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Descubra como acertar na escolha do híbrido de milho para impulsionar a rentabilidade

Crédito: Shutterstock

Silvia Graciele Hulse de Souza
silvia.hulse@gmail.com
Franciely S. Ponce
francielyponce@gmail.com
Thiago Alberto Ortiz
thiago.ortiz@prof.unipar.br
Engenheiros agrônomos, doutores em Agronomia e professores – UNIPAR/Umuarama (PR)

O milho (Zea mays L.) é classificado como o terceiro cereal mais importante do mundo. A cultura é de grande demanda, devido aos seus múltiplos usos, exigindo um aumento constante na produtividade nos campos agrícolas.

Dessa forma, tem-se observado aumento no rendimento da cultura do milho ao longo dos últimos anos, e em grande parte devido à adoção generalizada de híbridos em todo o mundo.

Genética de ponta

O principal objetivo do melhoramento de plantas é obter ou desenvolver híbridos que sejam eficientes no uso de nutrientes, proporcionem maior retorno e produtividade agrícola, ofereçam produtos de alta qualidade, tenham baixo custo de produção e sejam adaptados às necessidades tanto do produtor quanto do consumidor.

Cultivares melhoradas desempenham um papel fundamental entre as práticas utilizadas no manejo integrado de pragas e outras estratégias para a sustentabilidade agrícola. Além disso, é de grande importância obter cultivares capazes de tolerar a condições extremas de frio, calor ou seca, bem como de resistir pragas e/ou patógenos.

Concorrência eleva a qualidade

Essas qualidades contribuem significativamente para um rendimento mais estável, controlando flutuações extremas, que é uma das principais preocupações dos agricultores.

Desta forma, graças à biotecnologia e aos programas de melhoramento genético, existem hoje no mercado centenas de híbridos provenientes de diferentes empresas públicas ou privadas.

Aos agricultores, resta escolher que híbrido plantar, com o intuito de promover a maior rentabilidade e garantir seu retorno econômico.

Pontos importantes

A escolha do híbrido de milho é uma etapa crucial para alcançar maior rentabilidade agrícola dessa cultura. Sendo assim, aqui estão listados alguns pontos a serem considerados sobre como tomar essa decisão de forma mais acertada:

Adaptação ao ambiente: comece avaliando as condições específicas da região a ser realizado o plantio. Leve em consideração o tipo de solo, o clima predominante e a altitude. As características agronômicas dos híbridos podem ser constantes em vários ambientes, enquanto outros apresentam diferenças significativas em diferentes ambientes.

Dessa forma, o híbrido ideal deve ter um rendimento médio alto, com baixas flutuações em diversos ambientes e locais, embora híbridos centrados em um local possam atender à demanda de uma região específica.

Certifique-se de escolher um híbrido de milho que apresente alta adaptabilidade a essas condições locais, o que é fundamental para maximizar a produtividade.

Resistência a pragas e doenças: doenças e/ou pragas que ocorrem predominante durante o enchimento dos grãos de milho, ou causam danos à área foliar verde, podem provocar perdas de rendimento de até 50% em híbridos suscetíveis.

Desta forma, o método mais eficaz para o controle é o cultivo de híbridos resistentes. Além disso, híbridos geneticamente modificados (GM) podem oferecer resistência a insetos, como a lagarta do cartucho.

Optar por híbridos com essa proteção pode reduzir a necessidade de aplicação de pesticidas, o que resulta em economia de custos e maior rentabilidade.

Ciclo de crescimento e data de plantio: considere o ciclo de crescimento do híbrido de milho e a janela de plantio. Híbridos de ciclo curto são adequados para áreas com estações de crescimento curtas, enquanto híbridos de ciclo longo são mais apropriados para regiões com uma temporada de crescimento mais extensa.

Qualquer mudança na data de semeadura pode alterar a taxa de crescimento da cultura e a fenologia que influencia a produtividade. Ajustar a data de plantio ao clima, principalmente quando a janela de plantio é encurtada devido a desafios climáticos e/ou de manejo, é muito crítico para ter uma maior produtividade dessa cultura.

Devido às variações na maturação dos híbridos, ao período da estação de crescimento da cultura (verão ou inverno), a melhor data de semeadura para os híbridos de milho de 1ª ou 2ª safra varia entre as várias regiões do Brasil, além de sazonalmente dentro dos estados.

Nesse sentido, escolher o ciclo de crescimento correto é essencial para evitar problemas, como o florescimento durante condições desfavoráveis, que podem impactar negativamente o rendimento.

Tolerância a estresses: as mudanças climáticas tornaram as condições climáticas mais imprevisíveis. Portanto, é importante selecionar híbridos de milho com maior tolerância a estresses, como seca ou excesso de chuva, altas ou baixas temperaturas.

Os estresses causados por períodos de estiagem ou altas temperaturas são as principais razões para a menor produtividade dessa cultura. Embora o milho seja uma planta C4 e utilize eficientemente CO2, ele ainda é sensível a um período de seca ou a altas temperaturas, especialmente na fase reprodutiva.

Estudos demonstraram que períodos de seca, assim com altas temperaturas, podem levar à redução do crescimento, atraso na maturação e menor rendimento. Além disso, esses estresses podem inibir o crescimento e reduzir a taxa fotossintética, reduzindo assim o rendimento.

As altas temperaturas durante fases críticas de desenvolvimento da cultura, como a polinização e o enchimento dos grãos, podem levar a reduções significativas no rendimento.

Trabalhos demostraram uma redução de até 65% na produção de milho devido às altas temperaturas. Desta forma, selecionar materiais que apresentem resistência, ou mesmo tolerância a estresses ambientais, resultam em maior probabilidade de rendimentos estáveis, mesmo em condições adversas, o que é fundamental para a rentabilidade.

Rendimento e qualidade dos grãos: obviamente, o rendimento é o objetivo principal na agricultura. No entanto, não se esqueça da qualidade dos grãos. Grãos de alta qualidade são mais valorizados no mercado, o que pode aumentar a rentabilidade do produtor.

A adaptação ao ambiente, resistência a pragas e doenças, ciclo de crescimento, tolerância a estresses, rendimento e qualidade dos grãos são características que devem ser consideradas durante a escolha do híbrido de milho.

Além disso, é importante avaliar a possibilidade de plantar diferentes híbridos numa mesma safra, buscando mitigar riscos, uma vez que se comportam de maneiras distintas em termos de resistência a pragas e tolerância a doenças, adaptabilidade a diferentes condições climáticas e tipo de solo, bem como características específicas, como ciclo de crescimento.

Lembre-se de que a escolha do híbrido de milho é uma decisão complexa e requer uma análise cuidadosa. Consultar um especialista, como um engenheiro agrônomo, analisar dados históricos de desempenho e utilizar tecnologias de monitoramento, como imagens de satélite e sensores, pode fornecer informações valiosas para tomar decisões acertadas e promover uma maior rentabilidade na produção de milho híbrido.

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