova concreta de respeito a todos os consumidores, tanto intermediários quanto finais.

Manejo de adubação da couve-flor

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Aldeir Ronaldo Silva

Engenheiro agrônomo e doutor em Fisiologia e Bioquímica de Plantas – ESALQ/USP

aldeironaldo@usp.br

Fabiano Simplicio Bezerra

Engenheiro agrônomo e doutorando em Engenharia Agrícola – Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)

fabianoagro14@gmail.com

Crédito: Shutterstock

A produção de couve-flor (Brassica oleracea var. Botrytis) no Brasil concentra-se de forma mais acentuada nas regiões sudeste e sul, principalmente em locais de altitude com temperaturas amenas e dias curtos. Porém, o mercado brasileiro de hortaliças disponibiliza cultivares de couve-flor indicadas de acordo com a adaptação às estações do ano e às horas de frio acumuladas, para o plantio no verão, meia-estação e inverno.

Os cuidados necessários na adubação da couve-flor no inverno são para contornar o problema de volatilização, principalmente dos adubos nitrogenados, que ocorre no período de inverno nas regiões centro-oeste e sudeste, época do ano caracterizada por temperaturas amenas e menores precipitações.

Neste contexto, adubos nitrogenados, como no caso da ureia, devem ser aplicados antes da chuva ou da irrigação para evitar a volatilização da amônia (NH3). Estudos indicam que as perdas de adubos nitrogenados podem chegar a atingir 24% do produto após o terceiro dia sem chuva.

Na adubação mineral com nitrogênio (N), quando se utiliza como fonte a ureia, é indicado enterrar a dose recomendada desse fertilizante entre 10 e 15 cm de profundidade, prática que diminui as perdas por volatilização.

Outra maneira de manejar a adubação no período de inverno é a partir do parcelamento da adubação, que também proporciona diminuição nas perdas por volatilização.

Manejo nutricional eficiente

As etapas necessárias para um manejo nutricional eficiente na cultura da couve-flor se iniciam pela análise de solo por meio dos atributos químicos (fertilidade e salinidade) e físicos, visto que essa hortaliça é classificada como medianamente resistente à salinidade, com pH ótimo para seu desenvolvimento entre 5,8 e 7,0.

Desta forma, quando ocorrem alterações nesses valores de pH, pode haver carências nutricionais de determinados nutrientes, como é o caso do manganês (Mn), molibdênio (Mo) e boro (B).

Com base nos resultados da análise do solo, deve-se aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 80% e o teor de magnésio (Mg) a um mínimo de 9,0 mmolc dm-3. Recomenda-se que os teores de macronutrientes para a couve-flor estejam nas seguintes faixas: nitrogênio (N) = 40-60, P = 4-8, potássio (K) = 25-50, cálcio (Ca) = 20-35 e magnésio (Mg) = 2,5-5, expressos em g/kg.

Já para micronutrientes, recomendam-se as faixas: boro (B) = 30- 80, cobre (Cu) = 4-15, ferro (Fe) = 30-200, manganês (Mn) = 25-250, molibdênio (Mo) = 0,5-0,8 e zinco (Zn) = 20-250, expressos em mg kg-1.

As quantidades de macronutrientes consideradas adequadas, em quilos por hectare (kg/ ha-1) para a maioria das regiões variam de: 50 kg/ha a 320 kg/ha de P2O5 no plantio, 50 kg/ha a 100 kg/ha de K2O no plantio, 50 kg/ha a 120 kg/ha de K2O em cobertura, 60 kg/ha a 80 kg/ha de N no plantio e 15 kg/ha a 200 kg/ha de N em cobertura.

Para micronutrientes, de 3,0 a 6,0 kg/ha de B, juntamente com os demais fertilizantes químicos na ocasião do plantio. Também é indicada uma semana após o plantio a pulverização com B três vezes durante o ciclo. Além disso, deve-se aplicar Mo também em pulverização, 20 dias após o plantio.

Ressalta-se que essas dosagens de adubos citadas possuem grandes variações, por depender de diversos fatores, como: avaliação da fertilidade do solo, recomendações dos manuais de adubação de cada região/Estado, manejo adotado, cultivar utilizada e histórico de uso da área.

