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quarta-feira, julho 6, 2022
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Cálcio e aminoácidos promovem sanidade ao tomateiro

Talita de Santana Matos

Doutora em Agronomia

Elisamara Caldeira do Nascimento

Doutora em Agronomia e professora ” Secitec ” MT

Glaucio da Cruz Genuncio

Professor de Fruticultura ” Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)

glauciogenuncio@gmail.com

Crédito Ana Maria Diniz
Crédito Ana Maria Diniz

O cálcio (Ca) é um nutriente indispensável para manter a estrutura e o funcionamento normal das membranas, principalmente a membrana plasmática. Atua de modo predominante no equilíbrio entre a acidez e a alcalinidade do meio. É componente estrutural da parede celular, mais precisamente da lamela média e, como tal, relacionado diretamente aos acontecimentos envolvidos na divisão e elongação celular.

Está presente na planta na forma de sais insolúveis de ácidos orgânicos, sendo importante na estabilidade dos cromossomos. Apesar de não fazer parte da membrana celular, sua função na permeabilidade, transporte e manutenção da integridade é fundamental para a célula.

Regula a permeabilidade diferencial. Sendo assim, na ausência de um fornecimento suficiente de Ca, as membranas perderão efetividade como barreiras para a livre difusão de íons (entrada e saída) e na seletividade.

Apresenta como outras funções: a neutralização dos ácidos orgânicos (formação de sais), regulação da pressão osmótica e do pH celular. Também está relacionado com as funções dos sistemas enzimáticos específicos e sua presença se reconhece na ativação de substâncias reguladoras do crescimento e desenvolvimento. Em baixas concentrações, estimula a absorção de outros íons.

Dessa forma, o Ca pode aumentar a resistência a algumas doenças, pois facilita a prevenção e altera o ambiente externo, atuando na sobrevivência, germinação e penetração dos patógenos, interferindo assim na interação planta x patógeno x ambiente.

O cálcio é um nutriente necessário na translocação e armazenamento de carboidratos e proteínas, tornando-se importante no desenvolvimento das raízes. Por ser imóvel na planta, o sintoma típico de deficiência surge como clorose internerval nas folhas mais novas. Outros sintomas podem ocorrer, tais como queda das flores e crescimento reduzido das raízes.

Versatilidade dos aminoácidos

Crédito Shutterstock
Crédito Shutterstock

Já os aminoácidos apresentam, entre outras funções, interação com a nutrição das plantas, aumentando a eficiência na absorção, transporte e assimilação dos nutrientes. A quelação de cátions com aminoácidos gera moléculas sem cargas, reduzindo o efeito das forças de atração e repulsão da cutícula da folha, elevando a velocidade de absorção dos nutrientes.

São caracterizados como moléculas estruturais, enquadrados por alguns pesquisadores como antiestressantes, eficazes nos processos morfofisiológicos do vegetal como precursores de hormônios endógenos ou como ativadores de enzimas e da disponibilização de compostos capazes de promover tolerância a estresse.

Esses compostos são descritos como produtos que podem reduzir o uso de fertilizantes e aumentar a produção e resistência ao estresse causado por temperatura e déficit hídrico. Apresentam grande permeabilidade na cutícula via pulverização foliar, e dessa forma aumentam sua eficiência.

O uso de aminoácidos na agricultura tem sido praticado por várias décadas, no Brasil e no mundo, em diversas culturas. Estes são moléculas de características estruturais em comum, formadas por um carbono central, quase sempre assimétrico, ligado a um grupamento carboxila (COOH), um grupamento amino (NH2) e um átomo de hidrogênio.

Além destas três estruturas, os aminoácidos apresentam um radical chamado genericamente de “R“, que diferencia os mesmos.

Esses elementos primários utilizados para sua síntese são obtidos pelas plantas: carbono e oxigênio obtido a partir do ar, o hidrogênio da água do solo, formando hidratos de carbono por meio da fotossíntese e combinados com o nitrogênio que as plantas obtêm a partir do solo e do ar.

A planta exige uma grande quantidade de energia para sintetizar este processo. Aplicando aminoácidos nas plantas estamos economizando a energia que a planta precisa para sua síntese e ainda a disponibilizando para ser usada em inúmeros processos bioquímicos que visam aumentar a produção.

Contudo, as melhores respostas dos aminoácidos têm sido em situações de estresses bióticos, como aqueles relacionados ao ataque de pragas e doenças, e abióticos, como desordens nutricionais, climáticas, deficiências hídricas ou estresses relacionados à aplicação de defensivos.

Sendo assim, o uso de quelatos formados por cátions + aminoácidos aumenta a capacidade de circulação de nutrientes pelas membranas, culminando em um importante componente da nutrição de plantas, a translocação de nutrientes pouco móveis pelos vasos do floema.

Essa matéria completa você encontra na edição de setembro de 2018 da Revista Campo & Negócios Hortifrúti. Adquira o seu exemplar para leitura completa.

 

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