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Escolha da variedade de soja é determinante para a lucratividade

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Victor Sommer

Engenheiro agrônomo e coordenador da unidade de cultivos de verão da Fundação Pró-Sementes

 

 Crédito Shutterstock
Crédito Shutterstock

A época de semeadura da soja nas diferentes regiões produtoras deve respeitar o zoneamento agrícola de risco climático 2015/16, onde são discriminados todos os municípios onde o cultivo da soja é indicado.

Para cada Estado existe uma data específica de indicação do início do plantio da soja, que depende também do grupo de maturidade relativa de cada cultivar que será utilizada e do tipo de solo de cada município.

Considerando-se estes fatores, existem então variações quanto à época indicada para iniciar o cultivo da soja nos diferentes Estados. Neste sentido, genericamente falando, o cultivo da soja no Rio Grande do Sul é indicado a partir do final do mês de outubro, enquanto que em Santa Catariana seria a partir do início deste mesmo mês.

Considerando o vazio sanitário, o início do cultivo da soja no Estado do Paraná seria a partir do final de setembro, enquanto que para os Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul seria a partir do início do mês de outubro.

Diante do exposto, deve-se também levar em consideração o posicionamento da época de semeadura que cada obtentor tem para cada uma de suas cultivares.

Para esta safra

Considerando o bom momento que a cultura da soja está apresentando no mercado internacional, existem expectativas de que a área de cultivo de soja deva crescer 3,8% no Brasil, ou 32.921 milhões de hectares, e que no RS a área semeada cresça 2,9%, ou 5.371 milhões de hectares.

Ensaio de cultivares em rede

Desde 2008 a Fundação Pró-Sementes realiza ensaios com as cultivares de trigo e soja registradas no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e indicadas pelo zoneamento agrícola de risco climático de cada Estado. Os experimentos são realizados em locais definidos, respeitando diferenças climáticas e de altitude, com delineamento estatístico e três repetições.

Na safra 2014/15 foram avaliadas 76 cultivares de 10 obtentores em 21 municípios do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, em 30 ambientes distintos. As cultivares testadas foram selecionadas entre os materiais com maior expressão comercial de cada região.

A pesquisa contemplou as principais cultivares com a tecnologia RR e INTACTA RR2 PRO®. São apresentados dados como rendimento em kg/ha e em sacos/ha, ciclo para floração e maturação, além da altura de planta de cada cultivar em cada local.

No Rio Grande do Sul, os ECRs de soja da safra 2014/15 foram conduzidos em Bagé, Cachoeira do Sul, Dom Pedrito, São Gabriel, Cruz Alta, Não-Me-Toque, Passo Fundo, Santo Augusto, São Luiz Gonzaga e Vacaria. Na metade sul foram realizados ensaios em áreas representativas de várzea e de coxilha.

Além disso, em alguns locais do RS foram conduzidos ensaios em duas épocas de semeadura. Embora seja uma prática ainda pouco adotada pelos agricultores gaúchos, a safrinha de soja também foi contemplada no ECR da safra 2014/15, em experimento realizado em Santo Augusto.

No Estado, o trabalho conta com o apoio financeiro do Sistema Farsul (Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul). Além disso, a rede experimental da Fundação Pró-Sementes foi implantada em Campos Novos (SC), Pato Branco (PR), Guarapuava (PR), Campo Mourão (PR), Cascavel (PR), Palotina (PR), Cianorte (PR), Itapeva (SP), Cruzália (SP), Paranapanema (SP), Maracaju (MS) e Sidrolândia (MS).

A safra de soja 2014/15 marca o último ciclo de condução dos ECRs nos Estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Esta decisão foi tomada pela direção da Fundação Pró-Sementes diante da ausência de suporte financeiro para a pesquisa nestes Estados. O trabalho continuará sendo realizado no Rio Grande do Sul, onde o projeto conta com o apoio do Sistema Farsul.

Os resultados dos Ensaios de Cultivares em Rede (ECR) estão disponíveis para consulta no site www.cultivares.com.br

Victor Sommer, coordenador da unidade de cultivos de verão da Fundação Pró-Sementes - Crédito Fundação Pró-Semente
Victor Sommer, coordenador da unidade de cultivos de verão da Fundação Pró-Sementes – Crédito Fundação Pró-Semente

Para o produtor rural

O objetivo desse trabalho e as vantagens para o produtor rural são:

ðObjetivo: gerar informações técnicas confiáveis referentes ao comportamento de cultivares de soja indicadas no zoneamento agrícola.

ðVantagens: as informações são disponibilizadas a tempo de auxiliar o produtor rural na tomada de decisão sobre quais cultivares utilizar na próxima safra.

De posse das informações geradas, os produtores rurais têm condições de eleger as melhores variedades em sua região de domínio, e com isso alcançar melhores resultados financeiros. A diferença de produtividade entre a melhor e a pior cultivar, de acordo com os experimentos, pode superar 40 sacos/ha. Então, com estas informações, o agricultor pode focar seus investimentos em cultivares sabidamente superiores.

Essa matéria completa você encontra na edição de outubro  da revista Campo & Negócios Grãos. Adquira já a sua para leitura integral.

 

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