Na adubação orgânica, recomenda-se utilizar doses de 40 a 60 t/ha de composto orgânico curtido, a depender do teor de matéria orgânica (MO) do solo.

Produtos úteis

Os produtos que podem ser úteis no fornecimento de nutrientes para o desenvolvimento da couve-flor no período de inverno são os fertilizantes de liberação lenta (fertilizantes recobertos, encapsulados, insolúveis em água ou lentamente solúveis).

Dentre esses fertilizantes, o mercado de fertilizantes disponibiliza a ureia recoberta com enxofre, que atua diminuindo o pH e, consequentemente, a perda desse nutriente. Porém, o custo é de cerca de duas a três vezes maior que da ureia convencional. Logo, ainda é mais economicamente viável aplicar uma quantidade maior de ureia do que produtos deste tipo.

Outros fertilizantes de destaque são os estabilizados, que contêm aditivos que aumentam o tempo de disponibilidade de N no solo (retardando a volatilização e proporcionando uma maior janela para a incorporação pela água), por meio do inibidor de urease e nitrificação.

Diversos estudos têm comprovado que a adição de inibidor de urease à ureia pode reduzir em até 80% as perdas de N por volatilização de amônia. Tem-se como exemplo inibidores de uréase, como é o caso do NBPT (N-(n-butil) tiofosfórico triamida, composto mais promissor desenvolvido até o momento.

Outra opção na fertilização mineral que tem sido amplamente difundida é o uso de nitratos que, por não sofrer perdas por volatilização, pode ser aplicado com o solo seco, como é o caso da condição de inverno nas regiões sudeste e sul.

Erros frequentes

Entre os erros mais comuns na utilização dessa prática, destacam-se as dosagens elevadas, provocando um efeito tóxico para as plantas que diminui a absorção de outros nutrientes importantes.

Quanto à forma de aplicação, algumas culturas são mais adequadas que seja feita a aplicação via solo em subsuperfície, em comparação a lanço. Quanto à aplicação via foliar, recomenda-se que seja feita em temperatura alta, além de evitar dias com velocidade do vento alta.

Girassol é aliado no controle de pragas no tomate

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Crédito: Ana Maria Diniz

Daniele Maria do Nascimento

Engenheira agrônoma, doutora em Proteção de Plantas e professora – Universidade Federal de Lavras (UFLA)

danielenascimento@ufla.br

Marcos Roberto Ribeiro Junior

Engenheiro agrônomo e doutorando em Proteção de Plantas – UNESP

marcos.ribeiro@unesp.br

Adriana Zanin Kronka

Engenheira agrônoma, doutora em Fitopatologia e professora – UNESP

adriana.kronka@unesp.br

A beleza do girassol não encanta somente os nossos olhos. Insetos também se sentem atraídos pela planta, pelo menos é o que estudos vêm indicando há anos. Isso acontece porque superfícies amarelas emitem um comprimento de onda específico que atrai diferentes insetos, dentre eles os besouros desfolhadores, popularmente conhecidos como “vaquinhas”, que são pragas importantes no tomateiro.

Não é à toa que armadilhas adesivas para monitoramento de pragas têm essa coloração. Mas, por que o amarelo? Insetos associam essa coloração com a presença de pólen e, consequentemente, néctar nas flores. Desse modo, para insetos que são atraídos pela cor, o girassol pode atuar como planta armadilha, auxiliando no monitoramento e controle de insetos-pragas.

Como implementar a técnica

O girassol deve ser semeado na bordadura da lavoura, pois assim ele cria uma barreira física em torno da cultura, e os insetos que estarão se alimentando das flores e inflorescências do girassol não migrarão para a cultura principal.

A distância entre essa bordadura cultivada com o girassol e o cultivo dependerá da espécie de planta que está sendo cultivada. No caso do tomate, recomenda-se uma distância de um metro entre filas duplas e 2,4 metros entre filas principais. Em outras culturas, esse espaçamento pode ser reduzido para até um metro.

Ciclos

O tomate tem um ciclo que pode variar entre 95 a 125 dias, e o ciclo vegetativo do girassol é um pouco menor. Para se ter inflorescências do girassol durante todo o ciclo do tomateiro, é necessário transplantar as mudas de girassol para as bordaduras, e recomenda-se que o produtor mantenha um cultivo de mudas em paralelo, para transplantar para a bordadura quando necessário.

