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sexta-feira, maio 20, 2022
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Colheita mecanizada do café regulada em função da agricultura de precisão

André Gonçalves Pierre

Graduando em Engenharia Agronômica na FCAV-UNESP Jaboticabal

andregpierre@live.com

 

Crédito José Augusto Rizental
Crédito José Augusto Rizental

A colheita do café pode ser regulada a partir da agricultura de precisão. Mas, primeiramente devem-se gerar mapas de produtividade e de estádio de maturação dos frutosa partir da avaliação visual destes parâmetros no campo. Posteriormente, os dados são interpolados por um softwareespecífico de geoestatística.

O segundo passo é atribuir a cada mancha de produtividade uma regulagem específica, com base nos conhecimentos do engenheiro agrônomo responsável e da literatura disponível. Com isso, em cada mancha de produtividade haverá a máxima eficiência de colheita possível.

Benefícios

O aumento da eficiência de colheita, dado pela agricultura de precisão, reduz ou elimina a necessidade do repasse de colheita manual. Em alguns casos, também pode ocorrer a redução da quantidade de café caído, e até mesmo aumento da quantidade de café cereja colhido, dependendo do que o produtor objetiva com suas regulagens.

Outro benefício é a possibilidade de redução dos danos à planta, já que em alguns casos a regulagem utilizada seria menos agressiva em algumas manchas de produtividade quando comparada à regulagem utilizada anteriormente.

Outro ponto é que em algumas manchas haverá necessidade de deslocar a colhedora com velocidades operacionais maiores, devido à presença de manchas de produtividade menores, antes não detectadas pela avaliação comum. O aumento da velocidade operacional reduz o custo de colheita e seu tempo de execução.

A programação

O primeiro passopara realizar bem essa operação é percorrer o perímetro da área a ser colhida de posse de um GPS agrícola. Depois, selecionar o grid amostral, sendo recomendado um ponto por hectare. Pontos menos precisos, apesar de gerarem mapas, não garantem a confiabilidade geoestatística necessária.

Em seguida, deve-se estimar para cada ponto a produtividade por hectare utilizando 10 plantas, sendo cinco de cada lado. Após obtenção dos dados e o cruzamento destes com as coordenadas geodésicas de cada ponto, deve-se submeter a planilha à análise da geoestatística de softwares específicos.

Além da aferição geoestatística, o software interpola os dados e gera as manchas de produtividade da área. Em seguida, deve-se consultar o responsável técnico ou consultor sobre quais regulagens se deve utilizar para colher cada mancha. Para finalizar, deve-se colher o café conforme a orientação dada, orientando-se pelo GPS.

Quanto custa?

A fazenda deve ter um avaliador treinado para proceder às avaliações de campo. Tal custo pode ser diluído quando o avaliador também é utilizado para diagnóstico completo da lavoura, incluindo avaliações de pragas, doenças, nematoides, etc., a aquisição de um GPS, em torno de R$ 2 mil a R$ 5 mil, e a terceirização do serviço de geração de mapas e recomendação de regulagens.

Em resumo, o custo depende totalmente da área da fazenda, pois os investimentos são diluídos conforme um maior número de hectares. O ganho é de aproximadamente 10 a 15% na eficiência de colheita, trazendo como benefício, por exemplo, a redução ou eliminação do repasse manual, e outros, como já citados acima.

Essa matéria você encontra na edição de julho 2016 da revista Campo & Negócios Grãos. Adquira já a sua.

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