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quinta-feira, agosto 11, 2022
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Cultivares de alface de valor agregado

Mariana Caroline Guimarães Xavier

Professora de Agronomia ” Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)

marianaa-caroline@hotmail.com

Carlos Antônio dos Santos

Engenheiro agrônomo e doutorando em Fitotecnia – UFRRJ

carlosantoniods@ufrrj.br

Hélio João de Farias Neto

Engenheiro agrônomo, mestre em Agricultura Orgânica e extensionista-EMATER-MG

helio.neto@emater.mg.gov.br

Margarida Goréte Ferreira do Carmo

Engenheiraagrônoma, doutora em Fitopatologia e professora – UFRRJ

gorete@ufrrj.br

Crédito Eduardo Miyayaciki

A demanda por hortaliças folhosas diferenciadas, gourmets e de melhor qualidade tem crescido bastante nos últimos anos, demonstrando ser um nicho de mercado lucrativo aos produtores. Nesse contexto, a alface (Lactuca sativa L.), por ser atualmente a hortaliça folhosa mais popular e a mais consumida do Brasil, apresenta grande potencial de crescimento e de inovação em função de suas diferentes formas, tamanhos, sabores, cores e texturas, que têm sido apreciadas pelos consumidores e que podem ser amplamente exploradas para atender aos mercados de maior valor agregado.

O cultivo de hortaliças folhosas, como a alface, é caracterizado como uma atividade exercida prioritariamente por pequenos produtores rurais e constitui uma opção significativa de fonte de renda. É uma cultura de extrema importância social e econômica, pois proporciona a obtenção de elevada produção por hectare, e de ciclos curtos com vários cultivos ao longo do ano.

 

Liderança

 

A produção nacional é liderada pela região sudeste, que corresponde a aproximadamente 67% da produção, sendo o Estado de São Paulo responsável por mais da metade da oferta, seguido por Minas Gerais e Rio de Janeiro, respectivamente.

Essa produção geralmente é feita em micro e pequenas propriedades localizadas próximas aos grandes centros urbanos, em cinturões verdes, o que favorece a comercialização desses produtos para consumidores mais exigentes.

 

A escolha certa

Produção de alfaces diferenciadas exigem cultivares específicas – Crédito Wéber Velho

O produtor de alface, atualmente, pode escolher entre uma ampla possibilidade de cultivares, que se agrupam nos tipos crespa, lisa, americana, romana, mimosa, roxa e mini, e que devem ser eleitas de acordo com a região e época de cultivo, bem como o destino final do produto.

A escolha de uma cultivar adaptada à região e época torna-se essencial para contornar os efeitos das mais diferentes condições climáticas. Embora seja uma cultura exigente em dias curtos e temperaturas mais amenas para um melhor desenvolvimento, estão atualmente disponíveis no mercado cultivares que possibilitam o cultivo nos mais diversos tipos de clima, tolerando temperaturas mais elevadas, inclusive.

A utilização de cultivares pouco adaptadas aos locais de produção afeta consideravelmente o ciclo e a produção da cultura, fornecendo plantas com menor desenvolvimento e que não expressam seu potencial genético, ocasionando perdas em produtividade e valor de mercado.

Um exemplo de inadequação de cultivares versus época de cultivo é o pendoamento precoce, recorrente quando o produtor opta por uma cultivar com baixa tolerância ao calor no cultivo de verão, que devido às altas temperaturas e fotoperíodo longo, induzem ao pendoamento.

Os prejuízos são causados pelo alongamento do caule, ocasionando a perda de formato, além do aumento da formação de látex, que leva ao amargor, tornando o produto inadequado para comercialização.

Outro prejuízo relacionado às condições climáticas é o distúrbio conhecido como “tipburn“. Observações em áreas de produção localizadas no Sul de Minas apontam a ocorrência frequente dessa anomalia. Portanto, a escolha da variedade também deve ser observada para esse problema, que inviabiliza a comercialização devido à aparência ruim (queima de bordas). Como solução, o cultivo em ambientes protegidos é recomendado, por criar um microclima adequado para o desenvolvimento da planta, o que confere uma maior qualidade ao produto final.

Alface de valor agregado diferencia pela textura, formatos e coresvariados – Crédito Shutterstock

Essa matéria completa você encontra na edição de novembro de 2018 da Revista Campo & Negócios Hortifrúti. Adquira o seu exemplar para leitura completa.

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