Estudo sobre o mercado de nutrição para soja

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Levantamento da consultoria Spark Inteligência Estratégica analisou segmentos de corretivos e condicionadores de solo, adubação de basee cobertura, inoculantes, bioestimulantes e fertilizantes via semente e foliares

Soja – Créditos: shutterstock

Consultoria líder em estudos para o agronegócio, a Spark Inteligência Estratégica concluiu o primeiro levantamento “Painel” do Brasil sobre o mercado de fertilizantes especiais para nutrição da soja. Conforme a Spark, os dados, resultantes de quase 2,5 mil entrevistas, apontaram que insumos do gênero movimentaram mais de US$ 7,8 bilhões na safra 2019-20.

De acordo com a engenheira agrônoma Izabela da Silveira Cardoso, coordenadora de projetos da Spark, o levantamento BIP Nutrição Soja abrange os segmentos de corretivos e condicionadores de solo, adubação de base e cobertura, inoculantes, bioestimulantes e também os fertilizantes especiais utilizados via semente e aplicações foliares. A pesquisa investigou ainda indicadores de adesão do sojicultor a produtos, empresas ‘players’ do setor e o conhecimento de produtores quanto a fabricantes e marcas comerciais.

Conforme Izabela, os produtos para adubação de base ocupam a maior fatia do mercado de nutrição da soja, com 81% de participação e US$ 6,392 bilhões em vendas. Ela acrescenta que em torno de 18% da comercialização, ou cerca de US$ 1,4 bilhão, estão hoje divididos, proporcionalmente, entre o segmento de corretivos e condicionadores de solo e o de adubação via semente e foliares, que inclui os bioestimulantes. Já os inoculantes fecham a relação, com 1% de participação (US$ 54 milhões).

Em volume, aponta a Spark, os sojicultores entrevistados demandaram mais de 16 milhões de toneladas de fertilizantes especiais na safra 2019-20. De acordo com a consultoria, a adoção aos tratamentos atingiu 100% dos produtores. “Ao menos uma operação voltada para o manejo nutricional foi realizada por produtores da oleaginosa”, reforça Izabela. Segundo ela, o investimento médio em nutrição ficou em US$ 223 por hectare.

Izabela Cardoso acrescenta ainda que a maior taxa de adesão registrada no estudo está relacionada aos fertilizantes para base e cobertura, com 100% de adoção. Em seguida, aparecem fertilizantes e bioestimulantes via semente e foliares (96%) e os inoculantes (82%). “A utilização de fertilizantes especiais via tratamento de semente e foliar, somada aos manejos de correção e adubação de solo, são práticas indispensáveis para a obtenção de altas produtividades no cultivo da soja”, resume a agrônoma.

No tocante a fabricantes e marcas comerciais, segundo Izabela Cardoso, foram mencionados na pesquisa mais de 200 empresas e 1,9 mil produtos. “Estes números refletem um mercado pulverizado. O desconhecimento do sojicultor ante marcas comerciais também é elevado, sobretudo na área de fertilizantes foliares”, afirma ela. “Este cenário antecipa a necessidade de investimentos por parte de empresas do setor que buscam fidelizar o sojicultor brasileiro.”

A pesquisa da Spark percorreu praticamente toda a fronteira agrícola da oleaginosa, incluindo os estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e a região do MAPITOBA.

Sobre a Spark Inteligência Estratégica

A credibilidade e os diferenciais competitivos conquistados pela Spark Inteligência Estratégica resultam de um intenso trabalho em nível de campo, realizado nas últimas cinco safras, envolvendo milhares de produtores-chave dos principais cultivos do País. A Spark reúne um amplo e diversificado acervo de informações quantitativas e qualitativas, sobre os mercados de defensivos agrícolas e sementes. Em seis anos de atividades, a Spark concluiu mais de 160 estudos especiais e 300 cotas de estudos painel. Nesse período, os profissionais da empresa aplicaram mais de 130 mil entrevistas e percorreram em torno de 4,5 milhões de quilômetros no território nacional.

Mais informaçõeshttp://spark-ie.com.br/