Florestas plantadas: Investimento atraente com baixa da Selic

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Floresta Plantada – Crédito: Arquivo

A queda da taxa básica de juros (Selic) para 4,25% reduz o interesse de investimentos em fundos de renda fixa como o CDB, LCA (Letra de Crédito Agrícola), LCI (Letra de Crédito Imobiliários) e faz com que investidores busquem alternativas de investimento em longo prazo, de baixo risco. Diante de uma baixa taxa de juros, o investimento em florestas plantadas é capaz de remunerar o capital acima da renda fixa.

Essa é a análise de Marcelo Schmid, sócio-diretor da Forest2Market do Brasil, que fez uma análise do segmento de florestas no Brasil para 2020, com perspectivas e análises. “As mudanças econômicas recentes no Brasil tornarão o investimento em florestas atrativos para o capital nacional e para o internacional”, avalia o especialista.

No entanto, Marcelo não vê o cenário favorável para que ocorra em 2020 uma flexibilização das regras que restringem a aquisição de terras por empresas estrangeiras no Brasil. “Apesar de haver no Congresso Nacional um núcleo com boa vontade para trabalhar esta pauta, o acalorado – e mal informado – debate acerca dos incêndios ocorridos na floresta amazônica no início do ano, trouxe a comunidade internacional oportunista à porta de nosso País, questionando a capacidade brasileira em zelar por seus recursos ambientais e, consequentemente, questionando nossa soberania”.

Reflexos

A principal razão para a baixa na Selic é o controle da inflação. Todo ano existe uma estimativa da inflação anual, portanto, é necessário fazer o ajuste na taxa de juros para alcançar a meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN)

O cenário brasileiro para esses investimentos está favorável, tanto por esse aspecto (da Selic), que o torna interessante para investidores nacionais, quanto pelo câmbio, que torna o investimento em florestas interessante para fundos internacionais, fortalecidos pelo enfraquecimento da moeda brasileira.

Além disso, a demanda mundial por madeira continua crescente, de modo geral, demandando mais o setor florestal nacional. “Certamente é um momento propício para tais investimentos. Não é à toa que o Grupo Index tem sido procurado intensamente por investidores nacionais e internacionais. Os investimentos em floresta têm retorno médio entre 9 e 11% ao ano, portanto, melhor que investimentos de renda fixa, considerando a atual taxa de juros”, avalia Marcelo.

Situação diante da pandemia

Para o especialista, os investimentos não sofrerão nenhum impacto, pois a pandemia terá efeito de curto prazo. Ao contrário, a demanda por produtos de base florestal (sobretudo higiene) está crescendo em decorrência da pandemia, e essa demanda acelerada deverá se manter mesmo após vencermos a batalha contra o corona, pois os hábitos de higiene estão se modificando.

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