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quinta-feira, agosto 11, 2022
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Escolha da variedade resistente às doenças foliares da cebola

Fabiano Simplicio Bezerra Engenheiro agrônomo e doutorando em Engenharia Agrícola – Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)fabianoagro14@gmail.com

Aldeir Ronaldo SilvaEngenheiro agrônomo e doutor em Fisiologia e Bioquímica de Plantas – ESALQ/USPaldeironaldo@usp.br

A escolha da variedade de cebola resistente às doenças foliares deve ser feita a partir da seleção de híbridas, pois são mais resistentes a doenças que afetam a cultura. Atualmente, se encontram disponíveis no mercado, híbridos que apresentam superioridade agronômica em relação às cultivares de polinização livre.

A necessidade de selecionar variedades adequadas ao fotoperíodo da região é para evitar a utilização de híbridas em condições climáticas que não satisfarão as exigências da variedade escolhida.

Se a escolha for por uma variedade de dias curtos (até 12 horas de luz/dia), que é a mais indicada para a maioria das regiões brasileiras, é recomendado que a exigência em horas de luz da cultura seja atendida, pois uma condição fotoperiódica diferente comprometerá a bulbificação da cebola.

Após a bulbificação, à medida que o fotoperíodo aumenta, o ciclo para o desenvolvimento do bulbo é reduzido, o que gera a formação da bulbificação precoce. Desta forma, o produtor deve tomar cuidado, principalmente para trabalhar com uma variedade bem caracterizada para cada região.

Manejo

Por meio do efeito da interação genótipo x ambiente, deve-se escolher híbridos adaptados e produtivos para cada região. Um dos manejos que vem sendo adotado, com ótimos ganhos em termos de produtividade, é a semeadura direta, técnica normalmente realizada entre os meses de fevereiro e maio na região sudeste do Brasil.

Neste período, a quantidade de horas de luz na região é compatível com as cebolas de dias curtos, e com a implantação desta técnica é possível  reduzir os custos de produção e o ciclo da cultura, proporcionando bulbos com maior qualidade (formato, cor e pungência), valor nutricional e comercial elevado.

Porém, a implantação da semeadura direta requer maiores cuidados em relação à escolha do solo e sua umidade. Referente ao manejo da técnica na região sudeste do Brasil, a semeadura é realizada mecanicamente sobre palhada por meio de semeadoras convencionais ou a vácuo, utilizando-se entre 3,0 e 5,0 kg de sementes por hectare.

Entretanto, quando a semeadura direta é realizada em pequenas áreas, é recomendada a utilização de equipamentos mais rústicos, como cilindros ou latas perfuradas, desenvolvidos pelos próprios agricultores. Esse sistema ainda tem permitido maior adensamento de plantas por unidade de área, com a semeadura em linhas simples ou duplas, em áreas com ou sem construção prévia de canteiros.

Em linhas duplas, o espaçamento utilizado é de cerca de 12 cm entre si e 18 cm entre as linhas duplas, trabalhando-se com até 20 sementes por metro linear em cada linha. Já no caso de uso de linhas simples, são dispostas até 45 sementes por metro linear.

Produtividade

Em termos de produtividade, a técnica de semeadura direta, associada à escolha de cultivares híbridas que toleram o adensamento, permite atingir altas populações finais, por vezes superiores a um milhão de plantas por hectare, assim como altas produtividades, superiores a 100 t ha-1, valores bem acima da produtividade média nacional (25 t ha-1) quando se adota o plantio convencional.

Nos Estados de Minas Gerais e Goiás, localizados no cerrado brasileiro, o rendimento médio da cultura da cebola supera 50 t/ha em função das condições climáticas favoráveis e do maior nível tecnológico empregado nas lavouras, como a utilização de cultivares híbridas e manejo adequado da irrigação.

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