Mas, atenção! Para cultivos em estufas essa prática não é recomendada, pois beneficia a multiplicação dos insetos em um ambiente fechado, além do que, as condições de temperatura e umidade favorecem o desenvolvimento de algumas pragas, como os ácaros e mosca-branca.

Mais lucro

É possível, ainda, explorar outras potencialidades da cultura, como a extração do óleo e a comercialização dos grãos para alimentação humana e/ou animal. O consórcio de culturas consiste no plantio simultâneo de duas ou mais culturas na mesma área, uma prática que, se bem planejada, reduzirá a incidência de pragas e doenças na lavoura.

Nesse caso, o girassol é consorciado com outras culturas, semeando-se, por exemplo, uma fila de girassol a cada duas ou três filas da cultura principal.

Resultados

O Sistema de Produção Integrada do Tomate (Sispit) preconiza a adoção das boas práticas agrícolas, minimizando o uso de defensivos sintéticos e buscando aliar uma produção mais sustentável às exigências de produtividade.

As aplicações iniciais de inseticidas para controle de lagartas e vaquinhas diminuem em até 30%, com o plantio do girassol nas bordaduras. Produtores da região do Alto Vale do Rio do Peixe, localizada em Caçador (SC), que já adotam esse sistema há anos, relatam que o uso do girassol como armadilha vem permitindo uma redução de até cinco aplicações de inseticida na lavoura.

Desde 2004, essa técnica vem sendo recomendada na região, pela Estação Experimental da Epagri em Caçador (EECD).

A prática também é benéfica para insetos polinizadores (abelhas mamangavas) e inimigos naturais das pragas, como as joaninhas e percevejos, que também são atraídos pela inflorescência.

Não só para o tomate

Outras culturas também se beneficiam do girassol como armadilha, dentre elas podemos citar o amendoim, brócolis, feijão, milho, repolho e soja. Uma outra abordagem para essa prática é visando a conservação dos inimigos naturais, como citado anteriormente.

Nesse sentido, o consórcio entre culturas como sorgo e girassol tem apresentado bons resultados na redução populacional de importantes pragas.

Um estudo conduzido na Unesp, campus de Jaboticabal, demonstrou que o consórcio amendoim-girassol-amendoim-sorgo apresenta uma maior diversidade e maior número de espécies de insetos predadores, com potencial para combater as pragas da cultura.

O uso dessa planta-armadilha é mais uma ferramenta para o manejo integrado de pragas, mas ressalta-se a importância das demais estratégias de controle, como o químico e o biológico, que devem ser implementados em conjunto, para que o produtor venha a obter sucesso no controle de tais pragas.

Buscas por LED para plantas crescem 73%

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Segundo o relatório “Indoor Farming Market Size, Share & Trends Analysis 2021-2028”, a estimativa é de que o mercado global de agricultura indoor chegue a US$ 75,3 bilhões até 2028, apresentando uma taxa de crescimento anual de 10,9% de 2021 a 2028.

A agricultura indoor, também conhecida como agricultura em ambiente controlado (controlled environment agriculture), é uma forma de cultivo em ambiente fechado em que se otimiza artificialmente todos os fatores ambientais que afetam o crescimento e a produção vegetal, como nutrientes, água, temperatura, umidade relativa, iluminação e composição do ar.

Entre um dos pontos analisados no relatório que explica seu crescimento ao nível internacional, está a crescente demanda por alimentos, devido ao aumento da população. Além disso, fatores como a diminuição do abastecimento de água, a urbanização e as mudanças climáticas contribuíram para a perda de terras aráveis.

Para seu funcionamento, esse tipo de agricultura necessita de uma iluminação adequada. Consequentemente, o LED, o tipo de luminária mais adequado para esse setor, também vem ganhando espaço e destaque. De acordo com a Onnoled, divisão de negócio de soluções de iluminação sustentável da Varixx, a busca por esse produto cresceu 73% somente no trimestre de 2022, comparado ao mesmo período de 2021.

