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quarta-feira, julho 6, 2022
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Calhas beneficiam cultivo de tomate mais saudável

Douglas José Marques

Professor de Olericultura e Melhoramento Vegetal da Universidade José do Rosário Vellano (Unifenas)

douglas.marques@unifenas.br

Vladimir Landiva

Representante técnico da Solotec Soluções Agrícolas

Crédito Hidrogood
Crédito Hidrogood

A crescente demanda por hortaliças de alta qualidade e ofertadas durante o ano todo tem contribuído para o investimento em novos sistemas de cultivo que permitam produção adaptada a diferentes regiões e condições adversas do ambiente.

No Brasil, o cultivo de hortaliças em ambiente protegido vem ganhando espaço entre os produtores, devido, principalmente, à relativa facilidade em manejar as condições de cultivo quando comparado ao sistema convencional em campo aberto.

A utilização do plástico na olericultura tem sido bastante empregada no Brasil, desde a década de 70, inicialmente com a cultura do morango, sendo usado também como cobertura em casa de vegetação.

No que se refere às estruturas de proteção, as casas de vegetação permitem alterar o microclima de um determinado ambiente, viabilizando o cultivo de hortaliças em épocas desfavoráveis do ano, bem como ampliar o período de produção, proporcionando maior produtividade e melhor qualidade de frutos. Esta prática concentra a produção sob estruturas de proteção na entressafra, sendo importante para regularizar o abastecimento e obter preços mais elevados.

A técnica de cultivo de hortaliças em substratos nas calhas apresenta um grande avanço frente aos sistemas de cultivo no solo, pois oferecem vantagens como:

ÃœO manejo mais adequado da água;

ÃœO fornecimento de nutrientes em doses e épocas apropriadas;

ÃœA redução do risco de salinização do meio radicular;

ÃœA redução da ocorrência de problemas fitossanitários, que se traduzem em benefícios diretos no rendimento e qualidade dos produtos colhidos.

Dicas importantes

O cultivo em calha reduz a ocorrência de doenças - Crédito Vladimir Landiva
O cultivo em calha reduz a ocorrência de doenças – Crédito Vladimir Landiva

Para o enchimento das calhas, o produtor deve adquirir substrato de qualidade, que deve apresentar algumas propriedades físicas e químicas intrínsecas importantes para sua utilização, tais como boa capacidade de retenção de água, na faixa de potencial de 01 a 05 kPa, alta disponibilização de oxigênio para o desenvolvimento das raízes, facilidade na manutenção da proporção correta entre a fase sólida e líquida, alta capacidade de troca catiônica do material (CTC), baixa relação C/N, entre outras.

O sistema de produção em calhas é uma criação agrotecnológica para hortaliças de folhas e frutos, relativamente nova e que veio para ficar, pois apresenta muitas vantagens:

ð Facilidade de implantação;

ð Facilidade no acondicionamento de substrato;

ð Melhor desenvolvimento de raiz e da planta;

ð Melhor forma de fazer vários cultivos.

Produção de tomates em calhas

A calha produzida de isopor é uma opção no mercado - Crédito Termotécnica
A calha produzida de isopor é uma opção no mercado – Crédito Termotécnica

O sistema de cultivo protegido e em calhas é uma tendência mundial devido a uma série de fatores, e pode ser utilizado para diversas culturas de interesse comercial, tais como: morango, tomate, pimentão, pepino, plantas ornamentais, ervas aromáticas, dentre outras culturas e aplicações.

Vantagens no uso da calha de cultivo

üA principal finalidade da calha é o de remover a planta do solo;

üElimina o rodizio de terra para o plantio, permitindo o aumento da área cultivada;

üElimina a necessidade de preparos anuais do solo;

üElimina a necessidade de calagem e adubações de base;

üReduz os efeitos erosivos no solo;

üReduz a contaminação do solo;

üReduz a ocorrência de pragas, doenças e nematoides;

üReduz o consumo de defensivos;

üReduz o consumo de água e possibilita o reaproveitamento da mesma;

üOtimiza a utilização de fertilizantes;

üMelhora o rendimento da mão de obra em até 30% em sistemas suspensos;

üMelhora a ergonomia laboral (saúde do trabalhador), pois em sistemas suspensos o trabalho é realizado “em pé“;

üReduz contaminações microbiológicas, pois os frutos não tem contato como o solo;

üPermite maior adensamento de plantas;

üAumento da produtividade por área;

üAumenta a vida útil da planta.

Essa matéria completa você encontra na edição de setembro de 2018 da Revista Campo & Negócios Hortifrúti. Adquira o seu exemplar para leitura completa.

 

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