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segunda-feira, julho 4, 2022
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Chuvas provocam perda de 50% ao feijão no Distrito Federal

Foram registrados aproximadamente 400 mm de água em janeiro, valor que representa quase o dobro da média climática do mês

Crédito Miriam Lins
Crédito Miriam Lins

O ano não começou de maneira positiva para os plantadores de feijão do Distrito Federal (DF). O tempo seco, que atingiu a região em dezembro de 2015, foi responsável por danificar a fase de florescimento do grão, atrapalhando a formação dentro das vagens. Agora, durante a colheita, é a chuva que prejudica os produtores.

“O excesso de umidade faz com que a água seja absorvida e a semente comece a germinar dentro da própria vagem. Com isso também não é possível realizar a colheita dos grãos. Consideramos que pelo menos 50% da lavoura foi afetada. A qualidade dos grãos está completamente comprometida“, explica Cláudio Malinski, engenheiro agrônomo da Cooperativa Agropecuária do Distrito Federal (Coopa-DF).

De acordo com Bianca Lobo, meteorologista da Climatempo, a quantidade de chuva registrada em janeiro ficou acima da média climática (250 mm). “Esse ano o mês acabou com um volume registrado de mais ou menos 400 milímetros, o que representa quase o dobro da média“, explica.

Segundo a meteorologista, os agricultores ainda vão enfrentar mais problemas com as precipitações, já que elas devem continuar nos próximos dias. “Até o dia 12 de fevereiro as pancadas ocorreram de forma isolada e principalmente no fim da tarde. Porém, a partir do dia 13, foi constatado aumento significativo das chuvas“, conta.

Para Malinski, não é somente a colheita que o excesso de chuvas prejudica. “Esses temporais atrapalham a pulverização com defensivos agrícolas na lavoura. A nossa sorte é que quando as pragas começaram a surgir, o feijão já estava amadurecendo, então não fomos prejudicados com isso“, diz.

Vale lembrar que, em 2015, o clima também acabou não favorecendo a safra na região. Se hoje o problema é a chuva em excesso, foi a falta dela que prejudicou a plantação no fim do ano passado. Como foram registrados treze dias de seca, de acordo com dados do INMET, a produção foi baixa, mas a qualidade do grão não foi comprometida.

Grupo Climatempo

 

O Grupo Climatempo é a principal empresa privada de meteorologia do país. Fornece, atualmente, conteúdo para mais de 50 retransmissoras nacionais de televisão, para rádios de todo o Brasil e para os principais portais.

Com cerca de dois mil clientes, oferece conteúdo meteorológico estratégico para o setor de agricultura, moda e varejo, energia elétrica, construção civil, seguradoras e indústrias farmacêutica e de alimentos.

O Portal Climatempo transformou-se no veículo líder em visitação do país. É referência na divulgação de conteúdo que estimula a consulta diária de previsão do tempo. Classificado nos principais institutos de pesquisa entre os 30 sites mais visitados do país em língua portuguesa, é visitado por mais de 1, 5 milhão de usuários por dia, chegando a quase três milhões nas vésperas de feriados e durante fenômenos extremos de tempo e clima, com um crescimento anual na marca de 30%.

O Grupo é presidido pelo meteorologista Carlos Magno que, com mais de 27 anos de carreira, foi um dos primeiros comunicadores da profissão no país.

Essa matéria você encontra na edição de fevereiro 2016 da revista Campo & Negócios Grãos. Adquira já a sua.

 

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