E não para por aí, a pesquisa também apontou que no e-commerce da marca, o LED para plantas representa 90% de suas vendas. “Analisando o perfil dos compradores, nos surpreendemos, porque além do segmento de agronegócios, os hotéis e locais domésticos, também estão investindo nessa tecnologia. Inclusive, fechamos uma parceria com um hotel de grande nome de São Paulo”, conta Castellane Ferreira, (Diretor & Engenheiro), da Onnoled.

A combinação da ciência da planta e controle dinamizado de iluminação artificial para fornecer comprimentos de onda necessários em intensidade e duração certas para diferentes tipos de cultivos, é o que atrai moradores e empresários que desejam ter ambiente verdes dentro da sua casa ou negócio, sem a necessidade de exposição à luz solar, que dependendo da sua localização, pode ser de difícil acesso.

Outro benefício, é que se torna uma ótima opção para quem deseja ter suas próprias mudas de cultivo, sejam floríferas ou frutíferas, mas não possuem quintais ou jardins.

Foto: Iluminação Onnoled aplicada em ambientes domésticos.

“O modelo de produção indoor utilizando iluminação artificial LED, pode alcançar de imediato consumidores localizados em grandes centros urbanos e alinha-se, dessa forma, a alguns dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, entre eles o ODS nº 11, que versa sobre cidades e comunidades mais resilientes e sustentáveis. E também ODS nº 12, que fala sobre padrões de produção e consumos sustentáveis, com metas referentes ao uso eficiente dos recursos naturais. Incluindo a redução do desperdício de alimentos e das perdas ao longo das cadeias de produção e de abastecimento, e da redução do uso de produtos químicos prejudiciais ao meio ambiente e à saúde humana.”, complementa o especialista.

Por fim, Ferreira explica que é possível customizar esse tipo de luminária, como tamanho, potência, cor e lentes para cada projeto de cultivo vertical de alto desempenho. E que isso, nada mais é do que uma prévia do que a tecnologia tem a nos oferecer.

Sobre a Onnoled

A Onnoled é uma divisão de negócio de soluções de iluminação sustentável da Varixx. A Onnoled combina a mais inovadora forma de iluminação, com a melhor escolha em economia, durabilidade e sustentabilidade.

Sobre a Varixx

A Varixx é uma fabricante líder no mercado brasileiro em soluções para eletrônica de potência, semicondutores e iluminação LED. Detentora de inúmeras patentes tecnológicas, a companhia vem se reinventando nas últimas décadas baseada em três pilares: ambientes mais seguros, operações inteligentes e produção responsável.

MIPD no abacaxizeiro: como fazer?

O Brasil é o segundo maior produtor mundial de abacaxi (Ananas comosus L. (Bromeliaceae)) Mernil. Em 2020 foram produzidos 2,4 milhões de toneladas, com uma área de cultivo de 64,8 mil hectares.

A maior parte da produção é direcionada ao abastecimento do mercado interno, no entanto, 4,9 milhões de quilos da fruta foram exportados em 2020, o que representou um crescimento de 110% em relação ao ano anterior, gerando uma receita de mais de 2,8 milhões de dólares (Abrafrutas, 2020).

As cultivares mais utilizadas no Brasil são o abacaxi Pérola, o Havaí e recentemente tem se intensificado as pesquisas com a cultivar Imperial, devido à resistência à fusariose (Fusarium guttiforme), a principal doença do abacaxizeiro.

Em destaque

Os principais problemas fitossanitários da cultura do abacaxi são: a fusariose, murcha (Pineapple mealybug wil associated virus) promovida por infestação de cochonilha (Dysmicoccus brevipes, Hemiptera: Pseudococcidae), ácaro alaranjado (Dolichotetranychus floridanus (Acari: Tenuipalpidae)), broca-do-fruto (Strymon megarus (Lepidoptera: Lycaenidae)) e broca-do-talo (Castnia invaria volitans (Lepidoptera:Castniidae)).

Cuidados pré-plantio

O abacaxi é plantado a partir de mudas provenientes da própria lavoura.. Dentre os cuidados pré-plantio devemos destacar a seleção das mudas – não utilizar mudas infestadas com cochonilha ou qualquer outra praga, priorizando as mudas saudáveis, sem sinais de fusariose ou doenças.

O preparo das mudas começa no campo, pelo seccionamento dos talos. Assim que colhidos os frutos, as mudas passam pela remoção das folhas, em que são preservadas as bainhas.

