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quarta-feira, janeiro 19, 2022
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Cultivares recomendadas para as condições subtropicais e tropicais

Givago Coutinho Doutor em Fruticultura e professor efetivo do Centro Universitário de Goiatuba (UniCerrado)givago_agro@hotmail.com

Figo – Créditos Pixabay

A figueira é muito antiga e suas formas de multiplicação permitiram propagar clones interessantes, que são hoje as cultivares que conhecemos. As mutações produzidas no decorrer dos séculos, conservadas pelo homem, em decorrência de suas peculiaridades, têm sido propagadas ao longo dos tempos. A esse fato, juntamente com a fácil germinação das grainhas, disseminadas pelos pássaros, contribuiu para a maior diversidade das cultivares de figueira.

Em razão da grande diversidade de cultivares de figueiras domésticas, com muitas vezes características similares dentro de um mesmo grupo, há um grande problema nas descrições das cultivares, em razão do confundimento varietal. Desse modo, é bastante frequente que uma mesma cultivar tenha nomes diferentes dentro de uma mesma região e, principalmente, entre países.

O confundimento varietal pode trazer grandes problemas, pois as características e as exigências das cultivares são diferentes. O maior exemplo que se pode ter é a figueira ‘Roxo de Valinhos’, que também é conhecida como ‘Brown Turkey’, ‘Corbo’, ‘Nero’, ‘Breva Negra’, ‘Grosse Violette de Bordeaux’, ‘Negro Largo’, ‘Portugal Black’, ‘Nigra’, dentre outras.

Roxo de Valinhos

A Roxo de Valinhos adaptou-se muito bem ao sistema de cultivo brasileiro, por intermédio de podas drásticas, frente a sua rusticidade, vigor e excelente produção de frutos.

Os ramos são bem flexíveis, com entrenós pouco salientes e mediamente distanciados. As folhas são pentalobadas, ásperas, pubescentes, com pecíolo longo e de coloração verde-claro. O fruto é de tamanho grande (90 g), de formato piriforme, pedúnculo curto, epiderme de coloração roxo-escura, não fendilhada, com polpa de coloração rosa-violácea. O ostíolo é de coloração violácea, com tendência a rachaduras, o que torna essa variedade com pouca duração em pós-colheita.

Produção de mudas de alta qualidade

A figueira é multiplicada por vias assexuais, uma vez que a desuniformidade entre os indivíduos resultantes da propagação sexual, via semente, não é desejada em plantios comerciais, ainda que essa forma de propagação seja desejada somente em trabalhos de melhoramento genético.

No Brasil, não há a vespa polinizadora Blastophaga psenes e números suficientes de exemplares de figueiras baforeiras, ou seja, os caprifigos, salvo em coleções experimentais em instituições públicas.

A figueira normalmente é propagada por estacas lenhosas coletadas e preparadas para esse fim, junto à poda de frutificação realizada durante o inverno. As estacas podem ser plantadas diretamente a campo (estacas não enraizadas) ou ainda levadas para viveiro visando à produção de mudas em sacos plásticos.

Nesse último caso, são preferidas estacas de comprimento diminuto, a fim de facilitar o preparo das mudas, bem como a utilização de recipientes de menores dimensões, o que vem a maximizar o sistema de produção de mudas de figueira perante o aumento de mudas no espaço destinado a esse fim.

Outros métodos de propagação vegetativa, como o enraizamento de segmentos nodais, mergulhia aérea, também conhecida como alporquia e ainda a enxertia, podem ser utilizados, porém, não para fins comerciais, mas sim para a multiplicação rápida quando se tem poucos exemplares ou ainda na multiplicação de novas cultivares de interesse econômico, com potencial de diversificação da ficicultura brasileira.

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