Caqui: Entre os maiores produtores mundiais da fruta

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Caqui – Crédito: shutterstock

Os maiores produtores mundiais de caqui são China, Coréia, Espanha, Japão e Brasil. Considerando o período de 1961 a 2013, houve um crescimento na área cultivada e na produção mundial de caqui de, respectivamente, 755 e 424%.

Deve-se ressaltar a importância dos países asiáticos, sendo a China, Coreia e Japão responsáveis por 86% da produção mundial e 96% da área cultivada, sendo consideradas as regiões tradicionais de cultivo, com a maior parte da produção destinada ao mercado interno. Por outro lado, destacam-se a Espanha, Austrália, Nova Zelândia e Israel na produção de caqui para exportação.

No Brasil, a área cultivada de caqui é de 8.588 ha, concentrada nas regiões sudeste, sul e nordeste. Os Estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro são responsáveis por, respectivamente, 58, 19, 8,0 e 6% da produção nacional.

A produtividade média da cultura do caqui no Brasil é de 22,4 ton/ha, com destaque para o Estado de São Paulo, que apresenta a maior produtividade (28,5 ton/ha) em função da alta tecnologia adotada no cultivo dessa frutífera.

No Estado de São Paulo destacam-se como as principais regiões produtoras Mogi das Cruzes, Sorocaba, Campinas, Itapetininga e Itapeva, sendo responsáveis por 93% da produção estadual de caqui.

Variedades

No Estado de São Paulo, as cultivares de caqui Rama Forte, Giombo, Fuyu e Taubaté respondem por, respectivamente, 50, 19, 15 e 14% da produção de caqui. Referente ao Rio Grande do Sul, segundo produtor nacional, a principal cultivar produzida é o Kyoto.

Apesar da menor produtividade em relação aos demais, o caqui Fuyu é o que atinge as maiores cotações de mercado, possuindo aspectos qualitativos como melhor conservação e qualidade geral do fruto.

Mercado consumidor e precificação

O preço médio normalmente oscila de acordo com a oferta da fruta, sendo mais altos no início de safra, menores no pico de oferta e voltando a subir no final da safra. Para os produtores da Cooperativa Agrícola Nossa Senhora das Vitórias (Cooperativa NSV), situada em Jundiaí, cuja produção majoritária é da cultivar Rama Forte (90% da produção de caqui), a janela de produção ocorre de fevereiro a julho, com pico de oferta entre maio e junho.

Segundo relatos dos produtores, em 2018 o preço médio pago no início da safra (fevereiro/março) estava em R$ 5,00/kg, sendo comercializado em caixas de 6,0 kg. Para o pico de oferta (abril/maio) o valor decresce para R$ 2,60/kg, voltando a ter uma valorização no final da safra, sendo comercializado por R$ 5,00 (junho/julho). No ano de 2017, o preço médio do caqui ficou em R$ 5,22/kg.

Em relação ao custo de produção, varia entre produtores, de acordo com o manejo adotado. Segundo informações da Cooperativa NSV de Jundiaí, estimam-se que a média de custo de produção situa-se entre R$ 8,00 a R$ 12,00/caixa de 6,0 kg de frutos.

De acordo com levantamento feito por especialistas da Associação Paulista de Produtores de Caqui (APPC), Cooperativa Agrícola de Capão Bonito (CACB) e Thomasetto Frutas, o custo de produção para o caqui em 2018 foi de, aproximadamente, R$ 48.000,00/ha.

Do custo total, os gastos com embalagem, mão de obra, defensivos, horas máquina, fertilizantes/corretivos, são de, respectivamente, 40,4; 10,8; 8,5; 3,2 e 1%. Os demais gastos (36%) referem-se a outras despesas e custos indiretos.

Referente ao mercado consumidor, os caquis produzidos no Estado de São Paulo atendem os mercados de Rio de Janeiro, Goiânia, Belo Horizonte e também a região nordeste (Recife e Aracaju), entre outros.

Autoria:

Marco Antonio TecchioCoordenador do Programa de Pós-graduação em Agronomia/Horticultura – FCA/UNESPmarco.a.tecchio@unesp.br  

Ronnie Tomaz Pereiraronnie@educarpv.com   

Victória Monteiro da Mottavictoriamonteiro11@gmail.com

Engenheiros agrônomos e mestrandos em Horticultura – FCA/UNESP

No Brasil, a área cultivada de caqui é de 8.588 ha, concentrada nas regiões sudeste, sul e nordeste. Os Estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro são responsáveis por, respectivamente, 58, 19, 8,0 e 6% da produção nacional.