No viveiro de mudas remove-se as bainhas e as mudas devem ser vistoriadas afim de eliminar aquelas infestadas ou contaminadas, transplantando para o substrato apenas as que apresentarem qualidade.

A cultivar Imperial apresenta boa resistência à fusariose, no entanto, devido a características como menor tamanho, quando comparado aos frutos da cultivar Pérola e Havaí, o produtor deve realizar um estudo de mercado, antes da tomada de decisão.

Outra opção seria a utilização de mudas micropropagadas isentas de doenças e pragas, no entanto, haverá o aumento considerável dos custos com a implantação da lavoura.

Amostragem

O monitoramento deve ser realizado semanalmente ou a cada duas semanas. O caminhamento no talhão deve ser feito em zigue-zague, amostrando-se 10% das plantas. No caso da cochonilha, por se tratar de um inseto vetor, o nível de controle adotado é presença ou ausência.

A destruição de restos culturais é uma das táticas mais eficientes na infestação de ácaros e cochonilhas. Da mesma forma, recomenda-se a retirada das plantas infestadas com a broca-do-talo, afim de evitar o aumento da infestação na área de cultivo.

O controle químico é uma ferramenta a mais no manejo de pragas do abacaxizeiro, mas não tem muitos produtos registrados para o controle das pragas citadas acima. Segundo o Agrofit (2022), os produtos registrados para cochonilha (Dysmicoccus brevipes), ácaro (Dolichotetranychus floridanus) e broca-do-fruto (Strymon megarus) são cerca de sete.

Como mencionado anteriormente, o controle químico é uma ferramenta a mais no manejo de pragas do abacaxizeiro, no entanto, no caso das brocas o controle biológico evita que o dano ocorra, preservando a integridade da planta e do fruto.

Para o controle da broca dos frutos, muitos produtores adotam a cobertura dos frutos com jornal assim que a floração finaliza, no entanto, a prática requer muita mão de obra e em lavouras orgânicas o jornal não pode ser utilizado devido à tinta da impressão.

Controle biológico

Para o controle da broca-dos-frutos e broca-do-talo, pode-se adotar o controle biológico utilizando-se parasitoides de ovos do gênero Trichogramma. Estudos realizados utilizando Trichogramma pretiosum e Trichogrammatoidea annulata De Santis na dosagem de 100 mil (cada) resultaram em controle efetivo da broca dos frutos, com custo até 50% menor que o uso de inseticidas químicos.

A liberação de Trichogramma spp. promove o controle dos ovos das pragas na área, evitando que as lagartas emerjam e realizem os danos no fruto ou no talo das plantas. O controle biológico com Trichogramma spp. é realizado periodicamente a partir do monitoramento da área de cultivo.

Além de evitar que os danos ocorram por controlar a praga ainda em fase de ovo, não há período de carência, por se tratar de um biológico. Além disso, o uso do controle biológico é compatível com o sistema de cultivo orgânico, facilitando a exportação.

Uso de inoculantes: reflexos no crescimento do cafeeiro

Crédito Daniel Vieira

Bruno Englerth Pedrozo

bruno_englerth@hotmail.com

Natanael Motta Garcia

natanaelmottagarcia@outlook.com

Graduandos em Agronomia – Centro Universitário de Ourinhos (UNIFIO)

Marcelo de Souza Silva

Engenheiro agrônomo, doutor e professor – UNIFIO

mrcsouza18@gmail.com

Os produtos biológicos apresentam-se como uma nova ferramenta para o manejo de pragas e doenças na cafeicultura. Além disso, existem pesquisas que mostram que o cafeeiro pode se beneficiar de outros microrganismos, como os inoculantes, capazes de melhorar o crescimento vegetativo, com potencial de aumento de produtividade no futuro.

Entenda

Inoculação é uma técnica que vem sendo aderida a vários produtores. Esta técnica é à base de microrganismos biológicos capazes de auxiliar o desenvolvimento e atividades benéficas para a planta, como o aumento do crescimento, melhor desenvolvimento e melhora na absorção de nutrientes.

Esses insumos biológicos atuam em diferentes processos do desenvolvimento vegetal. Em leguminosas, são responsáveis pela formação de nódulos que intensificam o processo natural de fixação biológica de nitrogênio (FBN), pelo qual o nitrogênio presente na atmosfera é convertido em formas que podem ser utilizadas pelas plantas, processo realizado por bactérias.

