Buva na soja: matocompetição reduz a produtividade

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plantação de soja
Divulgação

Trabalho elaborado pelos doutorandos da Universidade Federal do Paraná (UFPR) verificou as perdas em produtividade causadas pela buva na soja.

Juliano Bortoluzi Lorenzeti e Maikon Tiago Yamada Danilussi, juntamente com os professores Alfredo Junior P. Albrecht e Leandro P. Albrecht fizeram três experimentos na safra 2016/17 e mais três na safra 2017/18, em áreas comerciais no município de Palotina (PR).

As populações de buva foram implantadas 15 dias antes da semeadura e ao final do ciclo foi realizada a colheita e determinada a produtividade por tratamento.

Queda de produtividade

Nos dois anos de estudo, a soja cultivada sem a presença de plantas daninhas apresentou elevada produtividade, atingindo média de 4.075 kg/ha ou 67,9 sc/ha. Quando a cultura da soja se desenvolveu sob interferência das plantas de buva, a produtividade foi reduzida para uma produtividade de até 40 sacas/ha.

Com a presença de apenas uma planta da buva por metro quadrado, a soja deixou de produzir 14%, ou 9,4 sacas por hectare. Sob a interferência de duas e três plantas de buva houve redução da produtividade de 21% e 23%, perda de 14,3 e 15,5 sc/ha, respectivamente.

A soja em desenvolvimento na presença de quatro e seis plantas de buva por metro quadrado teve redução de 33% e 43% na produtividade, e perda de 22,5 e 29,2 sc/ha. Com 8,0 plantas/m-2 a buva gerou perda de 32,8 sc.ha-1, produtividade 48% inferior à da soja sem interferência da buva.

A maior redução da produtividade ocorreu quando a soja se desenvolveu na presença da maior população de buva, de 10 plantas/m-2. A soja sob interferência dessas plantas daninhas teve produtividade de 1.669 kg/ha causando 59% de redução em comparação com a produtividade da testemunha.

Competição

O trabalho mostra que a resistência ao herbicida glifosato permitiu o desenvolvimento da buva junto com a soja competindo por espaço, luz, água e nutrientes. Recentemente, a resistência a outros herbicidas, como clorimuron e, principalmente, paraquat, dificultaram o controle da planta daninha.

Considerando que a dessecação pré-semeadura da soja é o principal momento de controle para plantas daninhas, a resistência ao herbicida paraquat reduziu drasticamente a eficiência de controle durante este manejo.

As falhas neste manejo permitem o desenvolvimento da buva durante o ciclo da soja e consequente redução da produtividade. Com a evolução das moléculas, produtos cada vez mais modernos e eficazes ajudam no combate às daninhas como a buva.

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