Desafios e oportunidades da Caatinga

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Caatinga – Crédito: Shutterstock

Com o tema “Um novo olhar sobre a Caatinga”, especialistas do semiárido destacam ações efetivas para o desenvolvimento da região

O bioma da Caatinga cobre 75% da área do semiárido, que tem ao redor de 960 mil quilômetros quadrados. A região foi destaque do painel “Um novo olhar sobre a Caatinga”, que abordou o potencial desse bioma e da sua população, bem como aproveitar o aparato técnico cientifico já disponível na região.

Além da visão do futuro para o ecossistema que, até então, tem sido considerado como uma das áreas críticas e com maior dificuldade de desenvolvimento e alto nível de pobreza no Brasil.

O moderador do painel, Geraldo Eugênio, do Instituto Agronômico de Pernambuco – IPA, chamou a atenção para o fato de existir uma mudança em curso na Caatinga. “ O Nordeste é hoje o principal produtor de energias renováveis do país. Todas as projeções de investimentos que temos apontam que, nos próximos anos, os maiores investimentos a serem feitos no mundo serão em energias renováveis, superando, inclusive, o petróleo”.

Se essa informação se concretizar, a região, que detém vários polos de energia eólica e fotovoltaica, beneficiará diretamente o desenvolvimento da atividade agrícola. Outra questão é a água: “quando falamos desse insumo temos duas bacias muito importantes que são a do Rio São Francisco e a do Parnaíba, e a elas estão conectados os maiores perímetros de irrigação”, salientou Eugênio.

Valorização da biodiversidade com base na ciência

Em sua apresentação, Lucas Leite, da Embrapa Agroindústria Tropical, afirmou que os setores precisam olhar o Nordeste como uma região detentora de um grande potencial, principalmente pela riqueza da sua biodiversidade. “Nós da Embrapa Tropical acreditamos que o Nordeste tem vocação para a exploração de nichos e especialidades, com exceção de algumas áreas da Bahia, Maranhão e do Piauí, onde o plantio e a exploração de commodities já é realidade”.

Diante disso, a valorização da biodiversidade com base na ciência, aprofundando os estudos sobre plantas, animais e microrganismos adaptados às condições climáticas da região, é um caminho para viabilizar as transformações desejadas.

“A agricultura é mais do que alimentos, energia e fibra, ela também comtempla nutrição, saúde, serviços ambientais, gastronomia e turismo. Com isso, passamos a trabalhar nas regiões da Caatinga com foco em agregação de valor para a cadeia produtiva como um todo, visando também o aproveitamento integral da matéria-prima”, ressaltou Leite.

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