Na cafeicultura

No café, os benefícios poderiam ser destacados pelo incremento do volume de raízes das plantas, proteção contra o ataque de nematoides, além da solubilização do fósforo presente no solo, melhorando a absorção deste e de outros nutrientes pela planta, podendo consistir em ferramentas garantidoras do aumento produtivo.

Os produtos biológicos têm como objetivo fornecer aos agricultores mecanismos que protejam suas lavouras dos efeitos de pragas e doenças não desejadas, sem colocar em risco a saúde do homem e sem causar danos à fauna silvestre, evitando o surgimento de resistência a pragas.

Desta forma, quanto mais se utiliza produtos biológicos, melhor a planta responde de forma natural equilibrada, concentrando seu gasto energético na produção e grãos. Nas últimas safras, o uso de produtos biológicos ganhou destaque na cafeicultura, sobretudo entre os produtores de café especiais e certificados.

Neste segmento as normas para produção são mais rigorosas quanto ao controle de insumos e sua procedência. Assim, o tratamento das plantas com alternativas biológicas auxilia na resposta natural e equilibrada, em que ela pode concentrar seu gasto energético na produção de grãos perfeitos.

Além disso, o manejo biológico também favorece a obtenção de certificações orgânicas e socioambientais. Vale destacar que esses agentes, que atuam no controle de pragas, são fungos, vírus e bactérias, chamados de inimigos naturais.

Sua aplicação no campo se assemelha a produtos tradicionais, quanto à forma e equipamentos de aplicação, com algumas particularidades específicas de cada agente.

Os inoculantes

Em relação aos inoculantes, formulados também à base de microrganismos benéficos, apresentam baixo custo, não causam danos ambientais e podem ser utilizados como complemento aos fertilizantes.

Além disso, a adição de inoculantes no solo pode acelerar a ciclagem de nutrientes, aumentar a liberação de fósforo presente na matéria orgânica e enriquecer biologicamente o solo, favorecendo direta e indiretamente outros mecanismos de desenvolvimento das plantas, como promoção do crescimento, radicular e da parte aérea.

A maioria dessas bactérias e fungos que se associam ao café também é conhecida pela sua capacidade de produzir hormônios de crescimento das plantas. A produção dessas substâncias promotoras de crescimento pode estimular o aumento da densidade de pelos e da superfície radiculares, da taxa de aparecimento de raízes secundárias e da superfície radicular.

Esse incremento resulta em melhoria na absorção de água e nutrientes, aumentando assim a capacidade de a planta produzir e suportar estresses ambientais.

Cuidados no uso do produto

É importante verificar se o produto é registrado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), evitando aqueles sem a garantia de estirpes e de qualidade duvidosa, e buscar sempre por cepas recomendadas pela pesquisa.

Verificar o prazo de validade do inoculante, que deve constar na embalagem, e certificar-se de que o produto foi conservado em condições adequadas de temperatura (no máximo 30°C) e de umidade.

Após a aquisição, conservar o inoculante em local arejado e protegido do sol até o momento de sua utilização, uma vez que o inoculante contém bactérias sensíveis ao calor.

Não utilizar um inoculante registrado para a cultura específica em outra planta. A operação de inoculação deve ser feita à sombra, nas horas mais frescas do dia, pela manhã ou à noite.

Devem ser seguidas as recomendações de dosagem e aplicação fornecidas pelo fabricante do inoculante. Em solos de primeiro ano de plantio, a dose recomendada é o dobro da dose normal. Utilize uma calda açucarada quando aplicar em sementes, para melhor fixação do inoculante.

Custo-benefício

Em alguns casos, os produtos naturais podem ser comprados a preços mais baixos do que os pesticidas químicos/sintéticos. Mas, além disso, ao longo prazo, os produtos biológicos podem ser muito rentáveis, uma vez que promovem uma melhor saúde do solo e evitam as aplicações repetidas de pesticidas químicos que se revelam malsucedidos/indutores de resistência.

O uso do controle biológico clássico pode ser uma solução permanente e autossuficiente. Uma vez implementado, não há necessidade de reaplicar.

