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sexta-feira, julho 1, 2022
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Fertilizantes organominerais otimizam produtividade do tomateiro

Nilton Gomes Jaime

Engenheiro agrônomo, M.Sc. e consultor da Cerrado Consultoria Agronômica

ngjconsultor@gmail.com

Crédito Nilton Gomes Jaime

A olericultura diferencia-se de outros setores agrícolas por apresentar uma vasta gama de espécies cultivadas. São produtos de alto valor nutritivo e constituem um grupo consumido por boa parte da população.

De acordo com a última pesquisa de orçamentos familiares publicada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ” IBGE (2010), os brasileiros consomem 27 quilos de hortaliças por ano, sendo a batata, o tomate e a cebola as principais hortaliças na preferência do consumidor.

O tomate é, hoje, a hortaliça mais difundida no mundo, sendo cultivada nos cinco continentes, atendendo aos mais diversos mercados e classes sociais. As características que fazem o tomate ser uma das hortaliças mais produzidas no mundo são: a versatilidade culinária, o valor nutricional e a grande variabilidade genética.

Este crescente consumo de tomate deve-se a sua utilização como alimento funcional, por apresentar altos teores de vitaminas A, C e licopeno. Este alto consumo também está relacionado à consolidação das redes de fastfood, que o utilizam nas formas processadas e fresca, e ao aumento de demanda por alimentos industrializados ou semiprontos, como o caso de molhos pré-preparados ou prontos para o consumo, como os catchups, extrato de tomate, tomate em cubos e outros (Carvalho & Pagliuca, 2007).

 

Altas produtividades

Os fertilizantes organominerais melhoram a fertilidade do solo – Crédito Nilton Gomes Jaime

Para obter altas produções, várias medidas devem ser realizadas. Isso inclui a execução de boas práticas agrícolas, utilização de diferentes formas de manejo fitossanitário e, principalmente, realizar as adubações seguindo a recomendação de análise de solo e foliar, de modo que as plantas se desenvolvam em um ambienteequilibrado quanto à disponibilidade de nutrientes (Abboud et al., 2013).

Uma alternativa para que a adubação seja realizada de maneira eficaz, sem comprometer o desenvolvimento da planta e o meio ambiente, é a utilização de adubação orgânica, dentre eles o uso de fertilizantes organominerais.

 

Os organominerais

Com uso dos organominerais, as plantas ficam verdes por mais tempo – Crédito Nilton Gomes Jaime

Os fertilizantes organominerais são adubos orgânicos enriquecidos com nutrientes minerais. Nessa composição, a parte orgânica pode ser obtida a partir de fontes como dejetos processados de aves e suínos ” mais conhecida como cama de frango ” esterco de bovinos ou pelo uso da turfa, um material rico em nutrientes ” principalmente carbono ” extraído de solos com alta umidade.

A turfa é formada por restos vegetais decompostos por bactérias ou enzimas. Já os minerais são fabricados industrialmente e acrescentados à matéria-prima orgânica.

O segmento de fertilizantes organominerais se expandiu nos últimos quatro anos em um forte ritmo decorrente das demandas por adubos e por aproveitamento de resíduos na agricultura. Em 2013 foram comercializados 3,5 milhões de toneladas de organominerais (Santos, 2014).

Paralelamente, há a geração de conhecimentos e rotas tecnológicas para a incorporação de resíduos orgânicos e minerais, agentes biológicos e novos materiais para a produção de adubos. Neste contexto, o Ministério da Agricultura preparou o Plano Nacional de Fertilizantes, em que são propostas medidas de incentivo às pequenas e médias indústrias regionais para a produção de fertilizantes organominerais (Benites et al., 2010).

Os organominerais aumentam a qualidade (ºBrix) dos frutos – Crédito Hellen Geórgia

Essa matéria completa você encontra na edição de novembro de 2018 da Revista Campo & Negócios Hortifrúti. Adquira o seu exemplar para leitura completa.

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