21.6 C
Uberlândia
quinta-feira, fevereiro 22, 2024
- Publicidade -
InícioNotíciasCompactação do solo contribui para perda de produtividade nas lavouras

Compactação do solo contribui para perda de produtividade nas lavouras

 

Instrumentos de medição utilizados na Agricultura de Precisão ajudam a conhecer a condição física da área

 

IMG_20170308_100832953A compactação do solo é um dos principais motivos de perda de produtividade nas lavouras. Quanto mais compactado, maior é a dificuldade de reter água, o que acaba influenciando no rendimento das plantas. Por isso, é muito importante que o produtor avalie a compactação em campo. Existem diversas formas para a análise, desde abrir uma trincheira até usar instrumentos de medição.

Marcio Albuquerque, diretor da Falker, empresa que desenvolve equipamentos para Agricultura de Precisão, destaca a necessidade de trabalhar com números e registros para evitar apenas suspeitas ou impressões de que o solo está duro. “Decisões que são tomadas com base em dados concretos e não apenas impressões são as que trazem melhores resultados. Desta forma, o produtor poderá comparar a compactação entre as diferentes áreas e a evolução da mesma ao longo do tempo“, afirma.

Segundo Albuquerque, quando a medição é feita por medidores eletrônicos, existe praticidade para medir em diferentes pontos da lavoura e conhecer como a compactação está distribuída.  Garante que as ações podem ser bastante diferentes se o problema ocorrer em área total ou apenas em pontos isolados. “Para quem trabalha com agricultura de precisão, é possível também gerar mapas de compactação do solo para comparar com outros mapas da área, como os de produtividade e fertilidade“, explica.

Ao saber a profundidade da compactação, o produtor poderá definir o tipo de ação que será tomada e muitas vezes conhecer a sua origem. O impacto para a cultura será muito diferente se, por exemplo, a camada compactada estiver a 15 centímetros ou 30 centímetros. E, nestes casos, as ações a serem tomadas também serão diferentes. “A análise com medidores eletrônicos permite traçar o perfil do solo a cada centímetro, indicando não apenas a intensidade do problema, mas também a sua profundidade“, salienta Albuquerque.

De forma geral, a compactação limita a capacidade do solo de reter água, o que é ruim para cultivos irrigados ou de sequeiro. No entanto, as áreas irrigadas acabam sofrendo maior impacto, pois normalmente tem uso mais intensivo e trânsito de máquinas com alta umidade no solo. Conforme o especialista, quando uma área irrigada está compactada, o sistema como um todo perde, uma vez que o solo terá menos capacidade de reter água do que projetado. “Com isto, pode ocorrer falta de água em camadas abaixo da zona compactada e excesso nas camadas superficiais“, ressalta.

A Embrapa e a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) também desenvolvem trabalhos que visam alertar o produtor para a questão da compactação do solo. A Embrapa Trigo, por exemplo, indica como alternativa para amenizar o efeito da compactação sobre as culturas da soja e do milho, equipar a semeadora com elementos rompedores de solo de ação profunda. Já a UFSM participa desde 2003 do Projeto Aquarius que desenvolve a Agricultura de Precisão no Brasil e é pioneiro em implementar no Rio Grande do Sul, áreas comerciais com o ciclo completo de Agricultura de Precisão. O projeto possui um rico banco de dados contendo resultados de análises de solo e rendimento de culturas. O trabalho mostra o impacto na produtividade causado pelas áreas compactadas.

Com o objetivo de ajudar o produtor a entender melhor a questão da compactação do solo, a Falker elaborou quatro importantes motivos para que conheçam a condição física das suas áreas:

1) Trabalhe com dados concretos

 

2) Saiba onde está o problema

 

3) Conheça a profundidade da camada compactada

 

4) A compactação interfere na eficiência da irrigação

 

 

Foto: AgroEffective/Divulgação

Texto: Rejane Costa/AgroEffective

 

ARTIGOS RELACIONADOS

Irrigação por pivô

Média de produção passou de 40 para 66 sacas por hectare. Com antecipação na colheita ...

Adjuvantes – Aliados na aplicação de defensivos

Primeiramente, é importante lembrar que há várias classes de adjuvantes, e cada uma pode ter uma recomendação específica, conforme a necessidade e característica da aplicação. Desta forma, há várias formas dos adjuvantes melhorarem a qualidade e a segurança de uma aplicação. Por exemplo, podemos utilizar um adjuvante quando é necessário corrigir as características da água usada na pulverização (como pH e dureza), bem como para melhorar a compatibilidade das misturas, alterar as características das gotas pulverizadas (como para reduzir deriva), e ainda o espalhamento ou a penetração dessas gotas nas folhas.

O cultivo de morangos no Brasil

  Carlos Reisser Junior carlos.reissser@embrapa.br Luis Eduardo Correa Antunes Pesquisadores da Embrapa Clima Temperado O morango é uma 'fruta' com um apelo de consumo dos mais elevados dentre as...

Verão pede pepino indústria

A cultura do pepino apresenta grande potencial de produção em praticamente todo o território nacional, com o desenvolvimento e a ampliação de redes de...

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui
Captcha verification failed!
Falha na pontuação do usuário captcha. Por favor, entre em contato conosco!