Corteva Agriscience participa da 18ª edição do Agronegócios Copercana

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Foto Ana Maria Diniz

A Corteva Agriscience, por meio da sua Linha Cana, participa, de 27 a 30 de junho, em Sertãozinho (SP), da 18ª edição do Agronegócios Copercana. O evento, promovido pela Cooperativa dos Plantadores de Cana do Oeste do Estado de São Paulo (Copercana), é considerado um dos principais na disseminação e acesso a tecnologias relacionadas à cultura canavieira. Para a feira, a companhia contará com um estande onde apresentará as principais novidades e inovações desenvolvidas para maximizar a produtividade e rentabilidade do canavial.

A Linha Cana da Corteva oferece um portfólio robusto para a cultura, composto por herbicidas, inseticidas, fungicidas, maturadores e soluções biológicas lançadas recentemente. Em biológicos, os destaques são o inoculante para solubilização de fósforo Omsugo™ Eco e o nematicida microbiológicos Inlayon™ Eco. As soluções permitem o uso equilibrado com os produtos convencionais de proteção de cultivo, com desempenho comprovado de maneira inovadora e com sustentabilidade.

O Omsugo™ Eco é composto por duas cepas distintas, exclusivamente selecionadas e desenvolvidas pelos pesquisadores da Embrapa nos últimos 18 anos. Ele aumenta a disponibilidade do fósforo que fica retido no solo e na matéria orgânica. Além disso, maximiza a eficiência nutricional das plantas através de um melhor aproveitamento da adubação fosfatada, contribuindo com ganhos na produtividade e longevidade do canavial e na otimização dos investimentos passados e futuros do campo.
 

Já o nematicida Inlayon™ Eco ajuda a maximizar o potencial produtivo das plantas e a proteger as raízes, contribuindo para uma lavoura mais saudável e produtiva. Com uma cepa exclusiva, descoberta em solo brasileiro, é originalmente eficaz no controle dos principais nematóides, proporcionando o melhor estabelecimento da planta.
  Outro destaque da linha para a 18ª edição do Agronegócios Copercana é o Revolux®, inseticida para o controle da broca, uma das principais pragas da cultura. Composto por dois ativos, Jemvelva Active TM e Metoxifenozida, Revolux® atua com dois modos de ação diferenciados para uma proteção prolongada da cana, com seletividade aos inimigos naturais, e tornando-se um produto referência para o manejo integrado de pragas (MIP) ao permitir rotacionar modos de ação dentro da estratégia do manejo de resistência. Os visitantes também poderão conhecer o Coact®️, o herbicida seletivo que pode ser aplicado em cana-planta e cana soca, em pré e pós-emergência da cultura, durante todo o ano.

A tecnologia como segredo da lavoura de soja irrigada mais produtiva do Brasil

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Eduardo Burck de Sousa Costa, produtor rural
Crédito Divulgação

A safra 2021/2022 foi a quinta da história do jovem produtor Eduardo Burck de Sousa Costa. A primeira embaixo de pivô. E já faz história como a lavoura de soja irrigada mais produtiva do país.
“Nós realmente não esperávamos. Fomos surpreendidos e estamos muito felizes. O segredo é fazer o básico bem feito: planejamento, equipe e execução, aliado, claro, à tecnologia”, conta Eduardo, que comanda a propriedade em Arroio Grande, no Rio Grande do Sul,  que atingiu produtividade de 117,41 sacas/ha. O resultado garantiu o primeiro lugar no Desafio Nacional de Máxima Produtividade na categoria irrigada, promovido pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (Cesb), com mais de 5400 inscritos.
Eduardo tem apenas 28 anos e é a terceira geração de produtores da família. Foi em 2017, após se formar em Agronomia, que ele assumiu o comando da lavoura de soja. Em 2020, inovou trazendo o pivô central para o negócio. 
“No começo, quando trouxe a ideia, a família resistiu, principalmente ao avaliarem os investimentos e a dificuldade da logística. Eram um pouco céticos quanto aos possíveis resultados. Mas eu garanti e recebi um suporte muito bom deles para que eu desse os primeiros passos na irrigação”, relembra, acrescentando: “E, hoje, eles reconhecem o valor da tecnologia.”
Os três pivôs instalados na fazenda foram adquiridos no estande da Valley na ExpoDireto, em Não-Me-Toque (RS), em março de 2020. Os equipamentos não chegaram sozinhos. O produtor investiu ao mesmo tempo em uma estação meteorológica e na plataforma técnica do Valley Scheduling. “Com certeza, essa tecnologia embarcada garantiu o sucesso. Foi decisiva. Os algoritmos apontados pelo sistema embasavam nossas decisões. Conhecíamos o nosso solo e a necessidade de água da planta em cada estágio. Sabíamos como e quanto irrigar”, explica.
O resultado foi uma produtividade média de 30 sacas/ha a mais na área irrigada em comparação com a de sequeiro. A propriedade conta com 910 hectares plantados com soja e pouco mais de 350 são irrigados. “Com certeza, queremos ampliar essa área: só assim conseguiremos sustentabilidade no negócio. Para o futuro o que queremos é bater o nosso próprio recorde”, estabelece, garantindo que quer continuar a parceria com a Valley. 
Sobre o Valley Scheduling. A tecnologia utilizada por Eduardo Costa é um software de gerenciamento avançado que fornece recomendações de irrigação fáceis de entender com base em dados científicos reais sobre seu solo, tipo de cultura, estágio de desenvolvimento e condições climáticas atualizadas automaticamente. A ferramenta é de simples uso e torna o gerenciamento das demandas de irrigação fácil e eficiente.

