Cultivo de berinjela em estufas

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Amanda Santana Chales
Engenheira agrônoma e mestranda em Ciência do Solo – Universidade Federal de Lavras (UFLA)
amandaachales@gmail.com
Júlio César Ribeiro
Engenheiro agrônomo e doutor em Agronomia/Ciência do Solo – Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)
jcragronomo@gmail.com

A berinjela é uma hortaliça de fruto pertencente à família das solanáceas, sendo considerada um alimento rico em vitaminas e minerais que complementa uma alimentação equilibrada. Seu cultivo pode ser realizado durante todo o ano dependendo das técnicas e cultivares utilizadas.
Dentre as características dessa cultura, destaca-se a sua adaptação ao clima tropical e subtropical, desenvolvendo-se bem em locais com temperaturas mais elevadas, tendo como temperatura diurna ideal entre 25 e 35°C e noturna entre 20 a 27°C, o que favorece seu cultivo em diversas regiões.
O cultivo da berinjela em estufas proporciona maior controle em relação aos fatores adversos que podem prejudicar a produção, como por exemplo, a proteção relacionada a fatores climáticos, melhor manejo da adubação e controle fitossanitário, o que possibilita maior produtividade e qualidade final do produto.

Como implantar a técnica em estufas?

Ao escolher produzir em estufas, deve-se levar em consideração a disponibilidade financeira com vistas ao maior ou menor grau tecnológico a ser adotado. A estrutura das estufas pode ser de aço, ou ainda construídas com madeiras, utilizando-se plástico de polietileno de baixa densidade para sua cobertura.
Estufas com maior tecnologia e com ambiente controlado, além de facilitarem o manejo, possibilitam maior controle de pragas e doenças.

Sementes e mudas

O manejo correto da cultura inicia-se com a escolha da semente e é finalizado com a colheita do fruto e seu armazenamento, garantindo assim um produto de qualidade ao consumidor.
As mudas de berinjela podem ser adquiridas prontas ou produzidas na propriedade. As mudas podem ser produzidas em sementeiras, bandejas de isopor ou de polietileno, sendo de fundamental importância avaliar aspectos como escolha da cultivar adaptada à região, índice de germinação, data de validade, pureza e procedência.
É ainda necessário a utilização de um substrato que apresente boa aeração e drenagem, favorecendo o adequado desenvolvimento das mudas, visto que mudas vigorosas e sadias são fundamentais para uma boa produtividade.
De modo geral, as mudas devem ser transplantadas quando apresentarem de quatro a cinco folhas definitivas, o que geralmente ocorre 30 dias após a semeadura.
Nas estufas, as plantas podem ser cultivadas em vasos ou diretamente no chão, onde devem ser construídos canteiros que podem ser ainda cobertos com “mulching”, que além de manter a umidade no solo, evita o crescimento de plantas espontâneas, reduzindo custos com capina. Geralmente são adotados espaçamentos entre linhas de 1,2 a 1,5 m e entre plantas de 0,6 a 1,0 m.

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