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Filme difusor de luz

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Quais as recomendações?

Fernanda Barbosa ReisGraduanda em Agronomia – Universidade Estadual do Maranhão (UEMA). fernanda15reis@gmail.com

Thiago Feliph Silva FernandesEngenheiro agrônomo e mestrando em Agronomia/Produção Vegetal – Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (FCAV/UNESP) thiagofeliph@hotmail.com

Foto: Agroflex

Nas últimas três décadas, observa-se uma crescente evolução nas técnicas de produção de filmes difusores de luz para serem utilizados nas atividades agrícolas.

A técnica, que consiste na utilização de filmes difusores de luz para a cobertura de ambientes protegidos, é bastante aplicada no Brasil. Diversos tipos de materiais são utilizados para essa finalidade, os quais possuem aditivos que alteram a incidência dos raios solares, para dinamizar o processo de fotossíntese e a adequação das temperaturas.

Um filme plástico agrícola é chamado de difusor quando tem capacidade de difundir a luz, ou seja, de transformar os raios do sol em luz que se propaga em todas as direções, e quando sua turbidez é igual ou superior a 30% para espessuras entre 70 e 150 µm e a 35% para espessuras iguais ou superiores a 150 µm.

Ação

Os filmes difusores de luz possuem a capacidade de controlar a radiação solar e adequar a temperatura de acordo com o que é exigido pela cultura, porém, os estudos sobre este procedimento no Brasil ainda são escassos em relação às alterações que estes materiais causam sobre alguns elementos meteorológicos, entre os quais, o saldo de radiação, a temperatura e a umidade relativa do ar.

 As culturas mais utilizadas em ambiente protegido são pimentão, tomate, pepino e alface. Esta estratégia de cobertura plástica do solo tem um importante papel na produção agrícola, pois protege o solo contra condições adversas de clima, mantendo a sua estrutura preservada, controlando a umidade e impedindo a propagação de plantas daninhas na cultura. Porém, os filmes difusores alteram algumas propriedades da região em estudo, como a temperatura do solo, no qual a amplitude varia conforme a capacidade de absorção e de condutividade térmica do material utilizado.

Benefícios

 Pesquisadores procuram materiais que possam permitir a maior passagem de luz difusa, com menos sombras.

Os filmes elevam o percentual (cerca de 60%) de luz difusa que é emitida para dentro do ambiente protegido, contribuindo com a melhoria da distribuição de luz sem que haja grandes perdas na transmissão da luz. Além disso, potencializa o processo fotossintético e, consequentemente, eleva a umidade do ar e diminui a temperatura do ambiente protegido durante o dia em até três graus, ou seja, eliminando qualquer sombra presente na estufa.

Os plásticos difusores, telas de sombreamento ou fotoconversoras, são considerados obstáculos físicos que possibilitam a alteração dos raios solares que incidem sobre a cultura. Essa alteração influencia diretamente no crescimento, na produção e no florescimento.

A temperatura, umidade e a ação dos ventos estimula a perda de água da planta, sendo a radiação solar o principal fator responsável por estes processos. Porém, também fornece a energia requisitada para o aquecimento, evaporação e transpiração das plantas. Desta forma, os filmes difusores são de grande importância , pois apenas parte da radiação solar é transmitida para dento do ambiente.

Assim, a quantidade de luz e energia é reduzida, muito diferente quando comparadas a uma cultura a céu aberto.

Produtividade

Quando se trata de produtividade, o uso de filmes difusores de luz tem se mostrado muito eficiente, elevando a produtividade e qualidade dos produtos, permitindo a produção fora da época e garantindo aos consumidores um bom preço.

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