Aviação Agrícola: a importância da lubrificação na eficiência e segurança da atividade

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Crédito Divulgação

De acordo com Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), o Brasil possui cerca de 2.083 aeronaves agrícolas, a segunda maior frota do mundo, fora 240 empresas e 548 operadoras privadas. Além disso, há quem fale que nossa frota é uma das melhores do mundo, utilizando modernas tecnologias que ajudam na produtividade na produção de alimentos e combate à incêndios.

E para garantir o pleno funcionamento dessas máquinas, é preciso observar um componente importante para diversas de suas partes: o lubrificante. A lubrificação é essencial para manter a performance do avião, diminuindo os intervalos de manutenção e revisão geral. Outros problemas comuns são o aumento da inatividade do avião, falhas no motor e até queda da aeronave.

“A lubrificação correta é um ponto crítico para garantir a segurança e evitar que acidentes graves aconteçam. Utilizar um lubrificante errado ou de má qualidade acarreta diversas perdas, como o aumento do consumo de combustível, além do mau funcionamento das peças e perda de desempenho no voo”, explica Luiz Maldonado, CEO da Lubvap Lubrificantes Especiais, empresa de distribuição com mais de 15 anos no mercado de soluções em lubrificação industrial.

A aviação agrícola é uma das atividades consideradas essenciais à sociedade, uma vez que o avião agrícola se tornou imprescindível para a produção de alimentos, fibras, biocombustível e o combate a queimadas. Somente em 2019, foram realizados mais de 1.800 lançamentos de água contra incêndios em áreas de preservação ambiental e lavouras. “A lubrificação é feita rotineiramente e é preciso fazer um checklist a cada novo voo ou a cada 50h e 100h voadas. Neles, observamos o nível do óleo lubrificante, os pontos de articulação de pouso, os lubrificantes do motor e do rolamento das rodas”, completa Maldonado.  

Apesar de simples, os motores precisam de atenção especial, já que trabalham com altas temperaturas e rotações. O mercado de lubrificação oferece opções de alto desempenho que promove excelente estabilidade térmica e oxidativa, resistindo a deterioração e formação de depósitos nas fases líquida, vapor e espuma, como o caso dos lubrificantes especiais linha Mobil Jet Oil, linha AeroShell e a NYCO. “Os produtos precisam ter aprovações aeronáuticas e oferecer eficiência no prolongamento da vida do motor, resistência à corrosão e desgaste e resistência à água, por exemplo”, finaliza o CEO.

A Lubvap é referência no mercado de lubrificantes biodegradáveis para diversos setores, como Offshore, Agronegócio e muitos outros. Possui em seu portfólio de produtos diversas opções que atendem qualquer necessidade, como Graxas Especiais Biodegradáveis; Fluidos Hidráulicos e, para engrenagens, Fluidos de Corte; Protetivos contra Corrosão; Desengraxantes; e Hand Cleaner Biodegradáveis.