21.6 C
Uberlândia
segunda-feira, junho 24, 2024
- Publicidade -spot_img
InícioArtigosHortifrútiDe olho na mancha-marrom-de-alternária

De olho na mancha-marrom-de-alternária

Créditos Ester Ferreira
Créditos Ester Ferreira

A safra mineira de tangerina Ponkan se aproxima, e com ela a expectativa de uma boa comercialização. Este é um momento oportuno para identificar frutos contaminados pela mancha-marrom-de-alternária, principal doença fúngica nas plantações de tangerina, que apresenta manchas escuras envoltas por um círculo amarelado.

Esta doença é provocada pelo fungo Alternaria alternata, que se multiplica em condições de alta temperatura e umidade relativa do ar. Este fungo libera uma toxina chamada ACT que, uma vez instalada nos pomares, se dissemina entre as folhas e frutos, tornando o combate ao fungo cada vez mais difícil. Por isso, é recomendável que as práticas de manejo para controle da doença se iniciem com a chegada da estação chuvosa, que nas principais regiões de Minas Gerais ocorre entre os meses de outubro e março.

De acordo com informações da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), a incidência da doença é mais comum nas variedades “Ponkan“, a mais produzida e comercializada, além da “Murcote“, “Dancy’, “Fortuna“ e “Lee.

Em Minas o controle desta doença ocorre entre outubro e março - CréditosEster Ferreira
Em Minas o controle desta doença ocorre entre outubro e março – Créditos Ester Ferreira

Manejo preventivo

A pesquisadora Ester Ferreira alerta que, além da possibilidade de plantar cultivares resistentes a este fungo, existem práticas de manejo específicas para cada período do ano, como evitar excesso de adubação com nitrogênio, realizar tratamento de inverno e pulverizar periodicamente com produtos químicos. Neste último, é recomendável realizar esse procedimento no início das brotações, no florescimento e frutificação, período em que os pomares estão vulneráveis à doença.

“É importante que o produtor esteja atento e programe o manejo que irá utilizar durante o ciclo da cultura. Quem não atentou para um bom controle, provavelmente terá prejuízos com perdas na produção dos frutos contaminados, que podem perder valor comercial”, ressalta.

José Maria, produtor de tangerinas em Campanha, no Sul de Minas, conta sua experiência no combate à doença. “O controle feito nas plantações é importante para que o fruto seja comercializado em boas condições de consumo. Faço uso de produtos químicos, que são aplicados no intervalo de duas a três semanas“.

É possível obter mais informações sobre a mancha-marrom e os cuidados devidos na Circular Técnica “Mancha-marrom-de-alternária em tangerineiras e seus híbridos” (nº 244), disponível no site da Epamig, no menu publicações.

Essa matéria você encontra na edição de junho 2017  da revista Campo & Negócios Hortifrúti. Adquira já a sua.

ARTIGOS RELACIONADOS

Cultivo de gengibre depende de cuidados no campo

O Espírito Santo é o maior Estado produtor de gengibre do País e a produtividade gira em torno de a 15 toneladas do produto fresco ou in natura e até três toneladas do produto já seco. O seu cultivo tem a finalidade medicinal, condimentar e aromática.

Substratos enriquecidos se mostram opção interessante

    Ivar Wendling PhD. e pesquisador da Embrapa Florestas ivar.wendling@embrapa.br A produção de mudas é o primeiro passo para o sucesso do plantio e, consequentemente, para o sucesso...

Horta inteligente – colheita da própria salada em 1 semana

Solução é voltada para quem deseja plantar e colher seus próprios microverdes

Requeima: Principal doença da batata

Jesus G. Töfoli Pesquisador APTA - Instituto Biológico tofoli@biologico.sp.gov.br   A requeima, causada pelo oomiceto Phytophthora infestans (Mont) de Bary é considerada a mais devastadora doença de plantas...

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui
Captcha verification failed!
Falha na pontuação do usuário captcha. Por favor, entre em contato conosco!