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quinta-feira, janeiro 27, 2022
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Ervas aromáticas e sua biodiversidade

Devido à grande biodiversidade dessas ervas em território brasileiro, o país se destaca por ser o terceiro maior exportador mundial de óleos essenciais, apresentando uma ampla gama de espécies exóticas e de grande potencialidade para cultivo, o que eleva o Brasil a um patamar muito promissor quanto a sua participação no mercado de exportação de ervas aromáticas e medicinais.

Endy Lopes KailerEngenheira agrônoma e mestranda em Fitotecnia – Universidade Federal de Viçosa (UFV)endy.kailer@ufv.br

Pedro Henrique Gonçalves Pereira de SouzaNutricionista e mestrando em Ciência da Nutrição – UFVpedro.h.souza@ufv.br

Ervas aromáticas – Crédito: Calusne Farms

Durante a pandemia do Covid-19, passar mais tempo em casa se tornou algo cotidiano na rotina de milhões de pessoas. Isso fez com que muitos desses indivíduos desenvolvessem os mais variados hobbies, entre eles o cultivo de ervas aromáticas, como o alecrim, coentro, agrião, cebolinha, salsa, erva-cidreira, hortelã, gengibre, manjericão, orégano, entre outros.

Essas plantas, geralmente de pequeno porte, possuem grande destaque nutricional e de funcionalidade. Estudos mostram que a utilização destas ervas como tempero induziu a redução do consumo de sal pela população. Além disso, o seu papel na prevenção de doenças neuro-degenerativas, cancro, diabetes e doenças cardiovasculares também merece destaque.

Excelentes fontes de minerais, como cálcio, fósforo, potássio e ferro, além de fibras, vitaminas e fito-químicos, as ervas aromáticas atuam como antioxidantes e bactericidas naturais. Além disso, são grandes fornecedores de óleos essenciais, que se destacam por seu perfume aliado a propriedades antimicrobianas, antifúngicas, antiparasitárias, antioxidantes e até mesmo inseticidas.

Crescimento do setor

Devido à grande biodiversidade dessas ervas em território brasileiro, o país se destaca por ser o terceiro maior exportador mundial de óleos essenciais, apresentando uma ampla gama de espécies exóticas e de grande potencialidade para cultivo, o que eleva o Brasil a um patamar muito promissor quanto a sua participação no mercado de exportação de ervas aromáticas e medicinais.

Nos últimos dez anos, a venda de ervas como o agrião, salsinha, coentro e cebolinha cresceu de forma exponencial, mostrando aumentos que variam de 225 a 420% em comparação aos anos anteriores.

Por onde começar

Uma das etapas mais importantes do cultivo de ervas aromáticas consiste na obtenção de sementes e mudas de qualidade, livres de patógenos e contaminantes. Assim, ervas aromáticas devem ser cultivadas preferencialmente em sistema orgânico de produção, evitando áreas contaminadas por agrotóxicos, metais pesados e resíduos químicos indesejáveis.

Além disso, é de suma importância que haja uma fonte de água de boa qualidade disponível para a irrigação ao longo de todo o cultivo das plantas e uma boa exposição solar. É importante que se evite o cultivo em áreas próximas a lavouras tratadas com agrotóxicos, escoamento de esgoto, resíduos agroindustriais e locais de circulação de animais domésticos, visando diminuir as chances de que haja contaminação das ervas produzidas.

Ervas aromáticas se desenvolvem melhor em solos férteis e aerados, sendo a escolha do substrato ainda mais importante na fase de produção das mudas. É recomendado que se faça o preparo de sementeiras, de onde as mudas serão posteriormente transplantadas para o seu local de cultivo.

Um dos substratos mais adequados para a produção de mudas de ervas aromáticas consiste de uma mistura de solo, areia e composto orgânico, na proporção de três partes de solo, duas de areia e uma de composto orgânico curtido. É importante que antes da semeadura o substrato para a produção de mudas seja exposto ao sol, de preferência coberto por plástico transparente, visando evitar a propagação de plantas daninhas, pragas e patógenos.

Preparo das sementes

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