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Fertilizantes de liberação lenta – Tendência em folhosas

Elisamara Caldeira do Nascimento

Talita de Santana Matos

Doutoras em Agronomia

Glaucio da Cruz Genuncio

Doutor em Agronomia e professor de Fruticultura “UFMT

glauciogenuncio@gmail.com

 

Crédito Shutterstock
Crédito Shutterstock

Um dos grandes desafios da agricultura mundial é buscar alternativas para a produção de alimentos por meio da otimização do uso de insumos agrícolas, possibilitando ganhos econômicos para o agricultor e reduzindo o impacto ambiental da atividade.

Fazer com que a quantidade de nutrientes disponíveis no solo por intermédio dos fertilizantes seja absorvida pelas plantas dentro de um determinado período de tempo, diminuir suas perdas por lixiviação, volatilização e adsorção, além de buscar métodos que reduzam o custo de aplicação de fertilizantes foliares ou via solo, tem sido uma preocupação há décadas de técnicos e pesquisadores da cadeia de fertilizantes.

Adubação inteligente

Tecnologias promissoras na efetividade nutricional vegetal estão sendo produzidas dentro do conceito dos “fertilizantes inteligentes“, permitindo uma liberação lenta e/ou controlada.

Não existe uma definição oficial que diferencie fertilizantes de liberação lenta e controlada. Entretanto, os fertilizantes de liberação lenta são comumente referidos no comércio como os dependentes de decomposição microbiana (ureia-formaldeído), e os revestidos ou encapsulados como de liberação controlada.

Os de liberação lenta são de baixa solubilidade, sendo a parte solúvel em água disponível rapidamente, enquanto a outra é liberada de forma gradual por um período mais longo. Já os ditos de liberação controlada são envoltos em um revestimento que controla a entrada de água e reduz a dissolução do nutriente, degradando-se lentamente no solo. A liberação é dependente da espessura da membrana que reveste o grânulo.

Fertilizantes de liberação lenta oferece nutrientes de forma progressiva - Crédito Shutterstock
Fertilizantes de liberação lenta oferece nutrientes de forma progressiva – Crédito Shutterstock

Manejo

Práticas de gestão da aplicação de fertilizantes devem ser adequadas para aumentar a eficiência e minimizar os efeitos negativos dos excessos de nutrientes. Vale lembrar que o sistema radicular, em geral, explora apenas 20 a 25% do volume de solo disponível.

Consequentemente, a quantidade de nutrientes disponível no solo não depende apenas da fase de crescimento e da necessidade da planta, mas também da velocidade de liberação destes para a raiz por meio do fluxo de massa e difusão.

Vantagens

O uso de fertilizantes de liberação lenta constitui-se uma das tecnologias desenvolvidas recentemente para os sistemas de produção. O principal objetivo é oferecer os nutrientes requeridos pelas plantas de forma progressiva por um período determinado, podendo aumentar a eficiência de aproveitamento dos fertilizantes a fim de reduzir a transformação dos nutrientes em formas menos estáveis.

Facilitam a aplicação, tornando a distribuição mais homogênea, eliminando os danos causados aos sistemas radiculares pela alta concentração de sais e por aplicações excessivas. Além disso, requerem menor frequência de aplicação de insumos, diminuindo os custos com mão de obra para o parcelamento.

Outros benefícios são a facilidade de armazenamento, opções de formulações com períodos distintos de liberação, e mantêm um sincronismo de liberação dos nutrientes com as necessidades de crescimento e desenvolvimento das plantas, além de serem pouco suscetíveis a perdas, minimizando os riscos de poluição ambiental.

Experimentos com adubos de liberação lenta, em comparação com adubos sem revestimento, mostram que os primeiros resultam em maior crescimento e menos lixiviação de nutrientes.

Apesar dessas vantagens, os fertilizantes de liberação lenta são ainda pouco utilizados, principalmente no setor hortícola, em consequência de questões de ordem econômica e da falta de estudos que indiquem as melhores doses para utilização nas diversas culturas. Porém, e apesar de os custos serem superiores às fontes solúveis, impactando em um nível próximo a 50% a mais no custo, comparativamente aos fertilizantes minerais comuns, o setor de hortaliças e ornamentais é promissor para o uso desta tecnologia, uma vez que o valor agregado por área (ha) da produção é comparativamente maior que a rentabilidade da produção de grãos.

Fertilizantes de liberação lenta proporciona distribuição mais homogênea - Crédito Shutterstock
Fertilizantes de liberação lenta proporciona distribuição mais homogênea – Crédito Shutterstock

Para HF

O uso dos adubos de liberação lenta ou controlada para hortaliças requer a adequação das doses nos diferentes sistemas de produção, visando otimizar o uso do insumo e garantir a produção econômica. Por outro lado, os viveiristas vêm gradativamente adotando a adubação com fertilizantes controlados na produção de mudas, com o enriquecimento do substrato.

Assim, as características, bem como as quantidades de fertilizante a serem aplicadas, dependerão das necessidades nutricionais de cada espécie, da fertilidade do substrato, da forma de reação dos adubos com o solo (substrato) e da eficiência dos adubos. Entretanto, muitos pesquisadores e técnicos garantem que a relação custo x benefício é vantajosa.

Em específico, a produção de hortaliças é a atividade que mais se identifica como opção de agronegócio para os produtores rurais familiares e outros pequenos agricultores, em virtude de não exigir grandes áreas, demandar baixa mão de obra e

Essa matéria completa você encontra na edição de Agosto 2017  da revista Campo & Negócios Hortifrúti. Adquira já a sua para leitura integral.

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