25.9 C
Uberlândia
terça-feira, julho 16, 2024
- Publicidade -spot_img
InícioArtigosHortifrútiÉpoca seca aumenta a incidência de oídio em estufas

Época seca aumenta a incidência de oídio em estufas

 

Ivonete Fátima Tazzo

Doutora e pesquisadora da Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Sul (FEPAGRO)

ivonete-tazzo@fepagro.rs.gov.br

Elis Borcioni

Doutora e professora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) ” Campus Curitibanos

 

Crédito Luize Hess
Crédito Luize Hess

Embora a tecnologia empregada em cultivos de olerícolas tenha melhorado consideravelmente nos últimos anos, tanto no plantio a campo como em cultivo protegido, a ocorrência de doenças, entre elas o oídio, permanece como um grave problema.

A ocorrência de tal doença tornou-se um sério entrave nas culturas de pimentão, tomate e pepino, devido à presença de um microclima favorável ao fungo, ao cultivo intenso destas culturas e ao sistema de irrigação adotado, que na maioria das vezes é realizado por gotejamento, o que impede o contato de água livre sobre as folhas e a redução da intensidade da doença.

A doença é causada por espécies de dois gêneros fúngicos: Oidium e Oidiopsis, porém, o primeiro ocorre mais frequentemente, pois envolve um grande número de espécies. Esse gênero tem distribuição generalizada no Brasil, e ocorre mais nas regiões e ou na estação do ano quente e seca.

Danos

O oídio vem causando danos em espécies olerícolas, frutíferas, ornamentais, entre outras. Tem sido constatado o aumento gradual de danos irreparáveis, nas folhas, nas flores, e nos frutos, comprometendo o valor comercial dos produtos.

As perdas são significativas, podendo chegar a 50% da produção de tomate em lavouras em cultivo protegido e irrigação por gotejamento, principalmente quando o controle não é realizado rapidamente.

Oídio observado em tomateiro - Crédito Daniel Lage
Oídio observado em tomateiro – Crédito Daniel Lage

Disseminação

Os oídios são fungos parasitas obrigatórios que dependem do hospedeiro vivo para seu crescimento e reprodução. Os patógenos deste grupoapresentam uma forma bastante evoluída de parasitismo, pois exploram seus hospedeiros de maneira sutil, podendo conviver com os mesmos durante todo o ciclo de vida, sem levá-los à morte.

O fungo adapta-se constantemente ao hospedeiro, tendo alta especificação na relação patógeno-hospedeiro. Isso é visível, pois existem formas especiais e raças fisiológicas dos patógenos capazes de atacar determinadas espécies de plantas e variedades de uma mesma espécie vegetal.

O aparecimento e o desenvolvimento de uma doença em plantas são resultantes da interação entre um hospedeiro suscetível, um agente patogênico e fatores de ambiente favoráveis. De forma geral, o ambiente pode influenciar o crescimento do oídio, a suscetibilidade da planta hospedeira, a multiplicação, a disseminação, a sobrevivência e as atividades do patógeno, assim como a interação entre a planta hospedeira e o patógeno.

O oídio desenvolve-se mais rapidamente em condições favoráveis, que incluem alta densidade de plantas e umidade relativa do ar, períodos secos e baixa intensidade luminosa.

A alta umidade relativa do ar é favorável para a infecção e a sobrevivência dos conídios, porém, em alguns casos a infecção pode ocorrer em condições de umidade abaixo de 50%.

Oídio em pimentão - Crédito UFRGS
Oídio em pimentão – Crédito UFRGS

Seca x oídio

Condições secas favorecem a colonização, a esporulação e a dispersão. A incidência do patógeno é mais frequente na época de estiagem prolongada. Condições, principalmente, de ausência de água sobre as folhas, temperaturas mais elevadas e sombreamento, típicas do ambiente da estufa, favorecem o desenvolvimento do fungo.

A disseminação do patógeno é essencialmente realizada pelo vento, respingo de chuvas e no contato entre plantas infectadas. Além disso, nas estufas o sistema de irrigação comumente utilizado é por gotejamento, favorecendo a ausência de molhamento foliar favorável ao desenvolvimento da doença.

Em campo aberto, é parcialmente controlada pelas gotas de chuva ou irrigação por aspersão, que desalojam os esporos, reduzindo assim a intensidade da doença.

Sintomas

Os sintomas mais comuns são presença de uma eflorescência branca, pulverulenta, que pode recobrir folhas, ramos novos, gemas, flores e frutos. As lesões verde-claras a amarelo intenso podem surgir na página inferior ou superior das folhas.

No centro destas lesões podem aparecer pontos necróticos formando, às vezes, anéis concêntricos. Em ataques severos, a doença pode causar retorcimento, queda de folhas, flores e frutos, morte de ramos novos, subdesenvolvimento e deformação de frutos jovens, reduzindo assim o ciclo vegetativo, a qualidade dos frutos e a produtividade.

Oídio em pepineiro - Crédito UFRGS
Oídio em pepineiro – Crédito UFRGS

Essa matéria completa você encontra na edição de novembro 2015  da revista Campo & Negócios Hortifrúti. Adquira já a sua para leitura integral.

 

ARTIGOS RELACIONADOS

Invasão de plantas daninhas e seu controle

As plantas indesejáveis apresentam grande rusticidade, e por isso capacidade de crescer em ambientes adversos.

Portfólio de soluções da AgroFresh na Fruit Logistica

Os especialistas pós-colheita da AgroFresh estarão na Fruit Logistica, disponíveis no pavilhão 21, estande D-20 da AgroFresh, para falar sobre tecnologias inovadoras que ajudam a reduzir o desperdício de alimentos e a prolongar a qualidade da fruta.

Chegou a hora do controle da vespa-da-galha

  De setembro a fevereiro é o período de maior produção de mudas de eucaliptos e, com isso, deve-se intensificar o monitoramento de ocorrência e...

Vem aí o 7º Seminário Nacional de Tomate de Mesa

Evento apresentará as principais tendências de mercado e debaterá as questões mais relevantes e atuais para o setor, da produção ao consumo Hortaliça líder de...

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui
Captcha verification failed!
Falha na pontuação do usuário captcha. Por favor, entre em contato conosco!