Formas avançadas de comercialização de grãos

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Maria Carla dos Santos Nogueira
Mestre em Ciências das Religiões e tutora presencial – Unopar – Balsas
profmcarla@outlook.com
Jefferson Carvalho Barros
Doutorando em Educação – Unijuí, professor e coordenador do curso de Agronegócio e da pós-graduação em Logística e Supply Chain – Unibalsas
coord.agronegocio@unibalsas.edu.br
Antonio Santana Batista de Oliveira Filho
Mestre em Agronomia e tutor presencial – Unopar – Balsas
a15santanafilho@gmail.com

De acordo com o Levantamento de Grãos realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento CONAB (Abr/2021), com a consolidação do plantio das culturas de segunda safra e iniciando a semeadura das culturas de inverno, as previsões iniciais de mais uma safra recorde vêm se confirmando, com um volume estimado em 273,8 milhões de toneladas, crescimento de 6,5% ou 16,8 milhões de toneladas sobre a safra anterior (2019/20).
Tal crescimento é sustentado pelo aumento de 3,9% na área cultivada, totalizando 68,5 milhões de hectares e, sobretudo, pela boa performance da soja e do milho. Para que os produtores se mantenham competitivos e melhorem suas estratégias de vendas de grãos, ampliando o market share é preciso considerar alguns fatores, conforme citado por Kasuya (2020):
a) A necessidade de planejamento constante antes da safra;
b) A importância de gerir a propriedade de forma eficiente, promovendo a alocação de recursos;
c) A diversificação das formas de comercialização, incluindo, de maneira pontual, o uso das tecnologias para realização dessa tarefa;
d) A verificação do perfil da propriedade seguida da identificação das modalidades de comercialização que melhor se enquadram ao seu empreendimento;
e) A atenção voltada aos mercados interno e externo.

Operações de comercialização

Pensando que a diversificação das modalidades de comercialização de grãos tende a diminuir os riscos da operação, abaixo seguem algumas das principais operações de comercialização: barter, hedge, pré-fixação, venda a fixar, pré-pagamento, comercialização via cooperativas, comercialização via tradings e corretoras, comercialização em rede (via internet).
A comercialização barter significa realizar a troca de grãos por insumos em geral. É um tipo de negociação que ocorre com antecedência e não envolve dinheiro. Enquanto isso, na comercialização hedge os preços são fixados antes da venda, mais conhecida como operação a termo, visando proteger o valor dos grãos devido à constante incerteza do mercado (Santos, 2019).
Na modalidade pré-fixação o produtor negocia os grãos com cooperativas ou empresas, travando os preços e efetuando a entrega do produto fisicamente. Na venda a fixar o comprador antecipa o pagamento de modo a serem descontados juros até que o grão seja entregue. No pré-pagamento o comprador paga os grãos com antecedência e os entrega pessoalmente (Santos, 2019).
A comercialização via cooperativas dá ao produtor a possibilidade de atuar de modo integrado, tendo algumas vantagens na compra dos insumos, porém, tendo menor autonomia para escolher os compradores e fornecedores.
Já na comercialização via tradings e corretoras, essas instituições assumem a responsabilidade de promover as negociações nacionais e internacionais facilitando o processo negocial e promovendo uma boa relação custo-benefício entre produtores e compradores.
Por fim, com a globalização e o crescente avanço tecnológico, diversas empresas responsáveis pela comercialização dos grãos passaram a realizar essa prática mediante o uso da internet e das redes sociais (Santos, 2019).

Novas alternativas

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