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quarta-feira, julho 6, 2022
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Fitossanidade tem rede nacional de pesquisa lançada

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As cadeias produtivas do agronegócio contam agora com um sistema ainda mais robusto de investigação científica sobre pragas, doenças e plantas daninhas nas culturas de soja, milho, algodão, feijão e trigo. Trata-se da Rede Fitossanidade Tropical (RFT), que foi lançada em Foz do Iguaçu às 15h30 de terça-feira (17), durante o IX CBSoja e Mercosoja 2022.

Iniciativa de abrangência nacional, o objetivo da RFT é organizar, fortalecer e otimizar cadeias já existentes de colaboração entre centros de pesquisa públicos e privados. Seu propósito é contribuir para o sucesso de agricultores e empresas do agronegócio na superação de problemas fitossanitários e oferecer ferramentas para decisões que promovam o aumento de produtividade e a sustentabilidade das lavouras.

HISTÓRIA

A RFT é o amadurecimento de diversas iniciativas de pesquisa colaborativa espalhadas pelo território brasileiro. A primeira delas teve início em 2003, na XXV Reunião de Pesquisa de Soja da Região Central do Brasil, quando foi estabelecida uma rede de cooperação para avaliar fungicidas no controle da ferrugem-asiática. Mais tarde (2008), esse trabalho se estendeu para o combate ao mofo-branco, inclusive com avaliação de bioinsumos (2011).

Proposta semelhante foi iniciada em 2013 para estudar a eficiência de inseticidas no combate ao percevejo-marrom e, em 2017, com foco na mosca-branca, pragas de difícil controle no cultivo da oleaginosa. 

Divulgação

Na cultura do feijão, em 2008, foi estabelecida uma rede de pesquisa em resistência genética a doenças como a antracnose, iniciativa da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) e outras cinco entidades parceiras.

Capitaneada pela Embrapa Trigo, em 2010 foi criada uma rede de pesquisas para avaliar eficiência de fungicidas no tratamento de doenças que atingem o cereal de inverno. Sete anos depois, outra iniciativa era estabelecida, desta vez para investigar a resistência genética de cultivares à brusone em espigas.

Também em 2017 surgiram duas novas propostas, para avaliação de fungicidas em algodão, iniciativa da Embrapa Algodão e, em milho segunda safra, pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná — Iapar-Emater (IDR-Paraná) e Embrapa Milho e Sorgo.

Por fim, há cerca de dois anos começou a ganhar corpo a ideia de reunir esses esforços. Consolidando quase 20 anos de experiências em pesquisas colaborativas, a RFT surge para fortalecer a integração entre projetos, pesquisadores e especialidades, possibilitar a abertura e aceleração de frentes inovadoras de investigação científica, aprimorar a comunicação com os diversos setores do agro e, principalmente, reduzir a dispersão de esforços. 

Aos produtores, as informações geradas pela RFT são um instrumento para embasar decisões assertivas, que possibilitem ganhar eficiência no uso de insumos, estabilidade de produção, obtenção de alimentos seguros e incremento de renda, sem abrir mão do respeito aos recursos naturais.

Com atuação na área de fitopatologia, entomologia e herbologia, a RFT reúne 34 centros públicos e privados de pesquisa e diversos apoiadores do setor produtivo, fomento e indústria.

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