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quinta-feira, junho 30, 2022
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Combate acertado às formigas e cupins

Prof. Dr. José de Castro Silva

Dr. Vinícius Resende de Castro

Engenheiros Florestais – UFV

 

Crédito Shutterstock
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As formigas cortadeiras, tanto as saúvas (Atta spp.) quanto as quenquéns (Acromyrmex spp.), constituem-se nas maiores pragas da cultura do eucalipto. As formigas têm preferência pelo ataque de folhas novas e tenras e, por isso, o cuidado deverá ser redobrado na fase inicial de plantio, quando o combate deve ser feito diariamente.

O ataque de formigas é prejudicial em qualquer fase da cultura, porém, o dano é maior na fase de crescimento da planta. Após três cortes sucessivos, a planta podemorrer. O combate à formiga deve ser feito em toda a propriedade e até 50 metros, além das divisas da área plantada.

Produtos e técnicas utilizadas no combate às formigas

As quenquéns têm o hábito de forragear à noite, não deixando trilha e não formando montículos de terra. Os seus ninhos se localizam debaixo de pedras e restos de culturas, quase à superfície do solo. Para o combate de quenquéns aplicam-se a micro isca e o formicida em pó nos ninhos, misturando-o aos fungos.

O combate às saúvas ou “cabeçudas“, cujos formigueiros são facilmente reconhecidos pelo monte de terra solta na superfície, é feito com produtos químicos, destacando-se as iscas granuladas, pós secos e termonebulização.

 Crédito Shutterstock
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Uso de iscas granuladas

As iscas são compostas de atrativos de alimentação (polpa de laranja), veículo do veneno (óleo vegetal) e o próprio veneno (as iscas granuladas possuem como princípio ativo, principalmente, a sulfluramida). Elas apresentam um custo muito baixo, podem ser aplicadas em qualquer fase da cultura e se mostram eficientes no combate às formigas.

Para o seu uso correto, deve-se medir o tamanho do formigueiro, percorrendo toda a extensão de terra solta e calculando a extensão da área, por meio de metros quadrados, multiplicando-se o maior comprimento pela maior largura.

Deve-se aplicar de seis a dez gramas de isca por metro quadrado de “olheiros“ encontrados. É conveniente utilizar um dosador para facilitar a operação e não errar na quantidade a ser aplicada: o excesso do produto pode causar contaminação do ambiente, além de desperdício. Uma quantidade insuficiente do produto não eliminará o formigueiro, tornando-o inativo ou “amuado“ por algum tempo e possibilitando a retomada da atividade, às vezes, de forma mais agressiva.

As iscas devem ser utilizadas nas épocas secas do ano e colocadas a uma distância de 10 a 15 centímetros de cada olheiro ativo de alimentação e ao longo dos carreiros (nunca colocar a isca dentro do olheiro do formigueiro ou sobre os montes de terra solta).

Nos dias de chuva ou de neblina, nas primeiras horas da manhã e nos locais de intenso orvalho, a isca deve estar protegida por uma sacola plástica ou debaixo de telhas, cascas, bambu ou madeira. Algumas empresas comercializam a isca em saquinhos de polietileno especial, possibilitando que as próprias formigas cortem o plástico e carreguem as iscas. Tudo isso porque o material inerte perde a atratividade em ambiente úmido.

Essa proteção à isca também impede o acesso do gado, outros animais e aves, que podem intoxicar-se ao ingerir as iscas. Para as formigas quenquéns, utiliza-se uma isca de granulometria menor (micro iscas).

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Alerta

Algumas recomendações importantes quanto ao uso de iscas formicidas:

√ Não colocar o pacote de formicida próximo de ambientes úmidos e de produtos que exalam cheiro forte, como óleos, sabões, inseticidas, creolina, formicida em pó, gasolina etc;

√ Não colocar a mão no formicida;

√ Não fumar ou ingerir bebidas e alimentos enquanto estiver aplicando formicida;

√ Após a aplicação da isca, lavar as mãos com água fria e corrente;

√ Guardar o formicida em embalagem própria, com rótulo e em lugar seco, ventilado e bem visível, fora do alcance de crianças e animais;

√ Não reutilizar embalagens vazias;

√ Recolher as embalagens vazias e devolvê-las aos pontos de venda do produto.

Uso de líquidos termonebulizáveis

A termonebulização consiste em introduzir uma fumaça tóxica, oriunda de um inseticida, dentro do formigueiro, por meio dos olheiros ativos. O método é considerado altamente eficiente no combate às formigas e implica na atomização de um formicida, veiculado em querosene, óleo diesel ou mineral, por intermédio do calor, utilizando-se equipamentos denominados termonebulizadores.

â–ºPós secos (formicida em pó) – são formicidas na forma de pó, que são aplicados com o uso de bombas insufladoras manuais ou mecânicas, forçando o produto para o interior do formigueiro. A utilização do formicida em pó no controle de formigas cortadeiras somente é recomendável nos seguintes casos:

  • Formigueiros novos e de pequenas dimensões, uma vez que o pó não atinge as “panelas“ mais profundas e não elimina a rainha ou tanajura.
  • O solo deve estar seco, pois o pó fica retido nas paredes das galerias, quando o solo estiver úmido.

Essa matéria completa você encontra na edição de maio/junho 2016  da revista Campo & Negócios Floresta. Adquira já a sua para leitura integral.

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