Escolha do sistema de sangria

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Autor

Juliano Quarteroli SilvaEngenheiro agrônomo, doutor e assistente agropecuário do Escritório de Desenvolvimento Rural de Limeira – Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável – Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Pauloquarteroli@cdrs.sp.gov.br

Seringueira – Crédito: Miriam Lins

A operação de colheita do látex da seringueira, conhecida popularmente como sangria, é uma das práticas mais importantes da cultura, pois além determinar a longevidade do seringal e a produtividade, pode representar mais de 60% dos custos totais da produção.

A expansão de plantio da seringueira para outros locais com fatores climáticos bem diferenciados da região de origem faz alterar o comportamento fisiológico da cultura. Na avaliação dos processos fisiológicos associados à produção do látex devem ser considerados os fatores inerentes à planta (genótipo) e ao ambiente, incluindo o sistema de sangria. Diversos pesquisadores relatam que a resposta de cada clone varia bastante e que devem ser consideradas as interações genótipo-ambiente na escolha do sistema de sangria.

Como funciona

Resumidamente, a produção de látex depende do fluxo e da regeneração do material celular entre duas sangrias e, segundo a literatura são necessários quatro dias para que o conteúdo dos vasos laticíferos se reconstitua satisfatoriamente.

Portanto, a sangria causa perda de constituintes das células dos vasos laticíferos e a regeneração do látex envolve intensa atividade metabólica, principalmente em sistemas de alta frequência de sangria. Dados de pesquisa mostram, por exemplo, que a sangria cria uma significante queda do conteúdo de sacarose na região do painel de sangria devido ao consumo para a regeneração do látex e drena aproximadamente metade do cálcio e magnésio absorvido pela planta.

As árvores submetidas aos sistemas de menor frequência de sangria, em tese necessitam de um metabolismo menos intenso para a regeneração de látex.

Isto reforça que é fundamental conhecer a resposta dos diferentes clones quando submetidos à diferentes sistemas de sangria, nos diferentes ambientes. Alguns estudos demonstram maiores produtividades com o aumento da frequência de sangria para os clones IAN 873 e RRIM 600.

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